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<title>BdE - Blogue de Esquerda (II) - R.I.P.</title>
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<modified>2006-12-14T10:07:34Z</modified>
<tagline>POLÍTICA, CULTURA, IDEIAS, OPINIÕES, MANIFESTOS &amp; ETC (envie os seus contributos e sugestões para blogue_de_esquerda2@yahoo.com). Este blogue é mantido por José Mário Silva e Manuel Deniz Silva. Colaboradores permanentes: Filipe Moura, Francisco Frazão, Jorge Palinhos, José Luís Peixoto, Luis Rainha, Margarida Ferra, tchernignobyl </tagline>
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<copyright>Copyright (c) 2005, José Mário Silva</copyright>
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<title>THE END</title>
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<issued>2005-11-25T23:59:00Z</issued>
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<summary type="text/plain">Abro a porta da rua, olho para trás e apago a luz....</summary>
<author>
<name>José Mário Silva</name>

<email>cartasmorel@gmaill.com</email>
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<![CDATA[<p>Abro a porta da rua, olho para trás e apago a luz.</p>]]>

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<title>FOI BONITA A FESTA, PÁ</title>
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<summary type="text/plain">Clique PolíticoTanto_MarChico_Buarque_de_Holanda0152Chico_Buarque_de_HolandaPOLYGRAMPhillips&quot;target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui para ouvir Tanto Mar - versão 2, de Chico Buarque....</summary>
<author>
<name>Filipe Moura</name>

<email>fmoura@math.ist.utl.pt</email>
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<![CDATA[<p>Clique <a href="http://app.uol.com.br/radiouol/player/frameset.php?opcao=umamusica&nomeplaylist=000815-1_11<@>Político<@>Tanto_Mar<@>Chico_Buarque_de_Holanda<@>0152<@>Chico_Buarque_de_Holanda<@>POLYGRAM<@>Phillips"target="_blank">aqui</a> para ouvir <em><a href="http://www.chicobuarque.com.br/letras/tantomar_75.htm"target="_blank">Tanto Mar - versão 2</a></em>, de Chico Buarque.</p>]]>

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<title>AGRADECIMENTOS (MESMO) FINAIS</title>
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<modified>2006-12-14T10:07:34Z</modified>
<issued>2005-11-25T23:52:05Z</issued>
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<summary type="text/plain">Muito obrigado ao Filipe Moura, Francisco Frazão, Jorge Palinhos, José Luís Peixoto, Luis Rainha, Margarida Ferra e tchernignobyl (mais ao Frederico Ágoas e à Marta Lança) por tudo o que trouxeram ao BdE durante os últimos dois anos. Muito obrigado...</summary>
<author>
<name>José Mário Silva</name>

<email>cartasmorel@gmaill.com</email>
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<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://bde.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Muito obrigado ao Filipe Moura, Francisco Frazão, Jorge Palinhos, José Luís Peixoto, Luis Rainha, Margarida Ferra e tchernignobyl (mais ao Frederico Ágoas e à Marta Lança) por tudo o que trouxeram ao BdE durante os últimos dois anos.<br />
Muito obrigado ao Paulo Querido, que nos acolheu, aconselhou, instruiu, aturou (e mais não sei quantos verbos do género), para além de nos ter dado acesso a uma das melhores plataformas de publicação da actualidade.<br />
Muito obrigado às dezenas de <em>itálicos</em> que nos enviaram textos, imagens ou sugestões, com partes iguais de entusiasmo e generosidade.<br />
Muito obrigado aos <em>bloggers</em> ou blogues que se dispuseram a toda sorte de diálogos e duelos.<br />
Muito obrigado às centenas de comentadores que nos acompanharam dia a dia: aos regulares e aos episódicos, aos calorosos e aos encalorados, aos amigos e aos inimigos, aos tranquilos e aos coléricos, aos simpáticos e aos odiosos. Muito do melhor e do pior que se viveu neste blogue passou sempre pelas caixas de comentários.<br />
Muito obrigado a quem nos escreveu mails e a quem não disse nada.<br />
Muito obrigado a todos os leitores.<br />
Muito obrigado.</p>

<p><strong>José Mário Silva e Manuel Deniz Silva</strong></p>]]>

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<title>ALTERAÇÃO DE DOMICÍLIO</title>
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<modified>2006-12-14T10:07:34Z</modified>
<issued>2005-11-25T23:47:33Z</issued>
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<summary type="text/plain">«Agora o que é que fazemos?», pergunta, lá em baixo, o Jorge Palinhos — após uma análise muito lúcida do que é a condição bloguista. Parte do que eu pretendia dizer como justificação final do fecho do BdE, ele disse-o...</summary>
<author>
<name>José Mário Silva</name>

<email>cartasmorel@gmaill.com</email>
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<![CDATA[<p>«Agora o que é que fazemos?», pergunta, <a href="http://bde.weblog.com.pt/arquivo/141151.html">lá em baixo</a>, o Jorge Palinhos — após uma análise muito lúcida do que é a <em>condição bloguista</em>. Parte do que eu pretendia dizer como justificação final do fecho do BdE, ele disse-o com palavras mais certeiras do que as minhas seriam. Está lá tudo.<br />
O BdE foi um projecto tão importante para mim (e para nós todos) que não podíamos correr o risco de o ver declinar aos poucos, ingloriamente, até àquele estado de decadência que arruina tantas vezes a história bela de uma ideia ou de um grupo. Ao extinguir-se nesta altura, ainda por cima com uma ponta final a fazer lembrar os melhores tempos, o BdE (II) fecha como abriu: cheio de empenho, garra e ímpeto de comunicar. Era esta a imagem com que gostávamos de ser recordados por quem nos leu ao longo de quase três anos. É esta a imagem que guardarei de uma das mais estimulantes aventuras colectivas em que tive a honra de participar.<br />
Voltando à pergunta <em>leninista</em> do Palinhos, que fazer agora?<br />
Não posso falar por todos, evidentemente.<br />
Mas posso falar por mim e pelo Luis Rainha.<br />
A partir de hoje, podem continuar a ler-nos aqui:</p>

<p><a href="http://aspirinab.weblog.com.pt"><img alt="aspirina.jpg" src="http://bde.weblog.com.pt/arquivo/aspirina.jpg" width="450" height="75" /></a><br />
(clicar na imagem)</p>

<p>E a mim, podem também acompanhar-me neste projecto a solo:</p>

<p><a href="http://morel.weblog.com.pt"><img alt="bocklin.jpg" src="http://bde.weblog.com.pt/arquivo/upload/2005/11/bocklin.jpg" width="350" height="185" /></a><br />
(clicar na imagem)</p>

<p>Até já.</p>]]>

</content>
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<title>ÚLTIMO DIA, ÚLTIMO TEXTO</title>
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<modified>2006-12-14T10:07:34Z</modified>
<issued>2005-11-25T23:45:54Z</issued>
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<summary type="text/plain">Andei todo o dia à procura da música O Último Dia, do Paulinho Moska, para pôr no blogue. Não a encontrei; só VivoO_Último_DiaNey_Matogrosso0315Ney_MatogrossoUNIVERSALMercury&quot;target=&quot;_blank&quot;&gt;esta versão pelo Ney Matogrosso. Quem viu O Fim do Mundo, uma das últimas telenovelas do dramaturgo brasileiro...</summary>
<author>
<name>Filipe Moura</name>

<email>fmoura@math.ist.utl.pt</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://bde.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Andei todo o dia à procura da música <em>O Último Dia</em>, do Paulinho Moska, para pôr no blogue. Não a encontrei; só <a href="http://app.uol.com.br/radiouol/player/frameset.php?opcao=umamusica&nomeplaylist=005357-0_13<@>Vivo<@>O_Último_Dia<@>Ney_Matogrosso<@>0315<@>Ney_Matogrosso<@>UNIVERSAL<@>Mercury"target="_blank">esta versão</a> pelo Ney Matogrosso. Quem viu <em>O Fim do Mundo</em>, uma das últimas telenovelas do dramaturgo brasileiro Dias Gomes, talvez se recorde: a versão original, de Moska, era o tema da novela. A certa altura cantava assim:</p>

<p><em>O que você faria <br />
se só te restasse esse dia?<br />
Se o mundo fosse acabar<br />
Me diz, o que você faria?</p>

<p>Andava pelado na chuva?<br />
Corria no meio da rua?<br />
Entrava de roupa no mar?<br />
Trepava sem camisinha?</em></p>

<p>Toda a música (e toda a novela) anda à volta deste tema: o que fazer quando a morte é certa, está anunciada. Há quem faça as coisas mais loucas, que não faria se soubesse que sobreviveria mais tempo. Era para me despedir com o texto anterior mas, dado que a morte do BdE está prestes a ser consumada, decidi há pouco avançar para o texto que sempre me apeteceu escrever, mas que nunca consumei. (Estou a falar em texto; a célebre fotografia minha de corpo inteiro ainda espera um convite da <em>Playgirl</em>.) Espero não estar a quebrar, no meu último texto, a confiança que o Zé Mário e o Manuel depositaram em mim; de qualquer das formas, estou a escrever ainda a tempo de eles discordarem, se for caso disso. <br />
O que eu quero fazer é, simplesmente, uma homenagem ao Rubem Fonseca, de quem sou fã. Como qualquer leitor do Rubem Fonseca sabe, a melhor homenagem que se lhe pode fazer, ao seu cinismo, às suas ideias políticas apesar de tudo sempre presentes e ao seu estilo de escrita, é querer simplesmente que <em>a direita se foda</em>. Assim mesmo, com estas palavras. Com todas as letras. Que <em>pratique sexo</em>, acompanhada ou consigo própria. Nada mais do que isto.<br />
Neste momento (e na minha idade) este <em>slogan</em>, ou versões mais suaves como <em>a direita que se lixe</em> ou <em>a direita que pague a crise</em>, é o único radicalismo que me resta. E tenho que o afirmar aqui: para consumar este desiderato, estou cada vez mais céptico relativamente ao papel da esquerda não-socialista. Creio que esta esquerda tem um papel importante a desempenhar, se o quiser. Mas só se primeiro esta esquerda, seja a antiga, seja a moderna, se desembaraçar do seu histórico sectarismo.<br />
E é tudo. Bacanos e bacanas, fiquem bem. Eu vou jantar, que estou com uma fome do caraças.</p>]]>

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<title>JÁ COM AS CHAVES NA MÃO</title>
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<modified>2006-12-14T10:07:34Z</modified>
<issued>2005-11-25T23:40:23Z</issued>
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<summary type="text/plain"> Foi com esta imagem de um quadro de Gustave Caillebotte (Les raboteurs de parquet) que fechámos o primeiro BdE e abrimos o segundo. A metáfora do novo apartamento, que viemos habitar no prédio do Paulo Querido, foi amplamente glosada...</summary>
<author>
<name>José Mário Silva</name>

<email>cartasmorel@gmaill.com</email>
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<![CDATA[<p><img alt="caillebotte.jpg" src="http://bde.weblog.com.pt/arquivo/caillebotte.jpg" width="557" height="384" /></p>

<p>Foi com esta imagem de um quadro de Gustave Caillebotte (<em>Les raboteurs de parquet</em>) que fechámos o primeiro BdE e abrimos o segundo. A metáfora do novo apartamento, que viemos habitar no <em><a href="http://weblog.com.pt">prédio</a></em> do <a href="http://pauloquerido.net/BlogPortugues">Paulo Querido</a>, foi amplamente glosada na altura e volta a fazer sentido, agora que os homens da empresa de mudanças já começaram a levar, escada abaixo, o nosso mobiliário feito do melhor HTML.<br />
Enquanto corro as persianas, aqui ficam os números do BdE (II):</p>

<p><strong>Posts</strong> - 5710<br />
<strong>Comentários</strong> - mais de 30.800<br />
<strong>Trackbacks</strong> - 485<br />
<strong>Visitas</strong> - cerca de 540.000 (Sitemeter); cerca de 1.500.000 (weblog.com.pt)<br />
<strong>Pageviews</strong> - cerca de 1.000.000 (Sitemeter); cerca de 2.700.000 (weblog.com.pt)</p>

<p>Mas não são os números, obviamente, o que mais importa. É tudo o resto.</p>]]>

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<title>ANTES TARDE DO QUE NUNCA</title>
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<modified>2006-12-14T10:07:34Z</modified>
<issued>2005-11-25T23:38:34Z</issued>
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<summary type="text/plain">A lista dos links na coluna direita, que sofreu de desleixo extremo durante muitos meses, foi finalmente actualizada. É um guia para os leitores que continuem a chegar aqui no nosso post-mortem....</summary>
<author>
<name>José Mário Silva</name>

<email>cartasmorel@gmaill.com</email>
</author>

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<![CDATA[<p>A lista dos links na coluna direita, que sofreu de desleixo extremo durante muitos meses, foi finalmente actualizada. É um guia para os leitores que continuem a chegar aqui no nosso <em>post-mortem</em>.</p>]]>

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<title>RESULTADO DO CONCURSO DE ITÁLICOS</title>
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<modified>2006-12-14T10:07:34Z</modified>
<issued>2005-11-25T23:22:53Z</issued>
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<summary type="text/plain">Os cinco vencedores do concurso que lançámos nestes últimos dias do BdE foram: Fernando Venâncio, João André, José Luís Tavares, Sara Figueiredo Costa e BOS. Cada um deles receberá um exemplar do último livro de contos do Alexandre Andrade: Para...</summary>
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<name>José Mário Silva</name>

<email>cartasmorel@gmaill.com</email>
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<![CDATA[<p>Os cinco vencedores do <a href="http://bde.weblog.com.pt/arquivo/140421.html">concurso</a> que lançámos nestes últimos dias do BdE foram: Fernando Venâncio, João André, José Luís Tavares, Sara Figueiredo Costa e BOS.<br />
Cada um deles receberá um exemplar do último livro de contos do Alexandre Andrade:</p>

<p><img src="http://www.laranjamecanica.pt/images/capaalex.jpg"> </p>

<p>Para o receberem, solicita-se o envio dos respectivos endereços postais para o mail (ainda activo) do blogue.</p>]]>

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<title>AGRADECIMENTOS ANTES DA DESPEDIDA</title>
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<modified>2006-12-14T10:07:34Z</modified>
<issued>2005-11-25T22:56:31Z</issued>
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<summary type="text/plain">O primeiro texto na blogosfera escrito por mim (uma contribuição itálica no BdE I que o Zé Mário e o Manuel tiveram a gentileza de publicar) foi uma indicação para uma crónica de Mário Vargas Llosa sobre a situação em...</summary>
<author>
<name>Filipe Moura</name>

<email>fmoura@math.ist.utl.pt</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://bde.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>O primeiro texto na blogosfera escrito por mim (uma contribuição itálica no BdE I que o Zé Mário e o Manuel tiveram a gentileza de publicar) foi uma indicação para uma crónica de Mário Vargas Llosa sobre a situação em Israel, algo que voltámos a ter esta semana. <br />
Comecei como colaborador residente com Rubem Fonseca; tinha de voltar a Rubem Fonseca. <br />
Como canta o Cazuza, eu vejo o futuro repetir o passado, eu vejo um museu de grandes novidades.<br />
É com uma certa emoção que recordo como foi, em Janeiro de 2003, na véspera de partir para os EUA, ler no DNa um <em>Escrita Automática</em> onde o Zé Mário contava como ficara retido no Aeroporto Charles de Gaulle devido à neve, e como se entretinha a mandar bolas de neve ao Manel. Não fazia a mínima ideia (e nem ele dizia) do que tinha ido o Zé Mário fazer a Paris (para além de passar o ano). Vim a descobrir mais tarde, através da Coluna Infame, a que cheguei através de um <a href="http://memoriavirtual.weblog.com.pt/arquivo/139199.html"target="_blank">artigo</a> do <a href="http://estadocivil.blogspot.com/2005/11/coluna-infame-blogue-de-que-fiz-parte.html"target="_blank">Pedro Mexia</a> no DN. Da Coluna cheguei rapidamente ao Blogue de Esquerda, e o segredo da viagem a Paris estava descoberto. Logo mandei um email ao Zé Mário (algo que há anos queria poder fazer) e ainda me recordo da emoção de, pouco depois, receber a resposta e ver os meus textos publicados.<br />
Poder ler e, logo depois, graças à generosidade do Zé Mário e do Manuel, escrever e debater com estes "cromos dê-ene-jotas", que tanto gostava de ler anos antes, foi para mim uma bênção do destino. Algo que nem nos meus sonhos julgava possível.<br />
Quero assim afirmar que participar no Blogue de Esquerda foi para mim uma experiência inesquecível e extremamente enriquecedora em muitos aspectos. Venho desta forma agradecer a todos aqueles que me leram ao longo destes quase três anos, e agradecer uma vez mais (nunca será demais) ao Zé Mário e ao Manuel pela generosidade e pela confiança que depositaram em mim.</p>]]>

</content>
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<title>OUTROS COMO NÓS</title>
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<modified>2006-12-14T10:07:34Z</modified>
<issued>2005-11-25T22:21:52Z</issued>
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<summary type="text/plain"> A fotografia da Pietà, na capa do número 13 da Periférica, era um prenúncio. Tal como o BdE, a malta de Vilarelho decidiu «acabar com isto». E deixou uma nota de despedida no seu blogue: «Não adianta carpir, porque...</summary>
<author>
<name>José Mário Silva</name>

<email>cartasmorel@gmaill.com</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://bde.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p><img alt="periferica.jpg" src="http://bde.weblog.com.pt/arquivo/periferica.jpg" width="250" height="310" /></p>

<p>A fotografia da <em>Pietà</em>, na capa do número 13 da Periférica, era um prenúncio. Tal como o BdE, a malta de Vilarelho decidiu «acabar com isto». E deixou uma nota de despedida no seu <a href="http://www.periferica.org/blog/index.html">blogue</a>:</p>

<blockquote>«Não adianta carpir, porque é decisão madura, colectiva, irreversível. E é também a decisão certa. Permitam-nos o nosso momento de humildade: o patamar que a revista atingiu, a visibilidade, o grau de exigência juntam-se num perfil para o qual já só com muito esforço estamos à altura. Fazer uma boa Periférica exige talento, tempo, dedicação, atenção, treino — uma redacção em forma e altamente disponível. De todos requisitos apenas nos sobra o talento. Mas é, cada vez mais, um talento destreinado, com um quotidiano avesso, a olhar noutras direcções. De resto, desde o início dissemos que não ficaríamos para sempre, que faríamos o que nos apetecesse. E o que nos apetece é acabar com a revista. Sem mágoa, nem nostalgia. Sem lamentos, nem acusações. Ninguém tem culpa do fim da Periférica — apenas nós e a nossa vontade de voltar a mudar de vida. A Periférica é só o nosso segundo projecto.
O número catorze será o último número. Sairá em Janeiro, para não estragar o Natal (o nosso). Não queremos que a última edição seja um presente do bonacheirão Pai Natal. Preferimos vê-la como uma prenda de sábios, de reis. Mesmo que saia um pouco depois do dia deles (a distribuição não seria mais lenta se fosse feita em camelos). Não será um número revivalista, carregado de epitáfios laudatórios (tirando, talvez, o necessário editorial de autocomprazimento). Se for um número invulgar, será por alguma súbita inspiração de génio que nos acometa. Mas estamos disponíveis para propostas de colaboração de última hora — assim como assim, já rejeitámos tanto entulho nestes três anos que nem daremos pela diferença. Vamos lá fazer história.»</blockquote>

<p>É pena que uma revista tão boa, original e bem escrita desapareça do mapa dos nossos vícios. Mas a vida é assim mesmo e nós, melhor que ninguém, compreendemos tudo o que está escrito nestas linhas (e nestas entrelinhas).<br />
Acabem em grande, rapazes. Cá estaremos para vos ler, no último número e nos projectos que vierem depois.</p>]]>

</content>
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<title>DESÇO AQUI</title>
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<modified>2006-12-14T10:07:34Z</modified>
<issued>2005-11-25T22:09:48Z</issued>
<id>tag:bde.weblog.com.pt,2005://32.141152</id>
<created>2005-11-25T22:09:48Z</created>
<summary type="text/plain">Obrigado a todos os que comigo aqui escreveram e me acompanharam. Obrigado ao Zé Mário e ao Manuel pelo convite para aqui escrever e por terem sido anfitriões generosos, acolhedores e hospitaleiros. Obrigado a todos os que me leram, corrigiram,...</summary>
<author>
<name>Jorge Palinhos</name>


</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://bde.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Obrigado a todos os que comigo aqui escreveram e me acompanharam.<br />
Obrigado ao Zé Mário e ao Manuel  pelo convite para aqui escrever e por terem sido anfitriões generosos, acolhedores e hospitaleiros.<br />
Obrigado a todos os que me leram, corrigiram, comigo concordaram, de mim discordaram ou me insultaram.<br />
Obrigado a todos os blogs que li, a que critiquei, com que concordei, que linkei e que me leram, me criticaram, que comigo concordaram, me elogiaram e me ignoraram.</p>

<p>Foi bom.</p>

<p>Até qualquer dia, num sítio qualquer.<br />
</p>]]>

</content>
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<title>O GRANDE CIRCO DA FÍSICA - O CADÁVER QUE NÃO GRUDAVA</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://bde.weblog.com.pt/arquivo/141172.html" />
<modified>2006-12-14T10:07:34Z</modified>
<issued>2005-11-25T21:48:03Z</issued>
<id>tag:bde.weblog.com.pt,2005://32.141172</id>
<created>2005-11-25T21:48:03Z</created>
<summary type="text/plain">Acham que faz diferença para o grudar ser contra uma parede ou uma porta? Pensem nisso....</summary>
<author>
<name>Filipe Moura</name>

<email>fmoura@math.ist.utl.pt</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://bde.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Acham que faz diferença para o grudar ser contra uma parede ou uma porta? Pensem nisso.</p>]]>

</content>
</entry>
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<title>REGRESSO A RUBEM</title>
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<modified>2006-12-14T10:07:34Z</modified>
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<summary type="text/plain">Comecei como colaborador residente com um texto de Rubem Fonseca, cuja leitura recomendo especialmente no dia de hoje (contra a violência doméstica). Voltemos a Rubem, um dos maiores escritores vivos de língua portuguesa. Em Maio deste ano Rubem completou 80...</summary>
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<name>Filipe Moura</name>

<email>fmoura@math.ist.utl.pt</email>
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<![CDATA[<p>Comecei como colaborador residente com um <a href="http://bde.weblog.com.pt/arquivo/008717.html"target="_blank">texto</a> de Rubem Fonseca, cuja leitura recomendo especialmente no dia de hoje (contra a violência doméstica).<br />
Voltemos a Rubem, um dos maiores escritores vivos de língua portuguesa. Em Maio deste ano Rubem completou 80 anos; lamentavelmente, deixei passar esta efeméride. Fiquemos então com esta passagem de <em>Feliz Ano Novo</em>:</p>

<p><em>Podem comer e beber à vontade, ele disse.<br />
Filho da puta. As bebidas, as comidas, as jóias, o dinheiro, tudo aquilo para eles era migalha. Tinham muito mais no banco. .Para eles, nós não passávamos de três moscas no açucareiro.<br />
Como é seu nome?<br />
Maurício, ele disse.<br />
Seu Maurício, o senhor quer se levantar, por favor?<br />
Ele se levantou. Desamarrei os braços dele.<br />
Muito obrigado, ele disse. Vê-se que o senhor é um homem educado, instruído. Os senhores podem ir embora que não daremos queixa à polícia. Ele disse isso olhando para os outros que estavam quietos, apavorados no chão, e fazendo um gesto com as mãos abertas, como quem diz, calma minha gente, já levei este bunda suja no papo.<br />
Inocêncio, você já acabou de comer? Me traz uma perna de peru dessas aí. Em cima de uma mesa tinha comida que dava para alimentar o presídio inteiro. Comi a perna de peru. Apanhei a carabina doze e carreguei os dois canos.<br />
Seu Maurício, quer fazer o favor de chegar perto da parede?<br />
Ele se encostou na parede.<br />
Encostado não, não, uns dois metros de distância. Mais um pouquinho para cá. Aí. Muito obrigado.<br />
Atirei bem no meio do peito dele, esvaziando os dois canos aquele tremendo trovão. O impacto jogou o cara com força contra a parede. Ele foi escorregando lentamente e ficou sentado no chão. No peito dele tinha um buraco que dava para colocar um panetone.<br />
Viu, não grudou o cara na parede, porra nenhuma.<br />
Tem que ser na madeira, numa porta. Parede não dá, disse Zequinha.</em></p>]]>

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<title>ERA UMA VEZ UM BLOGUE DE ESQUERDA</title>
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<summary type="text/plain"> «Lenin and Giacometti», Leonid Sokov, 1990 Foi neste computador onde escrevo que, no dia 1 de Janeiro de 2003, em Paris, num inverno que prometia neve, eu e o meu irmão criámos o primeiro BdE. Foi no tempo dos...</summary>
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<name>Manuel Deniz</name>


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<![CDATA[<p><img src="http://www.zimmerlimuseum.rutgers.edu/collections/dodge/images/01-Sokov-Lenin.jpg"></p>

<p><em>«Lenin and Giacometti», Leonid Sokov, 1990</em></p>

<p><br />
Foi neste computador onde escrevo que, no dia 1 de Janeiro de 2003, em Paris, num inverno que prometia neve, eu e o meu irmão criámos o primeiro BdE. Foi no tempo dos primeiros entusiasmos com a blogosfera, em despique intenso com a Coluna Infame, a guerra do Iraque em fundo. Não posso por isso deixar de sentir uma certa estranheza ao escrever este derradeiro post. Mas não é nostalgia. A verdade é que, pela parte que me toca, o entusiasmo inicial se foi tornando, com o tempo, cada vez mais moderado, à medida que a blogosfera política portuguesa se transformava, com raras excepções, em arena de populismo opinativo, demasiadas vezes confundida com democratização da informação. Mais e mais opiniões, sempre opiniões, neste nosso espaço público português já de si tão saturado de comentário (basta ver as colunas do jornais e os convidados das televisões). <br />
Foi por isso que tentámos, com o BdE II, fazer uma coisa diferente, que o modelo inicial não permitia. Um blogue colectivo que partisse do que se passa lá fora. Que não fosse apenas um blogue reactivo, mas também reflexivo. Onde se aprofundassem questões. Onde se traduzissem e partilhassem experiências (de luta, de leituras, de discussões). Mais fácil <a href="http://bde.weblog.com.pt/arquivo/008408.html">de dizer</a> do que fazer. Alguns dos primeiros amigos e cúmplices desapareceram rapidamente do cabeçalho, como o Frederico Ágoas ou a Marta Lança. Outros foram ficando, apesar de apenas postarem episodicamente (o Zé Luís, o Frazão, a Margarida). Quanto a mim, primeiro vieram as limitações de tempo, chamado por afazeres mais académicos. A preguiça, depois (“Ai que prazer de ter um post para escrever, e não o fazer”). No fim, uma certa forma de cepticismo. Com o tempo, como vários outros colaboradores, fui-me distanciando do blogue, da sua dinâmica própria, dos seus hábitos, da identidade que ele ia construindo. </p>

<p>Nada disto impediu que o BdE II tenha sido um excelente blogue. Quem cá ficou foi mantendo uma visão alerta e comprometida do que se foi passando neste últimos dois anos. Mesmo se muitas vezes me não reconheci no que se dizia por aqui, mesmo se li demasiadas vezes este blogue como se dele não fizesse parte (mas isso é problema meu, não do blogue), nunca deixei de cá passar todos os dias com prazer. <br />
Em todo o caso, o projecto inicial foi ficando sucessivamente adiado. E de tanto adiar, esgotou-se. Ficou esquecido. Os colaboradores mais “activos” do BdE II foram criando estilos individuais que ganharam leitores e adeptos. Alguns estão aliás a avançar com outros projectos, o que confirma que o fim do BdE não vai deixar a blogosfera “à direita”. Estranho fantasma esse, por sinal. Primeiro porque exagera a importância deste espaço, depois porque nunca é demais lembrar que a blogosfera é um mundo pequeno e limitado. A tendência para essencializar a blogosfera, como se se tratasse de um terreno que não admitisse «hors-champ», parece-me uma curiosa forma de miopia política. Como se a política se jogasse e se decidisse apenas nestes virtuais blocos de notas.</p>

<p>Os últimos dias pareceram dar razão aos muitos leitores e comentadores que não percebem porque decidimos acabar agora. Avalanches de textos, boas discussões, vários colaboradores “regressados”. Foi quase o “adeus eufórico” que o Zé Mário pediu. Mas isso não muda o essencial. A questão é que não queríamos manter a casa apenas por ela ser antiga e respeitada. Acabaríamos excelentíssimos dinossáurios, a cheirar a naftalina. Estava no tempo de cada um seguir o seu caminho e é preferível deixá-la assim. Viva. Cheia de promessas. E partir para outra.<br />
</p>]]>

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<title>O ÚLTIMO LIVRO DO PAULO</title>
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<summary type="text/plain"> É um livro para o grande público e para leitores menos familiarizados com os fenómenos da comunicação contemporânea (sejam eles instantâneos, diferidos ou assistidos). Há, por isso, em Amizades virtuais, paixões reais – a sedução pela escrita, de Paulo...</summary>
<author>
<name>José Mário Silva</name>

<email>cartasmorel@gmaill.com</email>
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<![CDATA[<p><img alt="livropq.bmp" src="http://bde.weblog.com.pt/arquivo/livropq.bmp" width="130" height="199" /></p>

<p>É um livro para o grande público e para leitores menos familiarizados com os fenómenos da comunicação contemporânea (sejam eles instantâneos, diferidos ou assistidos). Há, por isso, em <em>Amizades virtuais, paixões reais – a sedução pela escrita</em>, de Paulo Querido (edição CentroAtlântico), um tom necessariamente explicativo e limitado aos aspectos mais básicos de cada tema que saberá talvez «a pouco» aos já iniciados nestas diversas facetas da internet.<br />
Enquanto livro de iniciação, porém, parece-me exemplar. Quer em termos de linguagem, precisa mas coloquial; quer em termos de grafismo: limpo, cuidado e com uma impressão policromática bastante razoável.<br />
Em pouco mais de 130 páginas, Paulo Querido vai a todas: IRC, Messenger, SMS, blogues, photoblogs, vblogs, podcasting, Orkut e LinkedIn. O estilo é o dele, muito directo, terra-a-terra, sem merdas. Abundam imagens de ecrãs, exemplos práticos, endereços onde se pode aprender mais. Em suma, quem quiser conhecer algum destes mundos, tem aqui uma excelente porta de entrada.<br />
E depois há o capítulo sete. Mas do capítulo sete não posso falar.</p>]]>

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