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agosto 12, 2005

O MASSACRE JUSTIFICADO, MAIS UMA VEZ

Há pontos de vista e opiniões que, independentemente do seu acerto, se vêem promovidos ao inabalável pedestal dos "Factos Históricos" apenas por via da repetição encarniçada.
Como agora. Passou há dias mais um aniversário da nossa infeliz entrada, em 1945, na Idade Atómica. Ao que parece, já se viu por cá decidida uma polémica que tem mobilizado legiões de historiadores em vários países: para os esclarecidos produtores de opinião da Lusitânia, é um facto mais que certo que os bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki foram inevitáveis e ditados apenas pela necessidade de evitar mortes de soldados americanos num sangrento ataque ao Japão.
E olhem que a adoração ao simplismo confortável deste quasi-facto não medra exclusivamente à Direita. Ontem, Miguel Portas, com a solene ligeireza do costume, veio apoiar a solidificação do mito: "Os soldados japoneses não desejavam sobreviver à derrota do seu país. E queriam levar os vencedores consigo. Aquele fim de guerra era diferente de todos os outros. Sê-lo-ia até ao último dia, que a insanidade é doença que se pega nos confins da razão. O Estado-Maior norte-americano tinha, desde 1944, a arma que podia pôr um ponto final na guerra."
Hoje, João Miguel Tavares acrescenta o seu indispensável contributo: "Ainda assim, Miguel Portas acha incompreensível que um Presidente dos EUA, na posse da bomba nuclear (sic), continuasse a deixar alegremente 1200 soldados americanos morrer por dia nas praias do país responsável por Pearl Harbor. Ser pacifista é lindo. Até ao dia em que uma bomba nos cai no quintal. A partir daí, o pacifismo é apenas mais uma forma de inacção e de hipocrisia" (no DN, sem link).

No meio de tanta e tão esclarecida certeza, não sei se vale a pena relembrar que é ainda motivo de muita discussão se os bombardeamentos atómicos foram mesmo imprescindíveis para alcançar a rendição nipónica sem recorrer à invasão.
Acho que o melhor será imitar o estratagema dos arautos das tais "verdades que toda a gente sabe": vou simplesmente repetir o que já aqui deixei escrito, há um ano…

Nesta data, em 1945, era obliterada a cidade de Hiroshima. Não foi o bombardeamento que mais vítimas causou durante a II Guerra Mundial: Dresden, Hamburgo e Tóquio, arrasadas com a técnica denominada firebombing, sofreram ainda mais. Mas começou assim, com o primeiro tiro da Guerra Fria, uma nova era para todos nós.
Quase dois meses antes, a 7 de Maio, Masutaro Inoue, um diplomata japonês sediado em Lisboa, fez chegar a Truman uma oferta de paz, com a única exigência de que o Imperador nipónico não visse o seu estatuto alterado. Este foi apenas um dos contactos similares levados a cabo pelos japoneses. Sempre com o mesmo resultado: os EUA exigiam a rendição incondicional. (Claro está que, depois desta, acabaram mesmo por não incomodar Hirohito.)
A meio de Junho, o almirante William D. Leahy concluía que "a surrender of Japan can be arranged with terms that can be accepted by Japan and that will make fully satisfactory provision for America’s defense against future trans-Pacific aggression".
A 20 de Janeiro, mesmo antes da cimeira de Yalta, Roosevelt recebeu um memorando de 40 páginas do general Douglas MacArthur, em que este resumia cinco aproximações separadas que as autoridades japonesas tinham tentado. Todas debalde.
O resto é História: para acalmar os ímpetos expansionistas de Estaline, os americanos acenaram-lhe com o seu brinquedo novo e mortífero. Que tal fosse feito à custa de milhares e milhares de civis indefesos, parece hoje em dia coisa de somenos.
Ao ver imagens da destruição total de Dresden, Churchill fez a pergunta terrível: "Are we beasts?" Pouco depois, Hiroshima e Nagasaki trataram de responder afirmativamente ao estadista inglês.

E algumas citações de gente que até talvez estivesse um pouco mais dentro do assunto do que Miguel Portas ou João Miguel Tavares:

"Nevertheless, it seems clear that, even without the atomic bombing attacks, air supremacy over Japan could have exerted sufficient pressure to bring about unconditional surrender and obviate the need for invasion.
Based on a detailed investigation of all the facts, and supported by the testimony of the surviving Japanese leaders involved, it is the Survey's opinion that certainly prior to 31 December 1945, and in all probability prior to 1 November 1945, Japan would have surrendered even if the atomic bombs had not been dropped, even if Russia had not entered the war, and even if no invasion had been planned or contemplated."
United States Strategic Bombing Survey Summary Report
(1946)

"My staff was unanimous in believing that Japan was on the point of collapse and surrender."
General Douglas MacArthur, Comandante das forças armadas americanas no Pacífico

"Neither the atomic bombing nor the entry of the Soviet Union into the war forced Japan's unconditional surrender. She was defeated before either these events took place."
Brigadeiro General Bonnie Fellers, num memorando para o General MacArthur

"It is my opinion that the use of the barbarous weapon at Hiroshima and Nagasaki was of no material assistance in our war against Japan ... The Japanese were already defeated and ready to surrender because of the effective sea blockade and the successful bombing with conventional weapons ... My own feeling was that in being the first to use it, we had adopted an ethical standard common to the barbarians of the Dark Ages. I was not taught to make war in that fashion, and wars cannot be won by destroying women and children."
Almirante William D. Leahy, Chefe do Estado-Maior americano durante a Segunda Guerra Mundial

"The atomic bomb had nothing to do with the end of the war."
General Curtis LeMay, estratega dos bombardeamentos aliados na Europa

"The Japanese were ready to surrender and it wasn't necessary to hit them with that awful thing ... I hated to see our country be the first to use such a weapon."
Dwight Eisenhower

"It was the ruthless firebombing, and Hirohito's realization that if necessary the Allies would completely destroy Japan and kill every Japanese to achieve "unconditional surrender" that persuaded him to the decision to end the war. The atomic bomb is indeed a fearsome weapon, but it was not the cause of Japan's surrender, even though the myth persists even to this day."
Edwin P. Hoyt, historiador, em "Japan's War: The Great Pacific Conflict" (p. 420)


De forma expectável, outras opiniões de peso disseram precisamente o contrário. A verdade? Só estou a ver uma bem clara: a História é por vezes bem menos simples e cristalina do que gostaríamos…

Publicado por Luis Rainha às agosto 12, 2005 06:04 PM

Comentários

No meio da discussão alguém lembrou a possibilidade, considerada na altura, de fazer explodir a bomba mum local intimidador onde não fizesse as vítimas que fez?
Um país em guerra procurará sempre obter o máximo de avanço no terreno com o menor prejuízo de tropas próprias, (eu sei que houve exemplos em sentido contrário das ditaduras fascistas e estalinista, com opções tácticas de completo desprezo pelos próprios soldados) mas no caso do lançamento da bomba atómica, e mesmo considerando as baixas americanas perante soldados aguerridos como eram os nipónicos, a questão manter-se-à sempre: Hiroxima e Nagasaki forma necessárias?
Acho que não, apesar de tudo.
Há um dado que não pode ser esquecido: a necessidade de testar "ao vivo" a eficácia da nova arma e, convenhamos, para isso não serviam apenas os testes efectuados que, aliás, também tiveram muitas consequências adversas em soldados americanos.
Mas este debate histórico está contaminado à partida pela situação política actual no próximo e médio-oriente: já há por aí muita gente que fala com leveza de lançar bombas atómicas como antes falava dos bombardeamentos convencionais da "guerra preventiva", imunes ao peso que isso teve sobre as populações e sobre o fututo da política naquela zona instável. São os mesmos que reproduziram acriticamente (não terão sido tão ingénuos como isso, mas enfim) as "provas da ameaça nuclear de Saddam Hussein".
É por isso que a constatação de Miguel Portas recebeu logo os epítetos de uns dos fascistóides de serviço do D.N.. Assim mesmo: fascistóide, e não me venham com a conversa das "manias de certa esquerda", leiam a porra do jornal diariamente, um exercício que para o qual, confesso, já perdi a pachorra.


Publicado por: CausasPerdidas em agosto 12, 2005 05:14 PM

Acabas bem, não sabemos o que levou à decisão. Acima de tudo, não sabemos o que cada um de nós teria feito no lugar dos decisores.

Do que sabemos, todos e bem, é da desgraça da Bomba, das bombas, das guerras, dos assassinatos, da destruição. Só que estar a escolher um dos lados tem o preço de perpetuar a pulsão guerreira. Colhe lembrar que o nosso quotidiano está prenhe de violência e ninguém escapa à natureza selvagem que nos contrai o coração. A morte injusta de qualquer ser humano, ocorra ela como ocorrer, ultrapassa a nossa compreensão. E toda a morte é injusta, quando nos imaginamos omnipotentes.

Condenar Hiroshima, Dresden e qualquer outro ataque aliado onde se procuraram intencionalmente vítimas civis resulta num paradoxo diabólico: não ter usado esse péssimo recurso poderia ter sido pior. Os moralistas mentalmente preguiçosos (todos os moralistas são mentalmente preguiçosos, por inerência) vestem o seu melhor fato de domingo e vão para o passeio público berrar o escândalo. Sentem-se seguros, protegidos pela esfíngica imagem de um humano angélico, senhor da História, perfeito como o Pai. São especialistas do passado, mas um passado que eles inventam para melhor escaparem à guilhotina do presente trágico. O tempo, e não só o amor, é fodido.

Grande parte do fascínio da bomba atómica é estético. Somos atraídos pela sua luz, pelas formas sensuais da nuvem, pela espaço aberto, pelo silêncio final. E tal como na querela religiosa, onde são os ateus aqueles que mais pensam em Deus, também nestes exercícios onanistas de denúncia moral há um abraço íntimo, melífluo, viscoso, com Tanatos.

Eu não sei o que teria decido, nessa impossibilidade de ter sido eu a decidir usar a Bomba nesses alvos. E neste desconhecimento de mim próprio encontro a melhor homenagem às suas vítimas.

Publicado por: Valupi em agosto 12, 2005 05:53 PM

ó camarada
Evitável era o pacto do camarada estaline com o hitler e respectiva anexação de parte da polónia.
Evitável era a entrada dos russos na guerra do pacífico quando a parte mais dura já estava feita.
é claro que estes factos já foram revistos pelos grandes educadores da esquerda bem pensante e já não são merecedores de grande reflexões nem constam dos compêndios escolares.

Publicado por: fidel em agosto 12, 2005 06:13 PM

mais uma vez, tinha de ser o LR a indignar-se sobre o pântano das considerações cínicas e hipócritas que se fazem sobre a bomba atómica contra a população japonesa (não digo propositadamente contra o Japão fascista).

Publicado por: jm em agosto 12, 2005 06:20 PM

Exemplo esclarecedor

Aurélio Santos, Avante, 11/08/05

Nesta semana em que se assinalaram os 50 anos do lançamento das bombas atómicas de Hiroshima e Nagasaki, um cronista do Diário de Notícias, fez frente aos milhões de pessoas que em todo o mundo condenaram esse acto de barbárie.

Defendendo a utilização das bombas atómicas, classificou os que o condenam como imbecis, escrevendo: «Nunca ninguém se enganou a sobrestimar a imbecilidade humana».

Certamente para esclarecer imbecis, avançou argumentos: A bomba salvou muitas pessoas, «especialmente japoneses». O Japão ficou arrumado de vez, e nem foi preciso morrerem mais soldados americanos, como já tinha acontecido a 10 mil na tomada de Iwo Jima.

Lendo isto pareceu-me ouvir, vinda do além, a voz do presidente Trunan de há 50 anos atrás...

Reforçando a sua argumentação para imbecis, o cronista do passado domingo alinha números de mortos nos bombardeamentos de cidades alemãs, «arrasadas à noite com crescente eficácia pela Royal Ari Force», recorda. E contabiliza: 50 mil em Hamburgo, 40 mil em Dresden, 50 mil em Berlim, num total de mais de 300 mil.

Junta-lhes depois o milhão de mortos nos bombardeamentos das cidades japonesas, enumerando: «Tóquio, Nagoya, Kobe, Osaka,Yokohana, Kawasaki e dezenas de outras» que, informa, a aviação do general americano LeMay «obliterou».

Porque sou pessoa de boa vontade, tentei compreender o raciocínio do cronista esclarecido: só um imbecil não entenderá, suponho que ele quis dizer, que é melhor fazer meio milhão de mortos por atacado em vez de o andar fazendo a retalho.

Talvez por distracção o cronista de domingo passado ainda concede: «Bloqueado, sem gasolina, o Japão estava perdido».

É evidentemente uma distracção do cronista esclarecido. Só imbecis podem considerar o uso das armas atómicas pelos Estados Unidos em 1945, já depois da capitulação da Alemanha, não como um acto de guerra contra o Japão, mas sim como o primeiro acto do início da guerra fria.

... Realmente, «nunca ninguém se enganou a sobrestimar a imbecilidade humana».
Ah, valente!

Publicado por: Luís Simões em agosto 12, 2005 08:07 PM

Este Aurélio é tão conspirativamente delicioso! Até me faz lembrar as crónicas bafientas que li hás uns anos lembrando os cuidados que os comunistas tinham para fugirem às malhas da PIDE. Agora fico a roer as unhas sem saber quem foi o meliante que escreveu estas coisas todas no DN no ano 2005. Vou ter que me matar a pesquisar.

O que este Aurélio se esquece de nos contar é o papel preponderante da Maçonaria Internacional, e dos seus amigos de quiquinho no alto da cabeça, muito secretamente querida pelos dirigentes de alto coturno dos PCs, não só na decisão de rebentar os engenhos sobre cidades japonesas, a começar pelo Truman, como também de empurrar o resto do mundo (até o Molotov sabia disso) para uma guerra cuja responsabilidade as valdevinas da esquerda e da direita continuam a imputar unicamente ao Nazismo Alemão e aos seus amigos do Eixo.

Este comunistazinho também se esquece de nos contar acerca das barbaridades da tropa russa quando irrompeu pela Alemanha dentro, cometendo crimes de guerra a torto e a direito contra populações civis e das jogatanas de Ialta para dividir o resto do mundo e iniciar uma tal guerra fria que foi uma autêntica farsa e que, na nossa modesta contribuição e experiência de portugueses, se resumiu a encher prisões salazaristas para levar a cabo a agenda maçónica contra a Igreja.

As provas sobre a "necessidade" da Bomda estão lá em cima, muito bem transcritas pelo Rainha. Se alguem nega o peso dessas opiniões, então é porque tem agendas misteriosas a empurrá-los ou titereiros a pendurá-los pelas labitas. O resto são solilóquios pseudo-filosóficos para enfeitar blogues. Ou pura ignorância, que também há por ai muita.

Publicado por: Bombatomica em agosto 12, 2005 09:16 PM

Bem, neste assunto eu ouvirei - ou lerei, infelizmente não possso sorver as palavras de forma audível - do Bombatomica. Afinal está a falar dele mesmo, saberá - espero - do que fala. Aceitemos então o papel da Maçonaria na detonação da bomba atómica em Nagasaqui o que despoletou a criação de mais uns trezentos mares de petróleo a partir do suor da Terra e que por sua vez levaram à criação das tecnologias do planeta Zorg que permitiram que os americanos rebentassem as bombas no metro de Londres enquanto os ingleses ajudavam os Balianos a criar imagens digitalizadas de egípcios a explodirem nos corredores dos metros de Sidney.

É assim? É que acho que me perdi algures...

Luís, como disse o Valupi, o melhor do teu post está no final. Opiniões há e haverá muitas.

Publicado por: João André em agosto 13, 2005 12:10 AM

É fun, ler alguns ,nâo me faz rir,nem sorrir!Existe muita coisa escondida;o caso Kennedy é o mais flagrante. Mas nâo sei por qual azar estive em paises beligerantes, e nos quais tinha familia,seja por casamento,ou nascidos,em Hamburg tinha uma tia que trabalhava na deschifragem das fotos que os submarinos Alemâes traziam,nos Stats tios que tinham feito a guerra a bordo de barcos aliados.E cai num pais onde nâo tenho parentes, mas sem ser perfeita a comunicaçâo é uma das melhores do mundo.As crueldades foram cometidas por todos,e é la,que a religiâo,mostra a sua insigneficasia!A Historia é vos dada como voçez a querem,os crimes foram feitos tanto d'um lado como d'outro!Dieppe nâo vos diz nada? 6000 jovens foram lançados aos liôes so para ver,mesmo os soldados Alemâes tinham pena.A bomba foi lançada,so para ver quem éra o primeiro;como numa corrida.Os Japs foi a melhor opurtinidade que tiveram para mostrar ao outro . Creio ter visto num ducomentario, que havia um acordo das duas partes,para nâo mexer em Dresdem e uma outra cidade inglesa, por serem cidades museus!

Publicado por: calhordus em agosto 13, 2005 07:16 AM

Causas Perdidas diz: "No meio da discussão alguém lembrou a possibilidade, considerada na altura, de fazer explodir a bomba mum local intimidador onde não fizesse as vítimas que fez?"

Os advogados da bomba desataram imediatamente a levantar objeccoes e a dizer que os japoneses iam responder distribuindo os prisioneiros americanos pelas maiores cidades, etc.

Nestas discussoes nunca ninguem fala na importancia da vinganca como um direito importantissimo na sociedade americana. Os americanos gostam de punir "os maus". E por isso que tem mais presos do que todos os outros paises desenvolvidos, pena de morte em 35 estados, 30 milhoes de evangelicos (um deles na Casa Branca) a acreditar que falta pouco para deus abrir o ceu, salvar os puros e queimar-nos a todos, os que gostamos de sexo, literatura, socego, ar puro, etc.

Viram um documentario chamado "The Fog of War"? Vale a pena ver.

Publicado por: Filipe Castro em agosto 13, 2005 02:31 PM

João André,


Já andas perdido há muito tempo. De facto, deves ter começado a perder-te quando te começacaram a "zorgar" nas orelhas em Coimbra. Com o resultado de que agora, porque te fizémos, temos a obrigação de te dar mama. Triste sina a nossa. Mas precisamos da tua colaboração para cresceres são e mentalmente esperto. Para começar, vê se perdes esse hábito que tens de vires aqui largar bufas informativas sancionadas (peer reviewed) pelo Diário de Notícias ou pelo Guardian, para dares nas vistas e marcares um tento.

E evita de armares ao pingarelho quando se fala da Maçonaria, dos USA e da Segunda Guerra Mundial. Não uses o argumento balofo que trai simpatias organizadas ou que te lembra aquele dia inesquecível em que encontraste o avental do avô com duas bolas de naftalina em cima.

Publicado por: Bombatomica em agosto 13, 2005 03:07 PM

Os anos passaram, a data do lançamento da bomba já dobrou meio século e a memória desfez-se mais rapidamente que a radioactividade.
Para se matar um ser humano numa guerra nem é necessário olhá-lo nos olhos e ultrapassar a ideia de que é um tipo igual à gente, já não se corre o risco de lhe revistar a roupa e encontrar as fotos da namorada ou dos filhos na carteira, como no livro de Erich Maria Remarque, "A Oeste Nada de Novo" - vá-se lá saber porquê, queimado nos autos-de-fé dos nazis nos anos 30.
A guerra é mostrada como uma coisa trivial,um jogo de "fogo neles" de computador. Convenhamos que isto não andará longe da verdade para os pilotos que voam dentro de milagres da tecnologia, despejam bombas e acabam o dia com uma "Bud" na mão como se só tivessem só ido até ali.

A desumanização do "inimigo", a táctica mais velha dos reis e dos militaristas continua a colher, faz com que gente da mesma condição se mate em nome de senhores. Já ninguém diz que a guerra é "para juntar escravos aos que já possuímos" (B.Brecht), esta "esquerda" já não lê coisa destas, não se revê no património anti-militarista que a fundou, e "o verdadeiro inimigo está no nosso próprio país" parece-lhe uma frase inventada por algum "criativo" da extrema-esquerda.
A guerra é um jogo de futebol entre "nós" e "eles" e nem se apercebem que nós eles estamos muma bancada a vê-los, aos senhores, ao pontapé a esta bola. Não lhes passa pela cabeça saltar da bancada e tentar marcar golos, foram capados pelo "fim da história". Cegos, não se apercebendo que até o campo tem quatro lados, mamam que nem uns desalmados o leite das tetas infectas dos "media" que também são clientes da guerra.
Adoram o glamour de Hollywood, opõem-no às madraças, como se essa fosse a escolha que há a fazer ou um triângulo tivesse só dois lados, mas nem um simples clássico do cinema, como Lawrence da Arábia, faz esta gente pensar no porquê dos ressentimentos e do "Wag The Dog" debatem as interpretações...
Que gente esta que admite a possibilidade do massacre dos índios e depois se comove com "Danças Com Lobos". Que merda de esquerda!

Publicado por: CausasPerdidas em agosto 13, 2005 04:08 PM

A história pode não ser cristalina, mas 400 000 vidas tiradas a pessoas inocentes não tem qualquer justificação possível.

Publicado por: random em agosto 13, 2005 05:45 PM

Caro Bombatomica, felizmente que ainda me vaisa fazendo rir. Pelo menos serves para isso. Já agora está descansado que não me estás a dar mama nenhuma. A ti não te custo nada a não ser uns neurónios de vez em quando.

Quanto à tua alergia ao peer-review é compreensível. Afinal de contas esses pares acabam por mostrar a tua incapacidade de apresentar um argumento inteligente que não passe por trezentas teorias conspirativas. Preferes os livros como é óbvio, afinal qualquer pessoa popde publicar um livro. Apenas tem de o pagar.

Publicado por: João André em agosto 13, 2005 06:12 PM

Apocalipse dentro em breve
Os perigos reais de um holocausto nuclear
por Robert S. McNamara
(...)

Já é tempo — mais do que tempo, na minha opinião — de os Estados Unidos acabarem com a sua confiança, estilo Guerra Fria, nas armas nucleares como ferramenta de política externa. Com o risco de parecer simplista e provocador, eu caracterizaria a actual política de armas nucleares dos EUA como imoral, ilegal, militarmente desnecessária e horrendamente perigosa. O risco de um lançamento acidental ou por inadvertência é inaceitavelmente alto. Longe de reduzir estes riscos, a administração Bush tem assinalado que está comprometida a manter o arsenal nuclear americano como um esteio do seu poder militar — um comprometimento que está simultaneamente a desgastar as normas internacionais que limitou a difusão de armas nucleares e de material de cisão durante 50 anos. Grande parte da actual política nuclear americana tem estado em vigor desde antes de eu ser secretário da Defesa, e apenas tem-se tornado mais perigosa e diplomaticamente destrutiva nos últimos anos.

Hoje, os Estados Unidos têm instaladas aproximadamente 4500 ogivas nucleares de ofensiva estratégica. A Rússia tem cerca de 3800. As forças estratégicas da Grã-Bretanha, França e China são muito mais pequenas, com 200 a 400 armas nucleares no arsenal nuclear de cada estado. Os novos estados nucleares, Paquistão e Índia, têm menos de 100 armas cada um. A Coreia do Norte agora afirma ter desenvolvido armas nucleares, e as agências de inteligência americanas estimam que Pyongyang têm material de cisão suficiente para 2 a 8 bombas.

Quão destrutivas são estas armas? A ogiva média americana tem um poder destrutivo de 20 vezes aquele da bomba de Hiroshima. Das 8000 ogivas americanas activas ou operacionais, 2000 estão em alerta para disparo imediato (hair-trigger), prontas para serem lançadas até 15 minutos após advertência. Como estas armas serão usadas? Os Estados Unidos nunca endossaram a política de "não primeiro uso", nem durante os meus sete anos como secretário nem desde então. Estivemos e continuamos a estar preparados para iniciar a utilização de armas nucleares — pela decisão de uma só pessoa, o presidente — tanto contra um inimigo nuclear como não nuclear sempre que acreditemos ser do nosso interesse fazer isto. Durante décadas as forças nucleares americanas têm sido suficientemente fortes para absorver um primeiro ataque e a seguir infligir dano "inaceitável" ao oponente. Esta tem sido e (enquanto enfrentarmos um adversário potencial armado com o nuclear) deve continuar a ser o fundamento da nossa dissuasão nuclear.

No meu tempo como secretário da Defesa, o comandante do US Strategic Air Command (SAC) transportava consigo um telefone seguro, não importa onde fosse, 24 horas por dia, sete dias por semana, 365 dias por ano. (...)

As ordens do comandante do SAC eram para responder ao telefone não depois do fim do terceiro toque. Se tocasse, e ele fosse informado de que um ataque nuclear de mísseis balísticos inimigos parecesse estar a caminho, eram-lhe concedidos 2 a 3 minutos para decidir se a advertência era válida (...), e se assim fosse, como os Estados Unidos deveriam responder. Eram-lhe dados então aproximadamente 10 minutos para determinar o que recomendar, para localizar e aconselhar o presidente, permitir ao presidente que discutisse a situação com dois ou três conselheiros próximos (...), e para receber a decisão do presidente e passá-la de imediato, juntamente com os códigos, aos sítios de lançamento. O presidente tinha essencialmente duas opções: Ele podia decidir aguentar o ataque e adiar até um momento posterior qualquer decisão de lançar um ataque retaliatório. Ou ele poderia ordem um ataque retaliatório imediato, a partir de um menu de opções, lançando com isso armas americanas que fossem dirigidas a activos militar-industriais do oponente. Os nossos oponentes em Moscovo presumivelmente tinha e têm arranjos semelhantes.

Toda a situação parece tão bizarra que está além do que se possa crer. Num dado dia qualquer, tal como nos nossos negócios, o presidente está preparado para tomar uma decisão dentro de 20 minutos que poderia lançar uma das mais devastadoras armas do mundo. Declarar guerra exige um acto do Congresso, mas lançar um holocausto nuclear exige uma deliberação de 20 minutos do presidente e dos seus conselheiros. Mas é com isto que temos vivido durante 40 anos. Como muitas poucas mudanças, este sistema permanece em grande medida intacto, incluindo a "pasta", a companhia constante do presidente.

(...)

Os Estados Unidos e os nossos aliados da NATO enfrentavam uma forte ameaça convencional dos soviéticos e do Pacto da Varsóvia. Muitos dos aliados (e alguns em Washington também) sentiam fortemente que preservar a opção americana de lançar um primeiro ataque era necessário para o objectivo de manter os soviéticos à distância. O que é chocante é que hoje, mais de uma década após o fim da Guerra Fria, a política nuclear básica dos EUA não tenha sido mudada. Ela não se adaptou ao colapso da União Soviética. Os planos e procedimentos não foram revistos para fazer com que os Estados Unidos ou outros países menos propensos a premir o botão. No mínimo, deveríamos remover todas as armas estratégicas do alerta "pronto a disparar" ("hair-trigger"), (...). Esta simples mudança reduziria muito o risco de um lançamento nuclear acidental. Ela também assinalaria a outros estados que os Estados Unidos estão a dar passos para finalizar a sua confiança nas armas nucleares.

Prometemos trabalhar de boa fé rumo à eliminação final de arsenais nucleares quando negociámos em 1968 o Tratado de Não Proliferação Nuclear (NPT). Em Maio, diplomatas de mais de 180 países vão-se reunir em Nova York para rever o NPT e avaliar se os membros estão a cumprir o acordo. Os Estados Unidos estão focados, por razões compreensíveis, em persuadir a Coreia do Norte a regressar ao tratado e a negociar constrangimentos mais profundos às ambições nucleares do Irão. Aqueles estados devem ser convencidos a manter as promessas que fizeram quando assinaram originalmente o NPT — que não construiriam armas nucleares em troca do acesso a utilizações pacíficas da energia nuclear. Mas a atenção de muitos países, incluindo alguns potenciais novos estados com armas nucleares, também está sobre os Estados Unidos. Manter tão grande números de armas, e mante-las a ponto de disparar ao primeiro alerta, são sinais poderosos de que os Estados Unidos não estão a trabalhar seriamente para a eliminação do seu arsenal e levanta questões perturbadoras tal como porque de qualquer outro estado deveria restringir suas ambições nucleares.

UMA ANTEVISÃO DO APOCALIPSE

O poder destrutivo das armas nucleares é bem conhecido, mas dado o facto de os Estados Unidos continuarem a nelas confiar, convém recordar o perigo que apresentam. Um relatório de 2000 do International Physicians for the Prevention of Nuclear War descreve os efeitos prováveis de uma única arma de 1 megatonelada — dúzias das quais estão contidas nos stocks russos e americanos. Ao nível zero, a explosão cria uma cratera de 300 pés (91,44 m) de profundidade e 1200 pés (365,76 m) de diâmetro. Dentro de um segundo, a própria atmosfera entra em ignição numa bola de fogo de mais de meia milha de diâmetro (800 m). A superfície da boa de fogo irradia aproximadamente três vezes a luz e o calor de uma área comparável da superfície do sol, extinguindo em segundos todas a vida abaixo de si e irradiando para fora à velocidade da luz, causando severas queimadoras instantâneas a pessoas dentro de uma a três milhas (1,6 a 4,8 km). Uma onda de propulsão de ar comprimido alcança uma distância de 4,8 km em cerca de 12 segundos, eliminando fábricas e edifícios comerciais. Resíduos transportes por ventos de 400 km/h infligem danos letais por toda a área. Pelo menos 50 por cento das pessoas na área morrem imediatamente, antes que quaisquer lesões da radiação ou do desenvolvimento da tempestade de fogo.

Naturalmente, o nosso conhecimento destes efeitos não é inteiramente hipotético. Armas nucleares, com aproximadamente um sétimo da potência daquela de 1 megatonelada aqui descrita, foram utilizadas duas vezes pelos Estados Unidos em Agosto de 1945. Uma bomba atómica foi lançada sobre Hiroshima. Cerca de 80 mil pessoas morreram imediatamente; aproximadamente 200 mil morreram depois. Posteriormente, uma bomba de dimensão semelhante foi lançada sobre Nagasaki. Em 7 de Novembro de 1995, o presidente da municipalidade de Nagasaki recordou as suas memórias do ataque em testemunho perante o Tribunal Internacional de Justiça (International Court of Justice).

"Nagasaki tornou-se uma cidade de mortos, onde não podia ser ouvido nem mesmo o som dos insectos. Após um momento, incontáveis homens, mulheres e crianças começaram a reunir-se por um gole de água nas margens do Rio Urakami nas proximidade, seu cabelo e vestuário queimados e sua pele queimada descolando-se em pedaços como farrapos. Implorando por ajuda eles morreram um depois do outro na água ou em pilhas sobre as margens. Quatro meses após o bombardeamento atómico, 74 mil morreram e 75 mil haviam sofrido lesões, isto é, dois terços da população da cidade havia sido vítima desta calamidade que caiu sobre Nagasaki como uma antevisão do Apocalipse".

Por que tantos civis tinham de morrer? Porque os civis, que foram aproximadamente 100 porcento das vítimas de Hiroshima e Nagasaki, foram infelizmente "co-localizados" com alvos militares e industriais japoneses. O seu aniquilamento, embora não fosse o objectivo daqueles que lançaram as bombas, era um resultado inevitável da escolha daqueles alvos. Convém notar que durante a Guerra Fria os Estados Unidos confirmadamente tinham dúzidas de ogivas nucleares apontadas só sobre Moscovo, porque ela continha muitos alvos militares e demasiada "capacidade industrial".

(...) A declaração de que as nossas armas nucleares não alvejam populações per se era e continua a ser totalmente enganosa no sentido de que o chamado dano colateral de grandes ataques nucleares incluiria dezenas de milhões de mortes de civis inocentes.

Isto, em poucas palavras, é o que fazem as armas nucleares: Elas indiscriminadamente explodem, queimam e irradiam com uma velocidade e determinação que são quase incompreensíveis. Isto é exactamente o que países como os Estados Unidos e a Rússia, com armas nucleares prestes a disparar ao primeiro alerta, continuam a ameaçar a cada minuto de cada dia neste novo século XXI.

NENHUMA MANEIRA DE VENCER
(...)

Lançar armas contra um oponente equipado com o nuclear seria suicídio. Fazê-lo contra um inimigo não nuclear seria militarmente desnecessário, moralmente repugnante e politicamente indefensável.

Cheguei a estas conclusões logo depois de me tornar secretário da Defesa. Embora acredite que os presidentes John F. Kennedy e Lyndon Johnson partilhassem meu ponto de vista, era impossível para qualquer de nós fazer tais declarações publicamente porque eram totalmente contrárias à política estabelecida da NATO. Depois de deixar o Departamento da Defesa, tornei-me presidente do Banco Mundial. Durante os meus 13 anos de gestão, desde 1968 até 1981, eu estava proibido, como empregado de uma instituição internacional, de comentar publicamente sobre questões de segurança nacional dos EUA. Após a minha retirada do banco, comecei a reflectir sobre como eu, com sete ano de experiência como secretário de Defesa, posso contribuir para um entendimento das questões com as quais comecei minha carreira no serviço público.

Naquele momento, muito estava a ser dito e escrito sobre como os Estados Unidos poderia, e porque deveriam, ser capazes de combater e vencer uma guerra nuclear com os soviéticos. Esta visão implicava, naturalmente, que armas nucleares tinham utilidade militar, que elas podia ser usadas em batalha com ganho final para quem tivesse a força maior ou as usasse com maior perspicácia. Tendo estudado estas visões, decidi vir a público com alguma informação que sabia que seria controversa, mas que senti que era necessária para injectar realidade dentro destas discussões cada vez mais irreais acerca da utilidade militar de armas nucleares. Em artigos e discursos, critiquei a suposição fundamentalmente enviesada de que armas nucleares poderiam ser utilizadas de alguma forma limitada. Não há maneira de conter efectivamente um ataque nuclear — impedi-lo de infligir enorme destruição sobre vidas civis e propriedade, e não há garantia contra a escalada ilimitada uma vez ocorrido o primeiro ataque nuclear. Não podemos evitar o sério e inaceitável risco da guerra nuclear até que reconheçamos estes factos e baseemos nossos planos e políticas militares neste reconhecimento. Mantenho estes pontos de vista ainda mais fortemente hoje do que o fiz quanto pela primeira vez falei contra os perigos nucleares que as nossas políticas estavam a criar. Sei por experiência directa que a política nuclear americana hoje cria riscos inaceitáveis a outras nações e para nós próprios.

(...)

UMA OBSESSÃO PERIGOSA

(...)

Em 13/Novembro/2001 o presidente George W. Bush anunciou que havia dito ao presidente russo Vladimir Putin que os Estados Unidos reduziriam "ogivas nucleares instaladas operacionalmente" de aproximadamente 5300 para um nível entre 1700 e 2200 ao longo da década seguinte. Esta escalada para trás aproximar-se-ia da amplitude de 1500 a 2200 que Putin havia proposto para a Rússia. Contudo, a Nuclear Posture Review da administração Bush, mandatada pelo Congresso dos EUA e emitida em Janeiro de 2002, apresenta uma história bastante diferente. Ela assume que armas nucleares estratégico-ofensivas em muito maiores números do que 1700 a 2200 serão parte das forças militares americanas durante as próximas várias décadas. Embora o número de ogivas instaladas venha a ser reduzido para 3800 em 2007 e para entre 1700 e 2200 em 2012, as ogivas e muitos dos veículos lançadores instalados serão mantidos numa reserva "de resposta" ("responsive") a partir da qual eles poderiam seriam movidos em retorno à força operacionalmente instalada. A Nuclear Posture Review recebeu pouca atenção dos media. Mas a sua ênfase sobre armas nucleares estratégico ofensivas merecer rigoroso exame público. Embora qualquer redução proposta seja benvinda, é duvidoso que os sobreviventes — se houver algum — de uma troca de 3200 ogivas (os números americanos e russos projectados para 2012), com um poder destrutivo aproximadamente 65 mil daquele da bomba de Hiroshima, pudessem detectar uma diferença entre os efeitos de um tal intercâmbio e outro que resultaria do lançamento das actuais forças americanas e russas totalizando cerca de 12 mil ogivas.

Além de projectar a instalação de grande número de armas nucleares estratégicas no futuro distante, a administração Bush está a planear uma extensa e dispendiosa série de programas para manter e modernizar a força nuclear existente e começar estudos para novos veículos de lançamento, assim como novas ogivas para todas as plataformas de lançamento. Alguns membros da administração também apelaram a novas armas nucleares que pudessem ser utilizadas como destruidoras de bunkers contra abrigos subterrâneos (tal como os abrigos que Saddam Hussein utilizava em Baghdad). Novas instalações de produção de materiais de cisão precisariam ser construídas para apoiar a força expandida. Os planos destinados a integrar uma defesa nacional de mísseis balísticos dentro da nova tríade de armas ofensivas para aumentar a capacidade do país a usar o seu "poder de projecção de forças" através da melhoria da nossa capacidade para contra-atacar o inimigo. A administração Bush também anunciou que não tem intenção de pedir ao congresso que ratifique o Tratado Abrangente de Banimento de Testes (Comprehensive Test Ban Treaty, CTBT), e, embora nenhuma decisão de testar tenha sido tomada, a administração ordenou aos laboratórios nacionais que começassem a investigar acerca de novas concepções de armas nucleares e a preparar os sítios de testes subterrâneos no Nevada para testes nucleares se necessário no futuro. Claramente, a administração Bush assume que as armas nucleares serão parte das forças militares americanas durante pelo menos as próximas várias décadas.

A participação de boa fé em negociações internacional sobre desarmamento nuclear — incluindo a participação no CTBT — é uma obrigação legal e política de todas as partes do NPT que entraram em vigor em 1970 e foram estendidas indefinidamente em 1995. O programa nuclear da administração Bush, juntamente com a sua recusa em ratificar o CTBT, será encarado com razão, por muitos países, como o equivalente a um rompimento americano do tratado. Ele diz aos países com armas não nucleares: "Nós, com a força militar convencional mais forte do mundo, exigimos armas nucleares em perpetuidade, mas vocês, a enfrentarem oponentes potencialmente bem armados, nunca será permitido nem mesmo uma arma nuclear".

Se os Estados Unidos continuarem a sua actual postura nuclear, ao longo do tempo, a proliferação substancial de armas nucleares quase certamente se seguirá. Algumas, ou todas, de nações como o Egipto, Japão, Arábia Saudita, Síria e Taiwan muito provavelmente iniciarão programas de armas nucleares, aumentando tanto o risco da utilização das armas como o desvio de armas e de materiais de cisão para as mãos de estados patifes ou terroristas. Diplomatas e agências de inteligência acreditam que Osama bin Laden fez várias tentativas de adquirir armas nucleares ou materiais de cisão. Foi amplamente relatado que Sultan Bashiruddin Mahmood, antigo director do complexo do reactor nuclear do Paquistão, encontrou-se com bin Laden várias vezes. Fosse a al Qaeda adquirir materiais de cisão, especialmente urânio enriquecido, a sua capacidade para produzir armas nucleares seria grande. O conhecimento de como construir um simples dispositivo nuclear, como aquele que lançámos sobre Hiroshima, agora é generalizado. Peritos têm pouca dúvida de que terroristas pudessem construir um dispositivo primitivo se adquirissem o urânio enriquecido necessário. Na verdade, tal como no verão, numa reunião da Academia Nacional de Ciências, o antigo secretário da Defesa William J. Perry disse: "Nunca tive mais receio de uma detonação nuclear do que agora. Há uma probabilidade de mais de 50 por cento de ataques nucleares dentro de uma década". Eu partilho dos seus temores.

UM MOMENTO DE DECISÃO

Estamos num momento crítico da história humana — talvez não tão dramático como aquele da Crise Cubana dos Mísseis, mas um momento não menos crucial. Nem a administração Bush, nem o Congresso, nem o povo americano, nem os povos de outros países debateram os méritos de políticas alternativas às armas nucleares de longo curso para os seus países ou o mundo. Eles não examinaram a utilidade militar das armas, o risco da utilização por inadvertência ou acidente, as considerações morais e legais relacionadas com o uso ou a ameaça do uso das armas; ou o impacto das actuais políticas sobre a proliferação. Tais debates estão muito atrasados. Se eles forem efectuados, acredito que concluirão, como eu e um crescente número de líderes militares sénior, e peritos civis em segurança: Devemos mover-nos rapidamente rumo à eliminação — ou quase eliminação — de todas as armas nucleares. Para muitos, há uma forte tentação de aferrar-se às estratégicas dos últimos 40 anos. Mas assim fazer seria um erro que conduz a riscos inaceitáveis para todos os países.

O original encontra-se em http://www.globalresearch.ca/

Publicado por: Luís Simões em agosto 14, 2005 10:50 AM

Depois dos patrões do "Público" terem decidido acabar com o acesso gratuito através da net, a minha forma de protesto foi a deixar de comprar quase diariamente o jornal e procurar outros sítios (o mundo é grande...).
Alguém me mandou o link abaixo (se não estiverem para fazer copy/past, o texto está debaixo).

Responde a todas as questões aqui colocadas. O que aconteceu e o que vai acontecer já está escrito. Afinal, o problema da humanidade tem sido um problema de encriptação.

http://www.publico.clix.pt/comentarios.asp?id=1230727&cid=0EBDB5FE654241DBAB33D27B77A5C95E&po=2#commentarios

O início da caminhada para a Terceira Guerra Mundial
Por Manuel Vasconcelos e Cirne - LISBOA
O Mundo e, em particular, o Continente Europeu, devido a uma influência cultural greco-latinista transmitida, durante séculos, nas Universidades, esqueceu-se do arcaboiço que o gerou : a Cultura Hebraica, de tal modo que não sabem, porque lêm poucas vezes a 'Torah' e a 'Tanach', que, do mesmo modo, que Deus institui uma relação especial entre ele e os filhos de Abraão, Ele designou uma área geográfica na face da Terra para ser a morada do seu povo, de modo eterno. Portanto, a retirada da Faixa de Gaza vai contrariar a vontade de Deus. Saberão as pessoas de todo o Mundo da recente descoberta dos Códigos da Torah pelo Professor Eliyahu Rips e publicitada pelo jornalista norte-americano Michael Drosnin (The Bible Code, 1997; The Bible Code 2: The Countdown), onde se descobriu que a Lei Hebraica contêm um código, identificado por um programa de computador, que revela, com segurança, acontecimentos futuros, como por exemplo, aconteceu com a morte de Issac Rabin e que prevê uma Terceira Guerra Mundial no ano de 2006 (5766) na cidade de Jerusálem. Esta descoberta surpreendente, a maior descoberta da História da Humanidade, vêm dar razão à Cultura Hebraica e ao Judaísmo, enquanto Civilização e como conjunto de normas de orientação de qualquer ser humano. É a primeira prova material da existência de Deus. A Terceira Guerra Mundial terá início em Jerusálem no dia 3 de Agosto de 2006 (9 de Av de 5766).

Publicado por: CausasPerdidas em agosto 17, 2005 07:48 PM

Pesso disculpa, pula ingnorancia. O home que intende muito da respublica de 1910 cunsegue dar aulas na católica? Nun sei não... aqui à gato!
E despois, em verdade les digo: o que eu sei é que senti vergonha quando acabei de ler o texto do VP. Aicho que deveria ter parado de ler au trecheiro parafra... praragaf (num sei dizer... nun sou telectual)

mas sou do pobo e é tudo um mando de filhos da puta (grandes,Piquenos e dos médios): é o que é

Publicado por: Zé Banobi em agosto 26, 2005 06:26 PM

A TERCEIRA GUERRA MUNDIAl - 3 de Agosto de 2006


Interviews - Michael Drosnin:

In his previous book The Bible Code, journalist Michael Drosnin revealed the startling work originally done by the Israeli scientist Dr Eliyahu Rip which appears to show that the original Hebrew text of the Bible contains a hidden code capable of predicting the future. Skeptics had to rethink their position when the code predicted the assassination of Yitzhak Rabin. Now Drosnin has brought out a follow-up (The Bible Code 2: Countdown) which delves deeper into the origins of this mysterious phenomenon, and seeks to bring an urgent and frightening message to the people of the world today. At stake is nothing less than the continued existence of life on Earth. We interviewed Drosnin via email.

EB: Could you briefly tell us about yourself and how you came to be involved with the Bible Code?

MD: I'm a reporter, in the past with the Washington Post and the Wall Street Journal. I've written two New York Times bestsellers, Citizen Hughes, and The Bible Code. I found out about the code by accident ten years ago. I had a meeting with the Chief of Israeli Intelligence about the future of warfare, and his young aide, while taking me back to my car, told me that there was a mathematician in Jerusalem I should meet. He had discovered the exact date of the Gulf War-before the war started-in a code in the Bible. I just said, "I'm not religious." I thought it was all crazy. But then I checked out the mathematician and found out that he was considered a genius, so I went to see him, expecting that within an hour I would figure out why he was wrong. Instead I spent the entire week with the famous scientist, Dr. Eliyahu Rips, and by the end of the week I was certain he was on to something quite real-a code in the Bible that actually revealed the future.

EB: Which versions of Biblical texts are used? What language does the coded message occur in?

MD: The code was discovered in the original Hebrew text of the Bible-in the Bible that God gave Moses on Mount Sinai 3200 years ago, according to the Bible istelf. It is in the Old Testament, but it is clearly meant for all mankind-for Christians and Muslims, as well as Jews, and for people like me, who are totally secular. In fact my first book about the Bible Code was a bestseller in Asia as well as the U.S. and Europe (and South Africa), in countries like Japan where there is no Western religion-no Christians, no Jews, and no Bible. So it clearly reaches people on a level beyond religion-perhaps because it answers the question man has asked since the dawn of time: Are we alone? Obviously not, because some intelligence that could see across time encoded the Bible 3000 years ago.

EB: Is there somewhere that ordinary people can find the mathematical theory underlying the Bible Code in order to examine it for themselves? Could you explain some of it briefly?

MD: The scientist who discovered the code started out by eliminating all the word breaks in the original Bible, turning it into one long strand of letters, 304,805 Hebrew characters. In doing that he was restoring the Bible to its original form-according to legend, that is how God dictated the Bible to Moses, letter by letter, not word by word. And then Dr. Rips created a computer program that would search that strand of letters for new information-by skipping any equal number of letters. And he found that the details of modern events were encoded in the ancient text, and sometimes found in the Bible code before the events happened.

EB: Is there significance in the non-coded text of the Bible at which the encoded messages are located?

MD: Sometimes it is very clear that the code is related to the plain text of the Bible. For example, in my new book, The Bible Code 2: Countdown, I found that a global "economic crisis" is encoded with "starting in 2002," and that appears where the original verses of the Bible tell of Joseph's famous prophecy to the Pharaoh, that seven years of famine would follow seven years of feast. There's another extraordinary example that Dr. Rips found related to 9/11, the terrorist attack on the World Trade Towers in New York. Where the "crime of bin Laden" is encoded, the plain text of Genesis tells of "the city and the tower."

EB: How did you manage to gain access to world leaders like Arafat and Rabin, in order to tell them about this code?

MD: I've been a reporter all my life, so it is not unusual for me to meet with government leaders. It is unusual for me to tell them the future-or at least it was before I warned Rabin that the Bible code predicted his assassination, a year before he was killed. Now the Bible Code is known throughout the world, so that makes it easier for me to reach world leaders, but I was surprised that Yasir Arafat believed the warnings encoded in Hebrew in the Holy Book of his enemy.

EB: What has been the general reaction of world leaders and influential people to this information? Have any bought into it completely?

MD: Arafat certainly did. He told me he believed in it completely, and it was clear to me that he did. But the Chief of the Mossad, Israel's famed intelligence agency, also takes the warnings in the code so seriously that he tried to arrange for me to meet with Prime Minister Sharon. It is extraordinary that both sides in the Middle East conflict believe the code is real, and accept its warning that we are facing the ultimate danger, a nuclear World War, predicted to begin in the Middle East. President Clinton had my first Bible Code book with him at Camp David, so many world leaders take the warnings in the code seriously.

EB: How do you decide on what terms to look for in the code? Much of it seems to be 'after the fact', which would negate the value of having such an ostensibly prophetic tool.

MD: The Bible Code is not a crystal ball. You can't just ask it, What will happen tomorrow? You have to know what you are looking for to find anything at all. But some predictions just jump out-I had no idea that Rabin was in danger when I looked for his name. But the only time "Yitzhak Rabin" was encoded, the words "assassin will assassinate" crossed his name. And that was a year before he was killed. We have in fact found many events in the code before they happened-including the exact dates of the Gulf War, the collision of a comet with Juipter (again with the exact date of impact), and the outcome of Clinton's impeachment. The code has accurately predicted the victor in every recent Presidential election in the U.S. and in Israel, always before the vote, and often against the prediction of every poll. So while it is of course easier to find events that have already happened (because you know what to look for), often we do find things in advance.

EB: Could you give us some examples of actual prophecies in the code, the significance of which were picked up before the events occurred?

MD: That's answered above in (7). But I also sent President Bush a letter more than a month before 9/ll warning him that the code predicted we might face World War III while he was in office, a nuclear war starting in the Middle East.

EB: Are there things you have believed the Code to be predicting that have *not* come to pass?

MD: None yet. But I certainly hope so. I believe that the future can be changed. That the code in facts exists to warn us of the worst dangers we face-so that we can prevent them from happening. Since "World War" and "Atomic Holocaust" and "End of Days" are all encoded with 2006, it is vital that we heed the warnings now, in order to change the future. If we survive, that would not make the code ":wrong." It would make it a miracle.

EB: How do you counter assertions by people such as Harold Gans and even Dr Rips that your interpretation of the Bible code is erroneous? Speaking of your first book, Gans said: "The book states that the codes in the Torah can be used to predict future events. This is absolutely unfounded. There is no scientific or mathematical basis for such a statement, and the reasoning used to come to such a conclusion in the book is logically flawed." Also, Dr Eliyahu Rips has said: "I do not support Mr. Drosnin's work on the Codes, nor the conclusions he derives."

MD: Here's what Dr. Rips wrote in a letter to my publisher:

"I can confirm the following:

The scientific research carried out by Witztum, Rosenberg, and myself shows that there is a code in the book of Genesis. Our work has also been replicated by a senior code-breaker at the U.S. Department of Defense.
Details of events that took place thousands of years after the Bible was written are enclosed in the Bible.
In a few cases, details of events have been found in the Bible before they happened. Your author, Michael Drosnin, found a prediction of the Rabin assassination encoded in the Bible, and showed it to me, more than a year before the Prime Minister was killed."

You are mistaking the difference between how a religious scientist and a secular reporter view the code, and the way it should be used, with a fundamental disagreement about the reality of the Bible Code itself. Dr. Rips, Mr. Gans, and I all agree that the Bible Code is real. As Dr. Rips, who is my friend, just recently told me, "The evidence for the Bible Code is stronger than ever." He and I both agree that we have only a handful of the pieces of a giant jigsaw puzzle. So we cannot always see the future. But sometimes we can use the code to foresee with perfect accuracy what will happen-in a way that cannot be doubted by anyone. It is often as detailed as a report on CNN, but from 3000 years ago.

EB: Are there not many terms that occur in the code that have no significance whatsoever?

MD: You can find nonsense anywhere, if you look for nonsense. But you cannot find an accurate prediction of the truth anywhere but in the Bible Code.

EB: Without giving too much away, can you give readers a flavour of what you think is coming in the next few years?

MD: I think the world is facing the greatest danger it ever has, or ever will face. That we are right now in the long foreseen time of ultimate danger, the "End of Days." As I already told you "World War" and "Atomic Holocaust" are encoded with the same year, 2006, against odds Dr, Rips computed as at least 100,000 to 1. But that does not mean the world will come to an end in four years. It means that we have four years to change our future, and survive.

EB: Assuming that your interpretation of the code is correct, the outlook is somewhat gloomy. Are the prophecies in the Code meant to be immutable? Is there anything anyone can do to avert what looks like certain, sudden annihilation of the human race?

MD: That's answered above. I am not Apocalyptic. I believe the world will survive. And yes, there is something we can all do-demand that our governments change course, stop the prolifieration of weapons of mass destruction, make peace with those who are seeking peace, and hunt down and destroy those like bin Laden who want only to kill, and destroy human civilization. The code reveals probabilities, not events that must happen. In an ancient commentary on the Bible called the Talmud, it states: "Everything is foreseen, but freedom of action is granted." In that apparent paradox is our hope-we can use our free will to choose a different future.

EB: What is your current plan of action and what are you going to be doing in the next little while? Will there be a Bible Code 3?

MD: There will be a Bible Code 3. It will be about my search - I hope successful - for the "Code Key", an ancient object that now lies buried in Arabia, that may reveal our entire future, and our true origins. It may also help stop the countdown to Armageddon.

EB: Do you have any other comments you'd like to add or a message for readers?

MD: To believe in mankind. Our potential is unlimited. We have only to prevent the madmen among us from destroying our world, before we can achieve our destiny.

ISBN: 0297847848
Published By: Weidenfeld & N.

Publication Date: 13 April 2006

Format: Cloth / Hardback, 320pages, 23.4cm height, 20ill.(10col.).2M.40d.


Brief Description
This title reveals how the author led an expedition into the Dead Sea desert to find the key to the Bible Code.


Author Information
Michael Drosnin is a former Washington Post and Wall Street Journal reporter. He lives in New York.


Synopsis
The final book in the Bible Code trilogy will answer the big questions. Will we survice the real Armageddon that the code warns we face in 2006? Will we unearth the Code Key buried in the Dead Sea - and with it the first proof that we are not alone? THE SEARCH FOR THE BIBLE CODE is an archaeological adventure. Finding the key will not only unlock and reveal our future, but also, says Drosnin, the identity of the ncoder. He believes the code and its key will tell us where we came from and our ultimate destiny, and give us physical evidence in an object that there was once on this planet a science more advanced than we have today. Drosnin will cut between the search in the desert for what may also be the key to our survival, and the countdown to a nuclear WWIII in 2006, the race against time to save our world. Whether he finds the code key, or it remains as hidden today as the code itself was to our ancestors, awaiting the invention of a technology to decode it, the quest will, he says, be an enthralling vehicle for a journey back to a time more ancient than the Bible itself, to a story long known, but long suppressed in our myths - to an origin in a forgotten past only hinted at in the plain text of the Bible. Drosnin says the new book is already half written. It was the book he originally set out to write - but set aside when Rabin was assassinated, and again when the Twin Towers were attacked, and my focus changed to immediate dangers in the contemporary world. In format the new book will be similar to both prior volumes - a first person account of Drosnin's search for the answers to the utlimate myseries to the riddles of the Bible Code with print-outs that reveal the answers to the riddles that have riveted people through the ages.

Publicado por: Manuel Vasconcelos e Cirne em outubro 19, 2005 02:18 PM

O MELHOR LIVRO, COM UMA CREDIBILIDADE CIENTÍFICA IRREFUTÀVEl, SOBRE OS CÒDIGOS DA TORAH.

Dr. Alexander Rotenberg: And All This Is Truth!

Mysteries hidden in the Book of books

Jerusalem 2005, Hardcover, 190 pp, 117 color ill.

Dr. Alexander Rotenberg, a descendent of the Vilna Gaon family and Ph.D. in mathematics, found a surprising regularity in the encoding of information hidden in the Torah. Using a new approach, he shows in over one hundred examples, that crucial facts the Torah speaks about are encoded in the actual biblical text. The Torah Code method which is obtained from our Sages, is now not question of belief, but a mathematical fact!


''There are already a considerable number of books on Torah Codes. However, this book is not only valuable addition to this area of investigation; it reveals a completely new layer of Torah Code. Dr. Rotenberg has made remarkable progress in understanding the structure of Torah Codes. Happy is the eye that sees these beautiful jewels!'' E.Rips, Prof. of Mathematics, Hebrew University of Jerusalem

''There are a variety of popular treatments of Torah or Bible codes. Dr. Rotenberg's book stands out and is unique among them. Its concern is exclusively to show how some of the most famous and important Torah interpretations encoded in the exact place and verse on which they are commenting'' R.M. Haralick, Prof. of City University of NY, former President of International Assoc. of Pattern Recognition

''Jewish Sages state that everything is in the Torah, much of which is hidden from the eye when simply reading the verse. Therefore, it is invaluable when we are permitted, by some traditional system of interpretation, to see how this is true. The genius with which Dr. Rotenberg has done this using the Torah code method is also somewhat of a wonder, making this work a very special gift to the Jewish people at this late stage of history. One finding, in the very first verse of the Torah, should draw special attention. Here is the first verse of the Torah:

In the beginning, God created Heaven and Earth. (Genesis 1:1)

The author writes: According to Tradition, in an actual Torah scroll, the first Hebrew letter, a ‘bais’, is written larger than those that follow it, and is called a bais rabbosi - large ‘bais’. It is the first of the several large letters in Tanach. In book versions of the Torah, there will actually be a notation to that effect in the margin written thus: ב' רבתי.
If one begins with the eighth letter of the Hebrew verse, a raish, and joins it with the next three letters to its right, the word רבתיemerges.
Now, the remaining letters to the right, when read from right to left spell: ב' ראש which means, “bais at the head”, that is, at the beginning. The letter ‘aleph’ following רבתי – large - means “the first”. Thus, together with the encoded word, a sentence can be read:


This is striking, for even though millions of Jews throughout the generations have long studied Torah and these words - In the beginning God created - none of them, including the greatest sages, left any sign that the tradition of writing the first Torah's letter larger is hinted to inside the first two words of the text. This is just one small example of why the publishing of this book is of great significance.'' Rabbi Pinchas Winston

This book is an entirely new and exciting revelation of the Bible Code. Dr. Rotenberg has for the first time shown us how the code confirms the connection between the most important ancient commentaries on the Bible, and the original words of the Bible itself. His discoveries are nothing short of amazing. His presentation is totally convincing. And All This Is Truth! is also a wonderful read, at once a work of real scholarship and a real page-turner. Now this brilliant book will enlighten everyone, and help them to see the scientific proof that the Bible Code is a modern miracle. Michael Drosnin, author of the international bestseller, The Bible Code

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Publicado por: David Bauscher em outubro 19, 2005 03:52 PM

Procurem, em seu livro de orações, a página do kidush, recitado sobre uma taça de vinho nas noites de sexta-feira, o Shabat. O primeiro parágrafo desta bênção - que se inicia com as palavras "Yom Hashishi"- é retirado do primeiro livro da Torá, e fala do sétimo dia da Criação. Apontem sobre a última letra da palavra "Hashishi". Trata-se da letra hebraica "yud". E agora, ignorando os espaços entre as palavras dessa prece, contem seis letras. A sétima letra é um "shin". Contem outras seis letras e verão que a sétima letra é um "resh". Sete outras letras e encontrarão um "alef". Contem novamente e a sétima letra cairá num "lamed".

O que encontramos? As letras "yud, shin, resh, alef e lamed" - que compõem a palavra "Israel" são encontradas em intervalos de sete letras no primeiro parágrafo da bênção do kidush das sextas-feiras à noite.

Sabemos quão significativo é o número sete para o judaísmo. O Shabat é o sétimo dia da semana, e guardá-lo é uma mitsvá ordenada ao povo de Israel em homenagem ao sétimo dia da Criação. Será que desvendamos um código - a palavra "Israel" codificada em intervalos de sete letras - precisamente na passagem da Torá referente ao sétimo dia da Criação? Ou seria apenas mera coincidência?

Padrões semelhantes de palavras foram encontrados há mais de meio século por um rabino de origem tcheca, Michael Weismandel. Mas somente com o advento dos modernos computadores foi possível estatisticamente verificar se tais padrões de palavras são involuntários e simples coincidência, ou se foram deliberadamente criptografados na Torá. Após a morte do Rabbi Weismandel, seus discípulos e os rabinos Shmuel Yavin e Avram Oren continuaram o seu trabalho de pesquisa de palavras e padrões codificados na Torá.

Mas o grande avanço ocorreu no início da década de 80, quando um rabino de Jerusalém mostrou ao Dr. Eliyahu Rips, renomado professor de Matemática na Universidade Hebraica de Jerusalém, o trabalho do rabino Weismandel. Com a ajuda de avançadas ferramentas de estatística e computadores modernos, o Dr. Rips iniciou sua pesquisa buscando na Torá padrões de palavras e, a seguir, verificando matematicamente se estes haviam sido propositalmente codificados dentro da mesma. Mais tarde, o Dr. Rips teve a colaboração, neste estudo, do Dr. Moshe Katz, do Instituto Technion, de Haifa, e do físico Doron Witztum, de Jerusalém.

Segue-se um exemplo do que foi desvendado pelo Dr. Rips:

No segundo capítulo do Livro Bereshit, encontramos o seguinte: "Do solo fez o Senhor D'us brotar toda sorte de árvores agradáveis à vista e boas para alimento; e também a árvore da vida no meio do jardim e a árvore do conhecimento do bem e do mal".


Muitos dizem que só acreditariam em D'us e na Torá se pudessem testemunhar algum sinal. As descobertas dos códigos legítimos servem como evidência de um ponto muito significativo: a Torá não poderia ser de autoria humana.

Os nomes das árvores não são mencionados explicitamente nesse capitulo da Torá. O Dr. Eliyahu Rips sugeriu que talvez estivessem codificados no mesmo, em intervalos regulares de letras. A seguir, tomou os nomes de 25 árvores mencionadas na Torá (segundo referência no trabalho "A fauna e a flora na Torá", de Yehuda Feliks), programando o seu computador para decifrar se os mesmos haviam sido codificados. E o que encontrou o computador? Os nomes das 25 árvores haviam realmente sido codificados nesse capítulo da Torá!

Em artigo intitulado "Códigos na Torá: leitura em intervalos iguais", Daniel Michelson, professor de Matemática na Universidade da Califórnia e na Universidade Hebraica, estimou a probabilidade de o fenômeno ser mera coincidência. Seus resultados indicam que a probabilidade dessas 25 árvores terem sido acidentalmente codificadas nesse capítulo da Torá é de 1 em 100 mil. Isto significa que se tomarmos 100 mil textos hebraicos de tal comprimento, deveríamos esperar encontrar os nomes das 25 árvores codificados em apenas um dos mesmos. Seria meramente sorte o fato de que este fenômeno das árvores foi precisamente encontrado na passagem da Torá que narra a criação das árvores por D'us?

Outro exemplo interessante pode ser visto no 38¼ capítulo de Bereshit. O texto relata a história de Yehuda e Tamar, que deu à luz a Peretz e Zêrach. Sabemos, através do Livro de Ruth, que Boaz descendia de Peretz e que esposara Ruth. Este casal teve um filho a quem deram o nome de Oved e este, por sua vez, teve um filho, Yishai, o pai do rei David. Os matemáticos examinaram se as informações sobre a linhagem do rei David estão codificadas nesse capítulo da Torá que fala de seus ancestrais. E o que foi que encontraram? Os nomes Boaz, Ruth, Oved, Yishai e David soletrados de trás para frente em um intervalo de 49 letras. Como se isto ainda não bastasse, encontraram tais nomes em ordem cronológica! O professor Michelson analisou se seriam meras coincidências. Seus resultados estatísticos: as chances de todos os cinco nomes - Boaz, Ruth, Oved, Yishai e David - aparecerem por acaso nesse capítulo da Torá são de 1 em 6.500. As probabilidades dos nomes aparecerem em ordem cronológica por simples coincidência são de 1 em 200 mil!

Surge, naturalmente, uma pergunta interessante. Por que a ancestralidade do rei David teria sido codificada em intervalos de 49 letras? Sabemos que Shavuot - o dia em que D'us deu ao povo de Israel os Dez Mandamentos - ocorreu 49 dias após o Êxodo. Shavuot foi a data de nascimento e morte do rei David. E também é a festividade em que estudamos o Livro de Ruth.

Outros códigos foram encontrados na Torá, e as experiências estatísticas indicam que a possibilidade de serem os mesmos, por pura coincidência, é infinitamente reduzida. Os pesquisadores concluíram que tais códigos foram deliberadamente inseridos na Torá. Relatam também que a maioria dos códigos são tão incrivelmente complexos que os modernos computadores levam horas para descriptografar um único padrão de palavra. Ainda assim, muitos fazem uma pergunta que parece legítima: será possível que os antigos hebreus escreveram a Torá plantando tais códigos na mesma? A resposta: será que esses "antigos hebreus" poderiam também ter previsto o futuro?


Famosos experimentos


Em 1986 o Dr. Eliyahu Rips, Doron Witztum e Yoav Rosenberg realizaram uma extensa experiência: desvendar se os nomes de 64 rabinos famosos, estavam codificados em intervalos de letras iguais no primeiro livro da Torá. Descobriram o seguinte: os nomes dos 64 grandes rabinos estavam de fato codificados em Bereshit, e as datas de nascimento e morte dos mesmos estavam codificadas bem próximas a cada um de seus respectivos nomes. A probabilidade de que tais códigos sejam feliz coincidência é de 1 em 62.500. Este resultado estatístico é altamente significativo e indica que todas estas informações haviam sido deliberadamente codificadas na Torá milhares de anos antes de tais rabinos terem nascido.

A experiência dos Rabinos Famosos e seus resultados foram levados ao mundialmente renomado Instituto de Estatísticas Matemáticas, em Harward. De modo a avaliar sua validade, foram rigorosamente revistos e analisados durante seis anos. Tal estudo foi posteriormente publicado em uma conceituada revista de matemática, "Statistical Science", em agosto de 1994.

Os resultados desta experiência, no entanto, não estão isentos de críticas. Muitas pessoas argumentam que o fenômeno dos códigos é peculiar à língua hebraica. Para contra-argumentar, Eliyahu Rips, Doron Witztum e Yoav Rosenberg tentaram duplicar a experiência em outros textos hebraicos. Não encontraram tais códigos em nenhuma outra publicação em hebraico. Nos últimos três anos vários outros matemáticos tentaram encontrar a "falha fatal" nesta experiência. Nenhum teve sucesso.

Para corroborar a veracidade dos códigos dos Rabinos Famosos, o Dr. Harold Gans, matemático criptólogo sênior da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos, realizou experimento similar. O Dr. Gans tem praticamente três décadas de experiência em desvendar códigos para o governo dos Estados Unidos, que mantém os métodos e especialistas mais avançados no mundo em descriptografia de documentos codificados.

A princípio, o Dr. Gans estava muito cético quanto à existência de códigos legítimos da Torá. No entanto, quando realizou a experiência, além de validar seus resultados, fez uma descoberta adicional: além dos nomes e datas em que nasceram e morreram cada um dos rabinos haviam sido codificadas também suas respectivas cidades. Que conclusão, então, tiraram Eliyahu Rips, Doron Witztum, Yoav Rosenberg e Harold Gans da experiência com os Rabinos Famosos? Apenas uma: que as informações haviam sido deliberadamente colocadas na Torá. E no entanto, a Torá existe em sua presente forma há milhares de anos. Como o seu autor poderia ter tido conhecimento sobre a existência futura, bem como detalhes da vida de homens que só iriam nascer séculos mais tarde?

A única conclusão lógica é a de que o autor não pode ter sido um ser humano - pois quem colocou todos os dados lá, não estava limitado pelo tempo nem pelo espaço. Mais uma constatação incrível de que a Torá é de autoria Divina.

Publicado por: David Bauscher em outubro 21, 2005 04:11 PM

Michael Drosnin, repórter e ex-colaborador do Washington Post e do Wall Street Journal, é autor do livro "O Código da Bíblia", em que mostra, por intermédio de complexos cálculos matemáticos e combinações decifrados por computador, as verdades ocultas nos cinco livros do Torah.

Na verdade, Drosnin descobriu que o código foi decifrado por um matemático israelense, doutor Eliyahu Rips, que apresentou provas num importante jornal de ciências e confirmado por matemáticos do mundo inteiro. A revelação do código predisse: o assassinato dos irmãos Kennedy; a bomba em Oklahoma; a eleição de Bill Clinton; o que ocorreu desde a Segunda Guerra Mundial, passando pelo Holocausto e Hiroshima. Predisse também o pouso na Lua e a colisão do cometa Júpiter.

Michael Drosnin alertou o primeiro-ministro israelense Yitzahak Rabin que o seu assassinato estava previsto na Bíblia. O alerta foi feito um ano antes do fato, inclusive com o nome do assassino. Yitzahak riu e fez pouco caso, até que o fato foi consumado...

O desvendamento do código só funciona para a versão da Bíblia em hebraico. As informações são reveladas com o cruzamento de linhas e colunas.

Publicado por: M. Portas em outubro 21, 2005 05:58 PM

Exército de Israel mata comandante do braço armado da Jihad Islâmica
24.10.2005 - 17h09 AFP, Reuters

O Exército israelita matou na última madrugada um dos chefes do braço armado da Jihad Islâmica, durante um raide no campo de refugiados junto a Tulkarm, na Cisjordânia. O movimento radical palestiniano prometeu já uma vingança “sem precedentes” contra Israel.

Luay Saadi, de 32 anos, era o chefe das Brigadas Al-Qods na Cisjordânia e era acusado pelas forças de segurança israelitas de estar na origem de vários atentados cometidos nos últimos meses, que provocaram a morte a pelo menos 12 israelitas.

De acordo com o coronel Aharon Haliva, comandante máximo da zona, os militares israelitas cercaram a casa onde Luay estava escondido, na companhia de Majed al Askar, seu “braço direito”, que foi igualmente morto durante a operação.

Ao perceber que estava cercado, Luay terá tentado fugir pelas traseiras do edifício, mas, segundo a versão israelita, acabou por ficar encurralado, abrindo fogo contra os soldados que na resposta o abateram.

Num primeiro momento, forças de segurança palestinianas confirmaram a morte de dois activistas da Jihad durante uma operação militar israelita, mas identificaram as vítimas com nomes que se viriam a revelar falsos.

Reagindo à notícia, Saeb Erekat, chefe dos negociadores palestinianos criticou o raide do Exército israelita, sustentando que a acção põe em causa o cessar-fogo que a Autoridade Palestiniana conseguiu impor no início deste ano aos movimentos armados.

Confirmando as palavras de Erakat, a Jihad Islâmica divulgou um comunicado responsabilizando Israel pela quebra dos nove meses de tréguas. O assassinato de Saadi “reflecte a intenção do nosso inimigo em pôr fim à acalmia, o que nós lamentamos”, lê-se no documento distribuído na Cisjordânia.

“Não vamos ficar de mãos atadas enquanto o sangue dos nossos guerreiros sagrados é derramado por todo o lado”, promete o grupo, afirmando que “a retaliação por este crime não terá precedentes”.

A Jihad Islâmica, uma pequena formação integrista sem a expressão popular do Hamas, levou a cabo vários ataques nos últimos meses, em violação da trégua que prometeu respeitar, incluindo dois atentados-suicidas nas cidades israelitas de Telavive e Netanya. Contudo, o grupo garantia que continuava vinculado à trégua, sustentando que aquelas acções eram retaliações por ataques israelitas contra o grupo.

SERÁ QUE ESTE È O ÍNICIO DA TERCEIRA GUERRA MUNDIAL

Publicado por: M. Portas em outubro 24, 2005 11:42 PM

1
EL NUEVO
CÓDIGO SECRETO
DE LA
BIBLIA
MICHAEL DROSNIN
2
El nuevo código secreto de la Biblia
Título original: Bible Code II. The Countdown
© One Honest Man, Inc., 2002.
por la traducción, Rafael Santandreu, 2003
© Editorial Planeta, S. A.,
Primera edición: mayo de 2003
Digitalizador: ? Nascav (España)
L-01 – 09/01/04
contraportada
En 1997, Michael Drosnin consiguió un bestseller mundial con el código secreto de la Biblia. Este código fue
descubierto por un famoso matemático israelí y comprobado por la Agencia de Seguridad Nacional de Estados
Unidos, que refrendó su validez. Michael Drosnin ya predijo, usando este código, el asesinato de Itzhak Rabin
un año antes de que aconteciera. Ahora vuelve a utilizar esta potente herramienta de análisis matemático del
texto de la Biblia para descifrar lo que nos depara el futuro.
En El nuevo código secreto de la Biblia, Drosnin nos muestra cómo los atentados del 11 de setiembre de 2001
estaban codificados en la Biblia. El autor nos cuenta cómo advirtió a la Administración Bush del inminente
peligro en agosto de 2001 y nos conduce a través de una serie de prodigiosos descubrimientos hasta la más
terrible de las predicciones: «guerra mundial», «holocausto atómico» y «fin de ios días» están codificados en la
Biblia junto a una fecha: 2006.
Michael Drosnin demuestra que el mensaje de la Biblia está claro: una guerra nuclear mundial estallará como
consecuencia de un atentado terrorista en Oriente Medio. Todavía estamos a tiempo de evitar el fin del mundo.
Para mi familia, para mis amigos, para todos aquellos que tienen fe, una vez más.
Y ocurrirá un tiempo de angustia,
como no ha habido desde que hubo nación.
Libro de Daniel 12: 1
Para resolver un problema hasta el momento indescifrable,
tenemos que dejar abierta la puerta a lo desconocido.
RICHARD FEYNMAN, Premio Nobel de Física
INDICE
INTRODUCCIÓN
UNO EL FIN DE LOS DÍAS
DOS LA CLAVE DEL CÓDIGO
TRES CLINTON
CUATRO EXISTE
CINCO ARAFAT
SEIS EL ARCA DE ACERO
SIETE SHARON
OCHO EL CÓDIGO DE LA VI DA
NUEVE LA INVASIÓN
DIEZ EXTRATERRESTRE
ONCE BUSH
DOCE EL VIAJE DEL HÉROE
TRECE LA CUENTA ATRÁS
EPÍLOGO
NOTAS
APÉNDICE
AGRADECIMIENTOS
3
INTRODUCCIÓN
Durante tres mil años, la Biblia ha mantenido oculto un código en su interior.
Ahora, gracias a la informática, ha sido descifrado y sabemos que puede revelarnos el futuro.
Hace cinco años publiqué un libro acerca de ese descubrimiento. El científico que lo había hallado era un
famoso matemático israelí, Eliyahu Rips.
Aquel libro puso en conocimiento de todo el mundo el código de la Biblia. En verdad creí que mi pequeña
contribución en esta aventura había finalizado. Yo sólo soy un periodista y no tengo nada de profeta, científico
o estudioso de la Biblia.
Pero lo cierto es que el código bíblico siempre ha estado presente en mi mente. No deja de asombrarme. Yo
no soy religioso, ni siquiera creo en Dios, de manera que no puedo ni imaginar cómo es posible que exista un
código en la Biblia que revele sucesos acaecidos después de la redacción de la misma.
Pero de una cosa estoy seguro: el código es real.
Una y otra vez he sido testigo de que las predicciones de la Biblia se hacen realidad. Incluso advertí a un
primer ministro de que el código anunciaba su asesinato. Tiempo después tuve que presenciar horrorizado
cómo lo mataban. Y sucedió en el momento exacto en que la Biblia había predicho.
Una vez más, los terribles hechos del 11 de setiembre de 2001 también fueron anunciados. Al parecer, todo
estaba escrito en ese texto de tres mil años de antigüedad.
Desde el principio de mis investigaciones me reuní con grandes científicos de Estados Unidos e Israel y
hasta confirmé el código con un experimentado decodificador de la Agencia Nacional de Seguridad
estadounidense, el centro clandestino que crea y rompe códigos para la inteligencia militar americana.
Para confirmar cada uno de los hallazgos, aprendí hebreo y trabajé estrechamente con un traductor israelí.
Tuve muchos encuentros con el matemático que descubrió el código, el doctor Eliyahu Rips, uno de los más
grandes expertos en la teoría de grupos, el campo de las matemáticas en el que se basa la física cuántica.
Confirmé con el doctor Rips la significación matemática de todas las informaciones halladas, además de
sopesar las probabilidades calculadas mediante un programa informático que creó Rips junto con el doctor
Alexander Rotenberg.
En ningún momento fui ajeno al clamor de las críticas que surgieron en contra de Rips. Incluso llegué a
desear, sobre todo al principio, que alguien aportara pruebas de que no era real; eso me hubiera liberado de
una responsabilidad que no deseaba y que sentía que me superaba.
Pero ningún crítico encontró evidencia alguna de que el código bíblico no fuera real. Todo lo contrario: cada
vez se fueron acumulando más evidencias a favor de que la Biblia predecía el futuro (véase Apéndice).
Finalmente, tres hechos me obligaron a continuar con mi investigación: los atentados del 11 de setiembre,
prueba brutal de que las advertencias de la Biblia eran una tremenda realidad; la espiral de violencia en Oriente
Medio que amenaza con provocar una guerra global, y un increíble descubrimiento que podría conducir a la
verdad última que se halla tras el código bíblico. Este libro es la historia del inicio de una investigación. Lo que
buscamos ahora es la clave que nos permita descifrar todo el código. Con ella conoceremos tanto nuestro
pasado olvidado como todo nuestro futuro.
Y en este momento de la humanidad, esta búsqueda es urgente. Porque el código de la Biblia nos advierte
que, si todo sigue igual, tan sólo disponemos de cuatro años más de supervivencia.
EL FIN DE LOS DÍAS
A las 8 horas y 48 minutos del 11 de setiembre de 2001 me despertó el estruendo de una explosión que
cambiaría el mundo para siempre.
Conecté la radio para oír un boletín especial de noticias: un jumbo había colisionado contra una de las torres
del World Trade Center.
Subí corriendo a la azotea de mi edificio justo a tiempo de presenciar el choque del segundo Boeing 767
contra la otra torre, que estalló inmediatamente en llamas. Obviamente, no se trataba de ningún accidente. Los
dos aviones habían sido secuestrados por terroristas. Nueva York estaba siendo atacada.
Durante más de una hora permanecí solo en mi azotea, contemplando con creciente horror e incredulidad
cómo ardían los dos edificios de 110 plantas, monolitos plateados símbolo del bajo Manhattan, lugar en el que
resido. El espectáculo era dantesco: gigantescas llamaradas anaranjadas salían de los agujeros que habían
dejado los impactos; enormes columnas de humo cubrían el cielo de la Gran Manzana.
De repente, una de las torres se derrumbó. Simplemente se vino abajo. Después, se desplomó la segunda.
Ambas desaparecieron para dejar una nube de polvo que lo invadía todo. En un instante desaparecieron las
dos.
Mi mente no podía asumir la magnitud de la tragedia que habían presenciado mis ojos. Se trataba de una
desgracia de dimensiones bíblicas; parecía una de aquellas terribles profecías del Antiguo Testamento.
Corrí escaleras abajo en busca del antiguo código que almacenaba mi ordenador: el código de la Biblia.
4
Sospechaba que allí podría encontrar la confirmación de lo ocurrido; la revelación de lo que estaba por venir.
Ese código secreto, descubierto por un célebre matemático israelí, ya había desvelado otros terribles
eventos ocurridos miles de siglos después de que fuese escrita la Biblia.
Ahora me revelaba a mí lo que acababa de presenciar. Lo que recién habían visto mis ojos desde mi azotea
estaba escrito en la pantalla de mi ordenador en caracteres hebreos.
Ese texto de tres mil años de antigüedad tenía codificada la expresión «torres gemelas». Un poco más allá
se podía leer «avión». Y a estas palabras se le cruzaba la siguiente frase: «provocó su caída, su
derrumbamiento».
Era cierto. Lo que acababa de presenciar aquel 11 de setiembre de 2001 se hallaba codificado en un texto
de tres mil años de antigüedad.
Estaba asistiendo a ello con un solo pensamiento en la cabeza y cuando la primera torre cayó lo expresé en
voz alta: «Dios mío, es real.»
Lo que de veras me conmovió no fue el ataque, sino lo que la Biblia predec ía que iba a ocurrir después.
De hecho, ya había predicho los asesinatos de John F. Kennedy e Itzhak Rabin. En realidad, todo había
sido desvelado con anterioridad, desde la segunda guerra mundial hasta el Watergate, desde el Holocausto
hasta Hiroshima, desde la conquista de la Luna hasta la guerra del Golfo. En algunas ocasiones pudimos
encontrar las predicciones con anterioridad y los hechos sucedían tal y como decía el código.
Una vez más, allí estaban todos los detalles. De una forma repentina y brutal, tuve la absoluta certeza de
que el código bíblico era auténtico.
Así que cuando los aviones se estrellaron contra las torres, al tiempo que contemplaba el despliegue de
aquel horror, tuve visiones de un futuro demasiado terrible para ser real. Sin embargo, eso era lo que nos
vaticinaba el código. De repente, todo aquello me pareció enteramente verosímil.
Durante cinco años había estado advirtiendo a líderes gubernamentales de todo el mundo de que una
antigua profecía iba a convertirse en realidad, que el Apocalipsis anunciado por las tres grandes religiones
occidentales estaba codificado en la Biblia, que nos íbamos a tener que enfrentar a un Armagedón real —una
guerra mundial nuclear que empezará con un atentado terrorista en Oriente Medio— dentro de una década.
Pero realmente ni yo mismo podía creerlo del todo. ,.
El presidente Clinton había recibido en Camp David mi libro y una carta ,-donde le advertía de que nos
enfrentábamos a una guerra en Tierra Santa que podría engullir a todo el mundo.
«He dudado sobre si debía exponerle todos los vaticinios, porque sé que suenan muy apocalípticos», le dije
a Clinton, al que advertí de la situación sin darle toda la información. No podía acudir al presidente con un
mensaje sobre la destrucción del mundo.
Pero a lo largo del año pasado decidí que debía explicarles a los grandes mandatarios (al presidente de
Estados Unidos, al primer ministro de Israel y al líder de los palestinos) que, según el código de la Biblia, existe
un claro y definitivo peligro: el fin de los días.
Me he sentado junto a Yasir Arafat en su cuartel general de Ramala, con Simón Peres en Tel-Aviv, con el
hijo de Ariel Sharon en Jerusalén, con el jefe del gabinete de la Casa Blanca de Bill Clinton y les he dicho que
es posible que sólo dispongamos de cinco años para salvar al mundo. Pero nadie se ha hecho eco de la
advertencia.
Justo el día antes de los ataques del 11 de setiembre volví a telefonear a la Casa Blanca para comprobar si
el nuevo presidente, George W. Bush, había recibido la carta que le había mandado advirtiéndole de que la
tercera guerra mundial podía ya estar en marcha mientras él estaba allí sentado en su despacho.
Mi carta, enviada más de un mes antes de los atentados terroristas de Nueva York y Washington, decía:
«En estos momentos, el código de la Biblia nos previene de que el mundo
puede enfrentarse a una guerra mundial que empezará en Oriente Medio. Ésta puede ser la guerra
definitiva. Y todo ello puede haber empezado ya mismo.
«Este momento crítico ha sido vaticinado con mucha claridad.
»Las palabras "Bush", "Arafat" y "Sharon" están codificadas juntas en la expresión "fin de los días", el gran
peligro del que hablan las tres grandes religiones occidentales.
»Y el código de la Biblia expresa ese peligro en términos modernos: se habla de "holocausto atómico" y
"guerra mundial". Ambos están codificados junto con el mismo año, 2006.»
El 11 de setiembre, el mismo presidente dijo que su país estaba en guerra, que la «primera guerra del siglo
había empezado». Y en una columna del New York Times se leía el titular: «La tercera guerra mundial.»
Pero hasta el 11 de setiembre ni siquiera yo creía por completo en ello. Yo no soy religioso. Ni siquiera creo
en Dios. Soy un periodista de investigación laico y escéptico. Empecé mi carrera como reportero de sucesos en
el Washington Post, trabajé cubriendo información económica en el Wall Street Journal y todavía mantengo los
pies en el suelo. Confieso que aunque escribí el libro que dio a conocer el código de la Biblia en todo el mundo,
me levantaba todos los días dudando de la veracidad del peligro anunciado.
La mañana del 11 de setiembre me desperté con el suceso que probaba que el código es real.
De repente, ya no había lugar a la duda. Ya no hablábamos sólo de Israel, sino también de Estados Unidos
y Nueva York. Se trataba de la ciudad en la que vivo. Unas manzanas más allá de mi hogar. Y lo vi con mis
propios ojos.
El ataque a Nueva York, el ataque al World Trade Center; ese horror inconcebible, no sólo estaba codificado
de antemano en la Biblia, sino que yo mismo lo había detectado mucho antes con mi programa de
5
descodificación.
Lo hallé en 1993, justo después del primer atentado fallido a las mismas Torres Gemelas. «Torres
Gemelas» estaba codificado en la Biblia junto con «el aviso, la masacre», y todo ello cruzado por la expresión
«terror». Además, esta última palabra aparecía en otra ocasión junto con «caerán y se derrumbarán».
Pero pensé que se trataba del pasado, no del futuro. Nunca se me ocurrió que tal rayo cayese dos veces
sobre el mismo sitio, que hubiese otro ataque terrorista en los mismos dos monolitos ocho años más tarde. Y
mucho menos que tendría éxito y que derribaría las torres.
He de confesar que tampoco pensé en buscar en el código la palabra «avión». Como le dije a un amigo de
la CÍA, el mismo día del atentado: «Nadie podía haber imaginado que iba a suceder de esa forma.» Él me
respondió: «Al parecer, alguien sí lo sabía.»
Fue una lástima. No había podido entender la advertencia hasta después de la tragedia. Había estado
oculta en la Biblia durante tres mil años. Ahora era obvia. Allí estaban todos los detalles.
El científico que descubrió el código bíblico, Eliyahu Rips, también halló el vaticinio sobre el 11 de setiembre
ese mismo día, en su casa de Jerusalén. De hecho, me envió la tabla con las palabras codificadas por correo
electrónico desde Israel.
Cuando hablé con el doctor Rips, una de las principales autoridades mundiales en teoría de grupos (un
campo de las matemáticas en el que se basa la física cuántica), me explicó que ya había calculado las
probabilidades del mensaje oculto.
Las probabilidades de que aparezcan juntas, por casualidad, las tres palabras clave —«torres», «gemelas»
y «avión»— en el mismo fragmento de la Biblia son, al menos, de uno entre diez mil.
Todavía había más. La Biblia también mencionaba a Osama bin Laden. Rips había encontrado una
secuencia codificada simple que lo declaraba culpable —«el pecado, el crimen de Bin Laden»—, situada en el
Génesis, donde el texto directo habla de «la ciudad y la torre».
Asimismo, en esa porción del texto original, la Biblia decía: «he aquí que el humo subía de la tierra como el
humo de un horno».
El nombre del líder de los secuestradores, el piloto del primer avión que colisionó contra las torres,
Mohammed Atta, también se hallaba en la Biblia. Era increíble, pero allí estaba, codificada en la Biblia, la
expresión «terrorista Atta». En el mismo lugar, unas palabras para describirlo: «hombre egipcio».
Como sabemos todos, aquel día todavía hubo otro objetivo: la sede del ejército norteamericano en
Washington. El Pentágono fue golpeado por un tercer avión secuestrado una hora después del primer ataque a
Nueva York. Eso también se hallaba codificado.
«Pentágono» aparecía una vez en la Biblia, atravesado por la palabra «dañado». Una vez más, las
predicciones de ese texto de tres mil años de antigüedad eran exactas. Uno de los cinco lados del Pentágono
había caído, pero el edificio todavía seguía en pie.
El vocablo «emergencia» acompañaba a «Pentágono» y, acto seguido, la palabra «de Arabia». De hecho,
días después conocimos la noticia de que la mayor parte de los terroristas procedían de Arabia Saudí.
La advertencia del mayor ataque terrorista de la historia de la humanidad, del primer ataque foráneo al hasta
ahora invulnerable Estados Unidos, se hallaba codificada en la Biblia desde hace tres mil años. Pero nadie
acertó a detectarlo hasta que fue demasiado tarde.
Y ahora el código advertía que ello conduciría a la guerra. «La próxima guerra» cruzaba el nombre hebreo
de las Torres Gemelas. En el mismo lugar se podía leer «terrorista».
Lo que decía el código era escalofriante. Este ataque era el inicio de una guerra, la que declaró Bush, una
guerra contra el terrorismo internacional que muchos predecían que iba a durar años, yo podía ver
perfectamente el texto codificado que plasmaba el horror del momento. Una vez más, las palabras «torres» y
«gemelas» aparecían juntas en el mismo lugar que el texto directo dejaba claro que la cuenta atrás ya había
empezado: «el fin de los días».
Me había pasado años intentando avisar a los gobernantes de Washington y Oriente Medio de que se
avecinaba un peligro de dimensiones bíblicas, tal y como sugerían las profecías y ahora, desde mi casa de
Nueva York, mis ojos estaban contemplando esa realidad.
Y yo tenía claro que esto era sólo el inicio. A partir de ese momento, nos esperaba algo demasiado horrible
para la imaginación humana.
---------------------------------
«Un criptograma enviado por el Todopoderoso», el «puzzle de Dios, el rompecabezas de todos los hechos
pasados y futuros preordenados por la mano divina».
Así describía sir Isaac Newton el código bíblico. Hace trescientos años, el primer científico moderno, el
hombre que descubrió la gravedad y sentó las bases de la mecánica de nuestro sistema solar, el genio que
inventó las matemáticas avanzadas, emprendió la búsqueda del código secreto de la Biblia que podía revelar el
futuro de la humanidad.
Durante más de tres mil años (desde que se conoce la Biblia) ha habido gente que ha creído que había algo
escondido en el texto sagrado. Grandes secretos que sólo conocían altos sacerdotes, revelaciones que
respondían a una fórmula esotérica, a alguna forma de magia, a una nueva ciencia.
Pero la solución al misterio estaba reservada a un inmigrante ruso en Israel. Eliyahu Rips, un matemático
que había sido encarcelado por motivos políticos en la antigua Unión Soviética, encontraría aquel antiguo
código oculto.
6
Hoy sabemos que Rips consiguió descifrar el código porque poseía una herramienta de la que carecían
todos sus antecesores: un ordenador.
El código de la Biblia poseía una especie de mecanismo de relojería. No podía ser abierto hasta que fuese
inventada la informática.
Indudablemente, la inteligencia que creó el código podía prever el futuro y diseñó su lenguaje de manera
que sólo pudiera ser descubierto en estos momentos. Era evidente. El código podía haber sido diseñado para
que fuese hallado por Newton hace trescientos años. O podía haber estado destinado a los hombres del futuro
(dentro de trescientos o tres mil años), pero en es caso hubiese requerido de una nueva tecnología.
Sin embargo, alguna inteligencia muy avanzada codificó la Biblia de manera que pudiésemos descifrarla en
este momento de la historia de la humanidad. «Ésa es la razón de que Newton no pudiese hallarlo —dijo
Rips—. Tenía que ser abierto mediante un ordenador. Estaba "sellado" hasta el "fin de los días".»
De todas formas, cuando Eli Rips empezó su búsqueda del código de la Biblia, hace cerca de veinte años,
no estaba pensando en el «fin de los días»
Tan sólo trataba de resolver un acertijo matemático. «Encontré palabra codificadas con un nivel de
probabilidad mucho menor que por azar. Enseguida supe que me hallaba detrás de algo importante —recordó
Rips—. Lo hallamos gracias a la potencia de cálculo del ordenador.»
Rips descubrió el código bíblico en la versión hebrea del Antiguo Testamentó, el texto original de la Biblia,
tal y como fue escrita en su día: las palabras que, según el propio texto, Dios le entregó a Moisés en el monte
Sinai hace 3 200 años.
Rips eliminó todos los espacios entre las palabras y transformó la Biblia en un continuo de letras de 304 805
caracteres.
En realidad, lo que estaba haciendo era restaurar la Biblia a su forma original, según habían dicho multitud
de sabios antiguos. Según la leyenda, así recibió Moisés la Biblia de Dios: «como un texto continuo, sin
espacios entre las palabras».
Rips ideó un programa de ordenador que buscaba palabras en ese texto continuo, saltándose un número
constante de caracteres. Las nuevas palabras revelaban una información impresionante.
Todo el mundo puede crear un código como éste (aunque no de estas dimensiones). Se trata de construir
un discurso manifiesto debajo del cual «codifica un texto a base de saltarse letras. Por ejemplo:
Entre Cojos OsadoS
La palabra oculta, tras saltos de cuatro letras, es: ECOS.
Pero nadie, ni siquiera Newton, podía releer toda la Biblia contando letras a mano, comprobando todas las
posibles combinaciones de letras formadas a saltos. Se trata de un trabajo monumental que empieza en la
primera letra y acaba en la última, que va hacia adelante y hacia atrás. Sólo un ordenador puede trabajar a la
velocidad necesaria para realizar una lectura similar.
Ahora sabemos que sólo un ordenador puede desentrañar la información entretejida en el código de la
Biblia. Mediante su uso, una y otra vez surgen palabras, nombres, fechas y lugares, que contradiciendo todas
las leyes del azar, están fuertemente relacionados.
Y todas esas palabras ocultas forman crucigramas encriptados. Cada vez que descubríamos una palabra o
frase nueva, comprobábamos que se hallaba ligada a otras formando un nuevo crucigrama. Todas las
palabras, conectadas de esa manera, ofrecen información detallada acerca de sucesos actuales.
Eso es lo que hace que el código de la Biblia sea algo único. Es posible que en cualquier otro libro
encontremos una secuencia azarosa que forme la expresión «Torres Gemelas»; pero no unida a la palabra
«avión». Uno puede encontrar «Bin Laden», pero no unido a «la ciudad y la torre». Uno puede encontrar «las
torres», pero no unido a «la próxima guerra» y «el fin de los días». «Sólo en el código de la Biblia encontramos
información consistente y coherente —dice Rips—. Nadie ha encontrado jamás algo así en ningún otro libro, en
ninguna traducción o texto hebreo, excepto en la Biblia.»
Cuando Rips publicó su hallazgo en una revista matemática norteamericana, muchos científicos se
mostraron escépticos. No podían ponerle tacha a la investigación, pero tampoco eran capaces de creerse los
resultados. Era demasiado impresionante para ser verdad: un código en la Biblia que revelaba sucesos futuros.
Un descodificador experimentado de la Agencia de Seguridad Nacional, un centro clandestino de escucha
estadounidense situado en las inmediaciones de Washington, tuvo noticias del asombroso descubrimiento
israelí y decidió investigar el caso.
Harold Gans se había pasado la vida creando y rompiendo códigos para servicios secretos norteamericanos
y estaba seguro de que el código de la Biblia era «ridículo, cosa de diletantes».
Gans creó su propio programa de ordenador confiando en poder demostrar que tal código no existía. Para
su sorpresa, obtuvo los mismos resultados que el experimento de Rips. Los nombres y las fechas de
nacimiento y muerte de los 66 sabios (que vivieron y murieron mucho después de que la Biblia fuese
redactada) estaban allí. Gans no daba crédito a sus ojos. Decidió buscar información completamente nueva en
el código para así poner en evidencia los fallos del estudio de Rips e incluso, quién sabe, demostrar que todo
era un truco, un montaje. Gans estaba seguro de que no iba a encontrar los nombres de las ciudades donde
nacieron y murieron los 66 rabinos. Pero los encontró.
Gans se había propuesto demostrar la no validez del código, pero, tras 440 horas de investigaciones, probó
que era real.
«Me entraron escalofríos al verificarlo», recuerda Gans.
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Ningún hombre sobre la Tierra podía haber codificado la Biblia de manera que proporcionase información
acerca de personas que habían vivido cientos y miles de años después de que la Biblia fuese escrita. Pero
alguien lo hizo.
Si no pudo ser ningún ser humano, entonces ¿quién fue?
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La primera vez que oí mencionar el código de la Biblia fue hace diez años. Me había entrevistado con un
alto cargo de la inteligencia israelí para hablar sobre la guerra del futuro. Cuando abandonaba las oficinas de
los servicios de inteligencia, un joven funcionario me detuvo para decirme:
—Hay un matemático en Jerusalén al que debería ver. Ha descubierto la fecha en que iba a empezar la
guerra del Golfo. En la Biblia.
—Yo no soy religioso —le espeté dirigiéndome hacia mi coche.
—Tampoco yo lo soy —dijo el funcionario—. Pero es que, tres semanas antes de que estallase la guerra,
encontró la fecha exacta de su inicio.
Parecía muy difícil de creer. Estaba seguro de que se trataba de una locura. Pero investigué los
antecedentes de Rips y encontré que estaba considerado poco menos que un genio de las matemáticas.
Decidí ir a verle.
Con su barba y su yarmulka, Eliyahu Rips parecía un personaje del Antiguo Testamento. Eso confirmó todas
mis dudas. Genio o no, este científico estaba seguramente influido por sus creencias religiosas. Le pedí que
me enseñase dónde aparecía en la Biblia la mención a la guerra del Golfo. En lugar de abrir el libro sagrado,
Rips me condujo a su pequeño estudio, encendió su ordenador y me enseñó en la pantalla una predicción de la
contienda.
Allí, codificadas bajo el texto directo de la Biblia, se leían las palabras
«Saddam Hussein» y «Misiles Scud», junto con la fecha exacta del ataque de Iraq a Israel: 18 de enero de
1991.
—¿Cuántas fechas como ésta ha encontrado? —le pregunté.
—Sólo ésta, tres semanas antes de que estallase la guerra —replicó.
Pero todavía era escéptico. Le pedí a Rips que buscase menciones a otros sucesos históricos que no
hubiese hallado todavía.
Encontramos «presidente Kennedy» junto a «Dallas» y «Bill Clinton» junto a «presidente» (seis meses antes
de que fuese elegido). Descubrimos una y otra vez informaciones que Rips no sabía que yo le iba a pedir. En
un momento dado, hallamos varios sucesos que todavía no habían ocurrido, entre los que se contaba la
colisión de un cometa contra el planeta Júpiter. Teníamos el nombre del cometa y la fecha exacta del impacto.
El código de la Biblia empezaba a convertirse en una realidad para mí. Un descodificador profesional
estadounidense lo había corroborado. Famosos matemáticos de Israel y Estados Unidos, en Harvard, Yale y la
Universidad Hebrea, decían que era real.
La investigación de Rips había superado la revisión de tres colegas antes de ser publicada en una
prestigiosa revista sobre matemáticas de Estados Unidos. Pero todavía no podía creerlo.
Y, por fin, dos años más tarde, encontré un código que incluso me persuadió a mí.
El 1 de setiembre de 1994 volé a Israel para encontrarme en Jerusalén con el poeta Chaim Guri, amigo
íntimo del primer ministro Itzhak Rabin. Le entregué una carta que hizo llegar inmediatamente al primer
ministro.
«Poseo información secreta que afirma que su vida se halla amenazada -empezaba mi carta a Rabin-. La
única vez que aparece su nombre completo (Itzhak Rabin) codificado en la Biblia, lo hallamos asociado a la
frase "asesino que asesinará".»
Un año más tarde, el 4 de noviembre de 1995, llegó la terrible confirmación. Un hombre que se creía
encomendado por Dios disparó a Rabin por espalda. Durante tres mil años, el vaticinio del atentado había
permanecido oculto en el código secreto de la Biblia.
Cuando oí las noticias, me quedé helado. Caí al suelo y pronuncié las mismas palabras que diría más tarde
en ocasión del 11 de setiembre: «Dios mío, es real.»
Mi sorpresa no era que Rabin estuviese muerto, sino que el código era real.
Pero mucho más chocante que la tremenda confirmación del 4 de noviembre de 1995 fue la del atentado a
las Torres Gemelas, porque entone fui consciente de todo lo que predecía el código.
Si el código de la Biblia es real (y ya no tenía duda de ello), sólo puede ner un propósito: prevenir al mundo
de un peligro terrible, incluso definitivo. Y es posible que ese peligro penda sobre nosotros en estos mismos
momentos, porque de otra forma no hubiésemos encontrado el código. Quizá estemos enfrentándonos, ahora
mismo al «fin de los días».
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Los dos grandes Apocalipsis bíblicos, el libro de Daniel del Antiguo Testamento y el libro de las
Revelaciones del Nuevo Testamento, nos hablan de un horror sin precedentes que será completamente
revelado cuando un libro secreto sellado sea abierto en el «fin de los días».
En la Tora, es decir, en los primeros cinco libros que componían antaño la Biblia, encontramos el Final
profetizado cuatro veces. Después, también es predicho en el libro de Daniel. Un ángel le revela el futuro al
anciano profeta y le dice: «Tú, oh Daniel, cierra las palabras y sella el libro hasta la llegada del fin de los días.»
En hebreo, existen dos maneras de escribir el «fin de los días» y sólo aparecen juntas una vez en la Biblia.
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La expresión «en el fin de los días» aparece en el texto directo del Deuteronomio, cuando Moisés habla a
los ancianos israelitas en su travesía por el desierto. En la tabla que sigue, la expresión aparece
horizontalmente.
La otra expresión del «fin de los días» que aparece de forma vertical en la tabla se halla en Daniel, allí
Moisés advierte de la existencia de un futuro terriblemente peligroso.
La probabilidad de encontrar dos frases juntas en la Biblia son al menos de uno entre cien.
Pero todavía hay más.
Justo después del Cuatro de Julio del año 2000, el presidente Clinton anunció que se iba a reunir en Camp
David con el primer ministro israelí del momento, Ehud Barak, y el líder palestino, Yasir Arafat, para hablar
sobre la paz. Todo el mundo sabía que las espadas estaban en alto, pero nadie sospechaba (ni siquiera
ninguno de los tres líderes) cuál era la auténtica magnitud del asunto que se trataba, según el código bíblico.
Pues bien, en la tabla que acabamos de ver, en el único lugar donde se ha Han las dos expresiones bíblicas
que designan «el final de los días», el nom bre de «Arafat» aparece inmaculado, perfectamente deletreado sin
saltos ; asociado al «final de los días».
Y «E. Barak», de nuevo deletreado sin saltos, cruza la segunda expresión codificada del «fin de los días».
En 1998, yo le había mostrado esta tabla a Eli Rips, un año antes de que Barak fuese elegido primer
ministro. Evidentemente, esta predicción se hizo realidad y Barak fue elegido líder de Israel. De todas formas,
Rips estaba concentrado en Arafat. «Arafat está viejo y enfermo —decía Rips—. Si él está implicado en esto,
no hay duda de que nos hallamos en el fin de los días.»
Rips calculó la probabilidad de que los nombres de los líderes de los israelitas y palestinos aparecieran
juntos en el lugar en que «en el fin de le días» estaba codificado junto a «fin de los días». Las probabilidades
de que se produjese tal coincidencia por azar eran de menos de una entre 150 000.
De manera que cuando Clinton anunció la cumbre, decidí enviarle inmediatamente una carta: .«Le adjunto
una copia de mi libro El código secre, de la Biblia porque su anuncio de la cumbre de Camp David entre Barak
Arafat confirma lo que ha vaticinado el código.»
«En esta cumbre hay más en juego de lo que nos imaginamos —continuaba mi carta—. La alternativa está
perfectamente descrita en el código bíblico, el auténtico Armagedón, una guerra mundial nuclear en Oriente
Medio.»
Camp David no dio frutos y se inició una nueva intifada. Después, el general conservador Ariel Sharon, un
declarado detractor del plan de paz, se convirtió en primer ministro de Israel y George W. Bush en presidente
de Estados Unidos. El código de la Biblia se confirmaba de nuevo.
Por lo tanto, el código no sólo vaticinaba ambas elecciones, sino que también hacía mención a los nombres
de «Bush» y «Sharon», donde «fin de los días» estaba codificado con «en el fin de los días».
El doctor Rips estaba asombrado. Una vez más, calculó las probabilidades. La probabilidad de que
surgiesen al azar los nombres de los cuatro mandatarios —de Israel, Palestina y Estados Unidos— junto con
las dos expresiones bíblicas del «fin de los días» eran de uno entre 500 000. Rips añadió que la probabilidad
podría incluso llegar a ser de uno entre un millón, pero que era imposible calcular por completo una serie tan
compleja de emparejamientos.
«En cualquier caso, es obvio que no se trata de azar —dijo Rips—. Sin duda alguna, hay una intención
detrás de esto. Matemáticamente, se trata de una tabla perfecta. Y, como vemos, hace referencia a estos
momentos.»
Todo ello ha estado allí durante más de tres mil años. Los nombres de los líderes del mundo de hoy
codificados aguardando a que los descubriésemos en el momento preciso.
El código de la Biblia, sin duda alguna, nos advierte de que estamos viviendo unos tiempos de extremo
peligro. Un vaticinio de siglos de antigüedad. Pero hablamos del momento presente, de nuestros días.
El fin de los días, el Apocalipsis, ya no es un mito religioso, una visión de pesadilla que nunca se hará
realidad. Ya no es una cosa del pasado ni una posibilidad lejana.
Ya está aquí.
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Hace cuatro años, en octubre de 1998, le entregué a mi abogado, Michael Kennedy, un prestigioso
profesional de Nueva York, una carta sellada para ser abierta en el año 2002. La carta decía:
«Michael:
»Estoy convencido de dos cosas:
»1) Que el código de la Biblia es real.
»2) Que el mundo no escuchará sus advertencias hasta que ya sea demasiado tarde.»
Sucedió lo mismo la última vez que el mundo se halló en peligro. Nadie quería enfrentarse a Hitler. Estados
Unidos estuvo a punto de perder la guerra porque entró en ella demasiado tarde. Ahora intento advertir a la
humanidad de un peligro mayor, aunque la fuente de mis datos es extraña incluso para mí: un código oculto en
la Biblia.
«El código pone en entredicho todos los conceptos de realidad que tenemos en Occidente —decía la carta
sellada—. Por ello, aunque Newton creía que el futuro podía ser vaticinado y que el código bíblico lo revelaría;
aunque un descodificador de primera línea haya ratificado el descubrimiento israelí, todavía no ha sido
enteramente aceptado.
«Incluso el hecho de que el código haya pronosticado la muerte violenta de Rabin, la guerra del Golfo y
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otros importantes sucesos, no ha convencido a los escépticos.
»Me he entrevistado con el primer ministro Peres y con el director del Mossad, pero sé que la mayoría de
los mandatarios no prestarán atención a las advertencias hasta que se cumplan más predicciones.
»Por esta razón he transcrito las más importantes, de manera que se pueda probar que son ciertas y que
las hallamos antes de que sucedieran. »Las advertencias más claras del código son:
»a) el mundo se enfrentará a un "cataclismo económico" que empezará en el año hebreo de 5762 (2002 en
el calendario moderno);
»b) ello conducirá a un período de peligro sin precedentes debido a que el equilibrio nuclear se
desestabilizará y los terroristas podrán adquirir o robar el poder de destruir ciudades enteras;
»c) el peligro alcanzará su cénit en el año hebreo de 5766 (2006 en el calendario moderno), el año que está
más claramente codificado con las expresiones "guerra mundial" y "holocausto atómico".»
El 11 de setiembre de 2001, después de presenciar el ataque a las Torres Gemelas, y tras encontrar estos
hechos perfectamente descritos en la Biblia, decidí recuperar y volver a leer esta carta sellada. Me estremecí al
leerla.
La caída del auténtico símbolo del poder económico norteamericano, el World Trade Center, y el ataque al
mayor símbolo de su poder militar, el Pentágono, hicieron que las predicciones parecieran dramáticamente
reales.
El 17 de setiembre, la víspera del Año Nuevo hebreo de 5762 que estaba codificada junto con «crisis
económica», la Bolsa reabrió por primera vez desde el 11 de setiembre. El índice Dow Jones cayó 684 puntos,
la pérdida más importante en su larga historia, dando inicio a una semana que fue testigo del desplome más
pronunciado desde 1929, el año de la Gran Depresión.
La primera predicción del código bíblico ya se había cumplido. Mi temor era que una nueva crisis nos
condujese a la tercera guerra mundial, de la misma manera que la depresión de 1930 llevó a Hitler al poder,
con el consiguiente desastre de la segunda guerra mundial.
Tanto las expresiones «guerra mundial» como «holocausto atómico» y «fin de los días» se hallan
codificadas junto a «5766», el año hebreo equivalente a 2006.
Comprobé todos los años del próximo siglo y sólo 2006 venía asociado a las tres advertencias. Se trataba
de una predicción clara de que vamos a enfrentarnos a la tercera guerra mundial en tan sólo cinco años.
Le comuniqué mis hallazgos al doctor Rips. El científico calculó las probabilidades en un gran ordenador de
la Universidad Hebrea. Revisó cien mil textos al azar para comprobar si estos grandes peligros podrían
aparecer ligados, por causalidad, a otro año y en otro lugar que no fuese la Biblia.
«Hay una posibilidad entre cien mil de que se dé tal resultado —me informó Rips—. He revisado cien mil
textos al azar y esta combinación de palabras sólo aparece en la Biblia. No puede haber sucedido por
casualidad. Alguien puso intencionadamente la advertencia en la Tora.»
No había duda. En estadística, una probabilidad de uno entre cien es significativa. Uno entre mil es el
criterio más alto que se aplica en matemáticas. Uno entre cien mil confirma definitivamente que el fenómeno no
es casual. Según el código de la Biblia, nos tendremos que enfrentar a ese peligro extremo, la primera guerra
mundial nuclear, en el año 2006.
Si la segunda guerra mundial finalizó con la bomba atómica, la tercera guerra mundial puede iniciarse con
otra. En la actualidad, existen al menos cincuenta mil armas nucleares repartidas por todo el mundo, desde
proyectiles de artillería y maletas bomba a misiles balísticos intercontinentales, todos mucho más potentes que
la bomba de Hiroshima.
Un dato importante: la expresión «holocausto atómico» está codificada junto al año 1945, el año en que se
lanzó la bomba sobre Hiroshima. Y también lo está junto a 2006.
Si el código de la Biblia está en lo cierto, la tercera guerra mundial —una guerra que será librada con armas
de destrucción masiva— acaecerá dentro de pocos años. El mundo entero será arrasado. Estaremos delante
del auténtico y literal fin de los días.
Esta vez, en lugar de una guerra nuclear entre superpoderes, el conflicto que todos temíamos durante la
guerra fría, el mundo tendrá que vérselas con una nueva amenaza: terroristas armados con artefactos
nucleares.
En efecto, «terrorismo» está codificado junto con «guerra mundial» y la palabra árabe que designa a un
terrorista suicida, «shahid» aparece en el mismo lugar. En la misma tabla encontramos la expresión «guerra a
degüello».
El peligro más grande del que nos avisa la Biblia son los fanáticos religiosos apocalípticos, los terroristas
provistos de armas de destrucción masiva, hombres que creen estar cumpliendo una misión encomendada por
Dios.
Lo sucedido el 11 de setiembre podría ser el inicio, no el final, de las hostilidades.
Pero la carta sellada que le entregué a mi abogado en 1998 dejaba abierta la puerta a la esperanza e
incluso después del 11 de setiembre mantuve el optimismo. La carta continuaba diciendo:
«Pero el código de la Biblia nos advierte de posibles futuros, no de un solo futuro. Por eso podemos cambiar
el curso de los acontecimientos, prevenir el desastre total.
»Creo que el código de la Biblia fue creado para prevenirnos. El código ha sido descubierto ahora, en este
momento de la humanidad, porque éste es el momento preciso.
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»Ésa es la razón por la que escribo esta carta sellada en 1998, para que sea abierta en 2002, para
prepararnos para el 2006.»
Pero en la época en la que escribí la carta ya había empezado la búsqueda de otro mensaje sellado en la
antigüedad, el mensaje oculto necesario para sobrevivir al Armagedón.
LA CLAVE DEL CÓDIGO
Cuando cayeron las primeras tinieblas de la tarde sobre el desierto, el suelo empezó a estremecerse. Se oyó
un terrible trueno y la gente empezó a correr a refugiarse en sus tiendas mirando con pavor hacia la montaña
que se erguía delante de ella. Se podía ver una brillante luz blanca en su pico, como si la montaña misma
estuviese ardiendo.
De repente, una voz que salía de la nada dijo: «Moisés, ven a mí. Ve hacia la montaña.»
Según la Biblia, en el año 1200 a. J.C. Moisés subió al monte Sinaí. Allí «vio al Dios de Israel y bajo sus pies
había lo que parecía una obra hecha de losas de zafiros».
La leyenda cuenta que Dios escribió las palabras originales de la Biblia en «piedra de zafiro». Aunque la
piedra era dura como el diamante, podía ser nrollada como un pergamino. Y aunque era de un azul muy
intenso, tambien era transparente. De hecho, la Biblia describe ese material como «de la claridad del
mismísimo cielo».
Una noche me encontraba solo en mi piso de Nueva York leyendo, por primera vez, ese pasaje de la Biblia,
y me di cuenta de que las palabras de la
Ua ^^n escritas sobre «zafiro».
Inmediatamente, pensé que ese oscuro detalle podía ser el secreto del código de la Bíiblia. Si realmente
había un código en la Biblia que podía revelar el futuro, ello debía de estar vaticinado en la misma Biblia en el
pasaje donde Dios le da las Escrituras a Moisés en el monte Sinaí, grabando las palabras en zafiro.
Examiné el texto una y otra vez. Había una pista. En hebreo, la palabra «libro» se dice «sefer». Quizá esta
grafía se debe a que el primer libro, la Biblia, estaba escrito sobre esa piedra.
Después descubrí que «zafiro» también significa «contable», lo cual podía sugerir que desde el principio la
Biblia era también un código matemático. Busqué una clave numérica para descifrarlo, pero no conseguía
avanzar por este camino.
De repente, vi algo muy sencillo. En hebreo, el idioma en el que fue escrita la primera Biblia, «zafiro» al
revés se escribe «Rips».
Eliyahu Rips, el matemático que descubrió el código de la Biblia, aparecía mencionado en el texto sagrado,
en el lugar en el que se relata la venida de Dios al monte Sinaí.
El hallazgo me dejó conmocionado. El mismo doctor Rips se hallaba entre los vaticinios del código.
La misma palabra «zafiro», la piedra azul en la que se había escrito originalmente la Biblia, profetizaba la
existencia del científico que tres mil años después hallaría el código.
Era evidente que el hecho de que «zafiro» escrito al revés diese lugar a «Rips» no era mera casualidad. La
escritura invertida (de espejo) era una práctica común en la antigüedad. El primero de los profetas, Isaías, dijo
al respecto: «Para ver el futuro debes mirar hacia atrás.» En hebreo, esa frase significa también «Lee
inversamente las letras».
No había duda de ello. Además, la escritura invertida no sólo mencionaba a Rips, sino también su actividad.
«Piedra de zafiro» al revés da lugar a «Rips profetiza».
Volé una vez más a Israel para ver a Eli Rips. Era la primera vez que nos veíamos desde la publicación de
mi primer volumen sobre el código de la Biblia un éxito en todo el mundo. La popularidad de mi libro nos había
convertido en el centro de una controversia global.
¿Existía verdaderamente un código en la Biblia que vaticinaba el futuro? ¿Habíamos encontrado realmente
las pruebas de que no estábamos solos? ¿Se trataba de una nueva revelación? ¿Probaba ello la existencia de
Dios?
A lo largo de la investigación que me llevó hasta donde estoy ahora yo había deseado, más de una vez,
olvidarme de todo el asunto. No soy una persona religiosa; no creo en Dios. Y, además, el código de la Biblia
parece predecir terribles amenazas, quizá un auténtico Apocalipsis, una cataclismo que acabará con el mundo.
No quería creer en ello.
Pero ahora, de repente, poseía nuevas pruebas de que el código de la Biblia era real. Pruebas que no podía
pasar por alto. El científico que había descubierto el código era mencionado en el mismo pasaje en el que Dios
le da la Biblia a Moisés; en el único pasaje de la Biblia donde Dios es visto.
Y si el código era real, entonces los peligros que predecía también podían ser reales. Tenía que visitar al
científico que había hallado el código, la persona mencionada en la Biblia, la que podía ayudar a detener la
cuenta atrás del Armagedón.
En 1998, poco antes del shavuot, la fiesta que celebra el momento en el que Dios bajó al monte Sinaí (en el
1200 a. J.C.), le mostré a Eli Rips su nombre en ese pasaje de la Biblia.
Rips no estaba sorprendido. Se lo tomaba todo con una gran humildad. «No es más sorprendente que otros
aspectos del código —dijo Rips—. Si de a Cn información sobre todo el mundo, también se vaticinará la
vida a Uno de nosotros y nuestra interacción con él.»
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Rips fue a buscar un volumen de su biblioteca personal y de nuevo me leyó las palabras pronunciadas en
nuestro primer encuentro. Citaba a un sabio del siglo xviii llamado Genio de Vilna: «La regla es que en la Tora
se encuentra todo lo que fue, es y será hasta el fin de los tiempos, desde la primera hasta la última palabra. Y
no tan sólo en un sentido general, sino hasta en el menor detalle de cada especie y cada uno de sus
individuos, y hasta el detalle de cada detalle de cuanto ocurra desde que una persona nace hasta que deja de
existir.»
Pero Rips negaba ser un profeta. «La Biblia dice claramente que un profeta es aquel que recibe
directamente la información de Dios», argumentaba el matemático.
Aunque yo no creo en Dios, existe una aura alrededor de Rips que me impulsó a preguntarle: «¿No es
posible que el código de la Biblia sea exactamente ese tipo de comunicación? ¿No es posible que Dios le esté
hablando a usted a través del código?»
Rips excluyó la posibilidad de que él fuese un elegido, porque, de hecho, nos hablaba a todos a través del
código.
«Sólo tenemos que darle al botón de ayuda», dijo Rips. Pero al margen de la modestia de Rips, no había
duda de que su nombre aparecía mencionado, en un libro de tres mil años de antigüedad, como el hombre que
descubriría el código.
Y es que no sólo «piedra de zafiro» al revés quería decir «Rips profetizó», sino que donde se hallaba
codificada la expresión «tabla de zafiro», también aparecían cruzadas las palabras «ruso» y «él computará».
Rips había emigrado de Rusia a Israel en 1970, año en el que fue liberado como preso político gracias a
una protesta internacional dirigida por el presidente de la American Mathematical Society.
La Biblia decía que «Rips» era el «ruso» que «computará» el código y en la misma porción de texto se
hallaba codificada la frase «él profetizó», más la expresión cruzada «él mecanizó».
Pero, finalmente, lo que nos convenció del todo fue lo que apareció en el código de la Biblia junto a la
palabra «descodificador». La buscamos en su ordenador.
Junto a «descodificador» aparecía cruzada la palabra «zafiro» y «piedra», las palabras que al revés
significan «Rips profetizó». Además, la palabra «descodificador» se solapaba a «código».
Rips se quedó callado durante un momento. Examinó las palabras en su ordenador y después dijo:
«Cuando uno acepta la idea de que toda la realidad está codificada, puede contemplar que en la Biblia cada
uno de nosotros tenga un lugar en el código. Pero verlo directamente es mucho más impresionante que saberlo
teóricamente.»
«Técnicamente, se trata de un hallazgo muy hermoso», comentó. Un comentario típico en él. Rips atendía
más a la significación matemática que al hecho extraordinario de que su nombre se hallaba plasmado
claramente en el código como el hombre que lo descubriría. Finalmente, el matemático concedió que intentaba
mantener la humildad que requería el descubrimiento. «Yo sé que el Codificador es el Creador del universo.
Por eso mi lugar en esta historia es muy humilde», decía.
Si Eliyahu Rips no era el descodificador del código de la Biblia, por lo menos estaba presente en las
profecías.
Y en ese mismo momento, en su pequeño estudio de Jerusalén, le pregunté si pensaba que llegaría el día
en que pudiésemos descifrar todo el código.
«No tenemos la clave —respondió Rips—. Ni usando los ordenadores más potentes del mundo podríamos
resolver este misterio. Yo creo que la Tora es la palabra de Dios. Todo está contenido en ella. Pero no
podemos saber por qué o con qué propósito hasta el día en que, quizá, se encuentre la clave del código.»
Rips añadió que el código de la Biblia era como un rompecabezas gigantesco del que sólo teníamos unas
cuantas piezas. Dijo que quizá Dios sólo quería que viésemos una parte de su totalidad.
—El código puede escoger qué parte de sí mismo va a revelar. Puede enseñarnos una información X, pero
no la Y o la Z.
—Pero el código dice que el mundo puede acabar en el año 2006 —le recordé—. Necesitamos encontrar
las demás piezas del rompecabezas ahora mismo. Tenemos que actuar antes de que sea demasiado tarde.
—Cada una de las piezas es parte de un todo que no podemos alcanzar a ver —dijo Rips—. Por lo tanto,
cualquier intervención es un acto de impertinencia.
Mencioné las predicciones relativas a «guerra mundial», «holocausto atómico» y «fin de los días», frases
que estaban codificadas junto con el año 2006. También subrayé que habíamos investigado todos y cada uno
de los años de aquí hasta el próximo siglo y que sólo ese año se hallaba claramente codificado. De hecho, en
ese mismo momento nos hallábamos sentados en un lugar al que se señalaba como objetivo del peligro:
«Jerusalén.»
—Estamos en las manos de Dios —dijo Rips.
Le pregunté de nuevo:
-Pero ¿piensa usted que es posible que podamos algún día ver el código completo?
-Si conseguimos la clave, sí —respondió.
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La clave. Estuve pensando en ella durante todo el tiempo que permanecí en Israel y, una noche, encendí mi
ordenador portátil y busqué en el código bíblico la expresión «clave del código». La encontré citada cuatro
veces.
Una de esas expresiones codificadas se veía atravesada por una palabra hebrea que desconocía. Sólo la
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pude encontrar en un diccionario hebreo especializado. Su significado: «obeliscos».
Obeliscos. No era lo que yo esperaba. Había visto obeliscos en alguna que otra ocasión: pilares de piedra
rematados en forma de pirámide. Eran unas construcciones egipcias de unos tres metros de altura. Se pueden
contemplar algunos en Roma, Londres y París, botín de los conquistadores de Egipto a lo largo de los siglos.
He llegado a tener delante incluso un obelisco de 3600 años de antigüedad en Nueva York, cincelado con
jeroglíficos que relataban la vida heroica de un antiguo faraón.
Pero eso no era lo que me esperaba en relación a «clave del código». Imaginaba que podía encontrar una
fórmula matemática o un conjunto de instrucciones, no un objeto físico y mucho menos un obelisco.
En ambas ocasiones, la palabra «obeliscos» aparecía como parte de una frase, «boca de los obeliscos».
Ello me sugería que no se trataba de simples pilares de piedra, sino de una especie de oráculos, de predictores
del futuro. Quizá nos pudiesen contar algo.
Era difícil de creer: Pero no había duda de que estas palabras habían sido puestas alli de manera intencional.
«Obeliscos» aparecería dos veces junto a la expresión «clave del código» dos veces, en ambas ocasiones
cruzándola.
Una coincidencia que superaba claramente cualquier probabilidad azarosa.
Como siempre, Rips calculó las probabilidades en un ordenador muy potente de la Universidad Hebrea y me
envió un mensaje electrónico con el redosultado: «La probabilidad de que las expresiones "clave del código" y
"boca de los obeliscos" coincidan por azar es de una entre un millón. ¡Enhorabuena!».
Más tarde, Rips me contó que era el mejor resultado de todos los que habíamos hallado. «Ningún otro par
de datos en la historia de la investigación obre códigos ha tenido una significación estadística tan alta —
decía—. Dos coincidencias así no pueden ocurrir por casualidad. Se trata de algo intencional. El código es, a
nivel matemático, rigurosamente cierto.»
Y en el mismo lugar, en ambas ocasiones, el texto directo de la Biblia decía «señor del código».
Señor del código. Esta expresión, en hebreo, tiene más de un significado. También puede ser una manera
bíblica de decir «el codificador». Era demasiado perfecto.
Después busqué en el código si existía la expresión «señor del código» (esta vez, codificada) y cuál fue mi
sorpresa cuando la encontré en el mismo pasaje del Éxodo que hablaba de Dios descendiendo al monte Sinaí
para darle a Moisés las tablas de la ley escritas en «zafiro», la palabra que identificaba al científico que iba a
descubrir el código, «Rips».
Y en el mismo fragmento donde se leía «obeliscos» aparecían de nuevo las palabras del texto directo que
decían «objeto del Cielo».
A partir de ahí busqué información antigua sobre «obeliscos» y encontré un texto judío de 1700 años de
antigüedad llamado el Midras que confirmaba inmediatamente el código bíblico:
«¿Qué eran esos "obeliscos"? No eran objetos creados por la mano humana, sino ingenios del Cielo.»
Se trataba, sin duda, de una afirmación extraordinaria. La fuente autorizada más antigua decía claramente
que los «obeliscos» no provenían de este planeta; quizá de otro reino. Pero aún había más. El Midras también
decía que eran humanoides:
«Tenían ojos como ventanas; eran una especie de hombres y mujeres al mismo tiempo.»
El texto antiguo no decía que estuviesen vivos, pero sugería que podían ver y quizá hablar.Y el Midras
parecía decir que los obeliscos eran representantes de cierta forma de vida, quizá no de este mundo.
Volví a ver a Eli Rips. Él, por supuesto, no estaba nada sorprendido de que los obeliscos no fuesen de este
mundo, porque él estaba seguro de que el código de la Biblia y la Biblia misma procedían de otro reino: el de
Dios.
Le conté a Rips que yo creía que iba a encontrar una fórmula matemática no un pilar de piedra, de este
mundo o del que fuese. Rips respondió: «Podrían ser ambas cosas.»
Me contó que en hebreo la palabra «clave» también significaba «grabado». De manera que «clave del
código» podía traducirse como «código grabado». Y que, por lo tanto, tenía sentido que la palabra relacionada
con ello fuese «obelisco». Ello sugería que la clave que estábamos buscando estaba grabada en pilares de
piedra.
Buscamos en su ordenador la expresión «clave matemática». También estaba codificada. Entonces, ambos
hallamos algo extraordinario: de nuevo, junto a «clave matemática» aparecía el mismo pasaje del Éxodo en el
que Dios se revela en el monte Sinaí. El pasaje que dice que la primera Biblia estaba escrita en «zafiro», la
palabra que al revés da lugar a «Rips».
Buscamos «código en el obelisco». Apareció una vez e iba a asociada al término «Cielo».
Volvimos a buscar la codificación de «código de la Biblia» que habíamos buscado muchos años antes.
Cruzando la expresión «código de la Biblia» se hallaba la palabra «obelisco».
Ambos estábamos sorprendidísimos. La confirmación parecía absoluta. Había obeliscos (al menos, los
había habido mucho tiempo atrás) que contenían los secretos del código de la Biblia.
Pero si era cierto que el código de la Biblia era real; si se necesitaba un objeto físico para obtener la clave
de su interpretación, estaríamos delante de algo muy importante y revelador: tendríamos la prueba de que no
estamos solos en el universo.
Si en un obelisco de miles de años de antigüedad existiesen restos de una ciencia más avanzada que la
nuestra, una difícil clave matemática, llegaríamos a la conclusión de que fue obra de una civilización más
evolucionada que la nuestra, procedente directamente del «Cielo», del Más Allá.
13
Ningún ser humano, ni de la antigüedad ni del presente, podría haber creado el código de la Biblia. Nuestra
ciencia es todavía demasiado primitiva Y ninguno de nosotros puede ver el futuro.
Así que si pudiésemos encontrar los obeliscos mencionados, no sólo accederíamos a la clave del código de
la Biblia y contemplar el futuro sino que tendríamos pruebas de la existencia de un pasado olvidado.
Quizá alcanzásemos a conocer la identidad del «señor del código», el codificador. Quizá incluso la identidad
de Dios.
Pero ¿qué fueron los obeliscos?
---------------------------------
Me encontraba de viaje rumbo a Israel, poco antes del día de Acción de Gracias de 1998, estudiando la
expresión «código de la Biblia» junto a la palabra «obelisco».
Y entonces vi que en el texto directo de la Biblia cercano a «obelisco» y «código de la Biblia» se hacía
referencia a un lugar: «en el valle de Sidim».
Sabía que había visto mencionado ese nombre antes en algún lugar. Consulté en mi ordenador portátil y ahí
estaba: «código en el obelisco» y, cruzando, la expresión «valle de Sidim».
La localización de ese valle aparecía en el texto directo de la Biblia, en la historia de Abraham. La referencia
completa del Génesis 14:3 revelaba dónde se hallaba: «el valle de Sidim, en el mar Muerto».
El mar Muerto es, por supuesto, un lugar bien conocido. Se encuentra entre Israel y Jordania, un mar
interior tan salado que nada puede vivir en él.
Pero otra cosa era el valle de Sidim, que no aparecía en ningún mapa moderno. Consulté muchos mapas de
lugares bíblicos. Ni rastro. Todo lo que podía saber de su localización era lo que decía el Génesis. Ningún
estudioso moderno sabía más. Algunas personas especulaban que el valle podía estar sumergido. Por lo tanto,
no cerca del mar Muerto, sino bajo el mismo. Una cosa era evidente: el valle de Sidim era un lugar antiguo y
aparentemente perdido incluso en la época en que fue escrita, hace más de tres mil años.
Es tan antiguo que cuando se redactó el Génesis su autor identificó su localización con el mar que ya
entonces lo cubría.
Pregunté a rabinos y estudiosos de la Biblia. Me dijeron que en el Midras, libro de comentarios sobre la
Biblia, existía una mención al valle de Sidim de unos dos mil años de antigüedad. La información más conocida
era la proporcionada por Rashi, un ciudadano francés de origen judío del Medievo. Éste escribió que el valle
era en el pasado un lugar fértil cubierto de orquídeas, pero que el mar Mediterráneo lo anegó, lo que supuso el
nacimiento del mar Muerto.
Pero ningún sabio antiguo o moderno sabía ahora dónde se hallaba exactamente el valle.
Fui a ver a la mayor autoridad científica sobre el mar Muerto, un geólogo israelí llamado David Neev.
«Aquí está todo lo que sabemos de ese lugar a través del Génesis —me dijo Neev—. En la Biblia se
identifica el valle con el mar Muerto. Es el lugar donde se libró una gran batalla. Fue donde los reyes de
Sodoma y Gomorra, huyendo de la guerra, cayeron en fosos de alquitrán.»
Neev sugería que el valle de Sidim debía, por lo tanto, estar cerca de Sodoma y Gomorra. Según su teoría,
un gran terremoto destruyó las dos ciudades hace más de cuatro mil años y las enterró bajo el mar Muerto. Ése
era, según él, el suceso real detrás del mito de la Biblia.
Pero nadie sabía exactamente dónde se levantaban las ciudades, probablemente sumergidas bajo las
aguas.
Pero aun así, todavía quedaba alguna esperanza. El mar Muerto se encontraba en esos momentos en su
nivel más bajo de los últimos cinco mil años. Lo que había estado bajo el agua desde el amanecer de la
civilización podría ahora salir a la luz.
«El mar Muerto es como una tetera a fuego rápido, está hirviendo y el líquido se evapora —decía Neev—.
En otros cien años, grandes partes del mar simplemente desaparecerán. Hasta que no quede nada excepto
sal.»
El geólogo me enseñó un gráfico que revelaba los niveles del agua. El mar había reducido su caudal en
cuatrocientos metros durante la pasada década.
La última vez que los niveles habían sido tan bajos fue hace entre 5500 y 8000 años.
¿Estaba el mar Muerto a punto de revelar sus secretos más antiguos?
La última vez que el caudal estuvo tan bajo se trataba de una época misteriosa en la que aparecieron las
primeras civilizaciones, una época en la que prácticamente de la nada aparecieron la escritura, las
matemáticas, la astronomía y la agricultura, el hombre aprendió a trabajar los metales y se construyeron las
primeras ciudades.
«Si lo que busca fue erigido durante el período calcolítico, en el que se dio el surgimiento repentino de la
civilización, entonces es posible que se haya mantenido oculto hasta el día de hoy —dijo Neev—. Pero si su
objeto fue construido hace cinco mil años y después el mar lo cubrió durante siglos, cuando el nivel del mar se
reduzca no podrá ver ningún obelisco, ni siquiera un palacio o una ciudad; sólo barro, sedimento y sal.»
El geólogo me dio otra pista más: «Sidim en hebreo significa "cal", así que creo que debería buscar el valle
de la Cal. De hecho, algunas traducciones de la Biblia llaman al valle de Sidim "el valle de la Cal".»
Neev me sugirió que buscase en la parte jordana del mar Muerto. «Existe una península allí llamada Lisan
—me dijo—. Se trata de una pequeña extensión de roca salina cubierta de piedra caliza.»
Él nunca había estado allí puesto que Israel había tenido tres guerras con Jordania. «Tenga cuidado —me
advirtió—. Es territorio enemigo.»
14
---------------------------------
Mi guía no entendía por qué quería ir a la península de Lisan. Era el primer turista que le pedía ir a allí.
Lisan es un saliente de terreno con una forma muy extraña que se introduce en el interior del mar Muerto.
Parece una lengua y, de hecho, tanto en hebreo como en árabe «Lisan» significa «lengua».
Cuando llegamos allí era como si acabásemos de pisar la Luna. El paisaje de Lisan es yermo,
completamente desprovisto de vegetación. Al brillante sol del desierto, el terreno parecía blanco, cubierto
completamente de cal.
Esta península es el único lugar del mar Muerto que queda por encima del nivel del agua, reminiscencia del
«valle de Sidim», el «valle de la Cal». Parecía mitológicamente perfecto. El ombligo del mundo. El lugar más
bajo del planeta, a cuarenta metros bajo el nivel del mar.
En todo el planeta no hay tierra tan seca y baja. Yo desembarqué en una zona que había salido a la
superficie durante la última década. Así que cuando puse el pie en la costa de la península de Lisan,
recientemente expuesta a la superficie tras cinco mil años de inmersión, me hallaba en la zona más baja del
lugar más bajo de la Tierra. El fondo del mundo.
Entre los mensajes del código de la Biblia se leía «el fondo del mundo». En la misma tabla, «Lisan» y,
cruzando esta palabra, «clave antigua».
Lo que una vez se levantó en tierra firme para pasar a estar sumergido durante toda la historia de la
civilización humana podría quedar ahora expuesto a la superficie, cubierto de arena, barro, arcilla y la gruesa
capa de sal que dejó el mar.
Ahora la península estaba absolutamente vacía. No quedaba ningún signo de haber sido habitada. Ni ahora
ni nunca. Las únicas personas en toda la península eran trabajadores de las minas de sal.
Lisan se hallaba desértica, pero estaba rodeada por extraordinarios hallazgos arqueológicos de un glorioso
pasado bíblico.
Al otro lado del mar se encontraban las cuevas de Qumran, donde se hallaron las copias más antiguas de la
Biblia, los pergaminos del mar Muerto. Durante más de dos mil años se preservaron allí palabras sagradas
escritas sobre pieles de animales. En 1947, un joven pastor lanzó una piedra al interior de las cuevas y oyó un
crujido de cerámica. Dentro de la urna rota encontró un libro completo de la Biblia; había resistido intacto el
paso del tiempo.
No muy lejos de allí, en la parte israelí, se podía distinguir la fortaleza de Masada, donde hace dos mil años
una pequeña comunidad de judíos resistió el ataque de las legiones romanas hasta que finalmente perecieron
todos. Allí arriba, coronando el altiplano, las antiguas piedras de la fortaleza contemplaban el inhóspito paisaje,
inamovible durante dos milenios.
En la parte jordana, a menos de una milla del mar, había sido desenterrado recientemente un pueblo de
cinco mil años de antigüedad, Bab-Edrah. Sus muros permanecían intactos. Podía tratarse de la bíblica Zoar,
adonde, según la leyenda, Lot huyó para escapar a la destrucción de Sodoma y Gomorra.
Por lo tanto no era enteramente imposible que bajo mis pies, en esta yerma península, hubiese un obelisco
grabado con la «clave del código».
La península de Lisan era sólo un punto en el mapa, pero tenía cuarenta kilómetros cuadrados. Allí, de pie,
mientras contemplaba aquella extensión de cal y sal, me di cuenta de que era una área demasiado grande para
buscar un pilar o un palacio que seguramente estarían bajo tierra. Podía estar pisando, en ese mismo instante,
el punto exacto donde se encontraban y no llegar nunca a sospecharlo.
Así que volví a la Biblia y al código.
Existe un libro en el Antiguo Testamento donde se menciona Lisan. Se trata del libro de Josué, la historia de
un joven guerrero que condujo a los israelitas a su destino final, después del fallecimiento de Moisés. De
hecho, su tarea fue llevarlos de Jordania a Israel.
En Josué 15:5 encontré «Lisan, lengua del mar», y codificado en vertical, la frase «encontró el lugar exacto,
Lisan».
En Josué 18:19 aparece de nuevo «Lisan, lengua del mar Muerto, al norte» e incluso una descripción aún
más precisa de la localización de mi objetivo.
«Codificador» aparece también codificado en vertical sobre el texto directo que revela la localización.
«Cod

Publicado por: M. Portas em outubro 27, 2005 03:20 PM



והכל אמת ! ספר מהפכני המשלב בתוכו אין ספור ממצאים מרתקים !

07/06/2005 בועז \ הידברות

A revolutionary new book on Torah Code!

Dr. Alexander Rotenberg: And All This Is Truth!

Mysteries hidden in the Book of books

Jerusalem 2005, Hardcover, 190 pp, 117 color ill.

Dr. Alexander Rotenberg, a descendent of the Vilna Gaon family and Ph.D. in mathematics, found a surprising regularity in the encoding of information hidden in the Torah. Using a new approach, he shows in over one hundred examples, that crucial facts the Torah speaks about are encoded in the actual biblical text. The Torah Code method which is obtained from our Sages, is now not question of belief, but a mathematical fact!
דעת גדולי התורה:
וכידוע אין אני נותן הסכמות לספרים מטעם הכמוס עמדי, אך ברכתי שלוחה להרב המחבר שיזכה לשקוד על התורה מתוך שמחה ונחת ולחבר חיבורים מועילים ולהפיצם בכרם בית ישראל, להגדיל תורה ולהאדירה. הרב חיים פינחס שיינברג, ראש ישיבת ''תורה אור'', ומורה הוראה דקרית מטרסדורף

הנני בזה להודיע בשער בת רבים בשבחו של הרב אלכסנדר רוטנברג שליט''א אשר זכה לגלות נפלאות מעוררי התפעלות עצומה, והמכריח להודות שהכל אמת בתורותינו הקדושה ואשרי לו שככה זכה.
הרב זלמן נחמיה גולדברג, חבר בית הדין הרבני הגדול, ראש כולל ''דעת משה'' - סדיגורה

ידידי מזכה הרבים הרב אלכסנדר רוטנברג שליט''א שלום וברכה! הנה ראיתי מעט מגיליונות ספרך החשוב 'והכל אמת' הכולל בחובו לקט פירושים על התורה בדרך הקודים בתורה. אשר אור שיטה זו נתגלה בעולם בעשרות שנים האחרונות וראיתי בו בכמה מקומות אשר מצאת דברים נפלאים הפותחים לב ומאירים עינים וגם בהכירי אותך ליר''ש ומאמין מיוחד ומעשיך הם לרבות כבוד שמים ובודאי שדבריך יתקבלו. הרב יהודה סילמן, רב קהלת חסידים רמת אלחנן – בני ברק, חבר הבד''צ בני ברק

''There are already a considerable number of books on Torah Codes. However, this book is not only valuable addition to this area of investigation; it reveals a completely new layer of Torah Code. Dr. Rotenberg has made remarkable progress in understanding the structure of Torah Codes. Happy is the eye that sees these beautiful jewels!'' E.Rips, Prof. of Mathematics, Hebrew University of Jerusalem

''There are a variety of popular treatments of Torah or Bible codes. Dr. Rotenberg's book stands out and is unique among them. Its concern is exclusively to show how some of the most famous and important Torah interpretations encoded in the exact place and verse on which they are commenting'' R.M. Haralick, Prof. of City University of NY, former President of International Assoc. of Pattern Recognition

''Jewish Sages state that everything is in the Torah, much of which is hidden from the eye when simply reading the verse. Therefore, it is invaluable when we are permitted, by some traditional system of interpretation, to see how this is true. The genius with which Dr. Rotenberg has done this using the Torah code method is also somewhat of a wonder, making this work a very special gift to the Jewish people at this late stage of history. One finding, in the very first verse of the Torah, should draw special attention. Here is the first verse of the Torah:

בראשית ברא א-להים את השמים ואת הארץ (בראשית א', א')

In the beginning, God created Heaven and Earth. (Genesis 1:1)

The author writes: According to Tradition, in an actual Torah scroll, the first Hebrew letter, a ‘bais’, is written larger than those that follow it, and is called a bais rabbosi - large ‘bais’. It is the first of the several large letters in Tanach. In book versions of the Torah, there will actually be a notation to that effect in the margin written thus: ב' רבתי.
If one begins with the eighth letter of the Hebrew verse, a raish, and joins it with the next three letters to its right, the word רבתיemerges.
Now, the remaining letters to the right, when read from right to left spell: ב' ראש which means, “bais at the head”, that is, at the beginning. The letter ‘aleph’ following רבתי – large - means “the first”. Thus, together with the encoded word, a sentence can be read:

ב' ראש רבתי א'

which means: “The first bais is the first large (letter)”. (End of citation)

This is striking, for even though millions of Jews throughout the generations have long studied Torah and these words - In the beginning God created - none of them, including the greatest sages, left any sign that the tradition of writing the first Torah's letter larger is hinted to inside the first two words of the text. This is just one small example of why the publishing of this book is of great significance.'' Rabbi Pinchas Winston

This book is an entirely new and exciting revelation of the Bible Code. Dr. Rotenberg has for the first time shown us how the code confirms the connection between the most important ancient commentaries on the Bible, and the original words of the Bible itself. His discoveries are nothing short of amazing. His presentation is totally convincing. And All This Is Truth! is also a wonderful read, at once a work of real scholarship and a real page-turner. Now this brilliant book will enlighten everyone, and help them to see the scientific proof that the Bible Code is a modern miracle. Michael Drosnin, author of the international bestseller, The Bible Code

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08/05/2005 18:24:00 דורון כץ 1.
הספר החדש באנגלית 052-2800050

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26/08/2005 13:40:59 יצחק שטרקמן 2.
והכל אמת מעונין בספר

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27/11/2005 15:45:10 נחמיה שיף 3.
הספר מתי יתורגם לעברית?

תגובת המערכת:
לא ידוע לנו.


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אסון רמדיה


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ערפאת והמוקטעה נפגשים.


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פגוע בהילטון טאבה


השייח יאסין נורה ממסוק


הקדמה לשיטת הדילוגים


יום השבת וישראל





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Publicado por: M. Portas em dezembro 18, 2005 02:17 AM

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Publicado por: online directory main em maio 19, 2006 05:20 PM

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Publicado por: mikel em junho 3, 2006 11:20 AM