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agosto 11, 2005
PROFES VERSUS CRIANCINHAS
Estava eu todo entretido em galhofas mentais com o artigo de Gabriel Mithrá Ribeiro sobre a educação em Portugal e o seu "o problema do ensino básico em Portugal é não se darem zeros", imaginando alunos de 11 anos a pensar "Bof, tive 1. Isto não é nada! Vou mas é jogar mais PS2.", em oposição a "Ahhhhhh, tive 0!!! Isto é uma monumental catástrofe pessoal que penhora todo o meu futuro e coloca em risco a evolução económica nacional. Vou passar a estudar cinco horas por dia e a comprar regularmente a revista Atlântico para me cultivar com os artigos do professor Mithrá!"
Quando eis que deparo com um texto de um aparente discípulo do professor Mithrá no BDE!
Como, ao contrário do artigo do professor Mithrá, este texto saiu numa publicação séria, vou responder-lhe com toda a seriedade.
O texto começa com a proposição absurda de que o objectivo do ensino português é "querer alcançar os resultados europeus, nomeadamente a percentagem de alunos que terminam o ensino básico e secundário" e que "o ensino da Matemática é hoje menos exigente do que era há uma década atrás" porque se tenta passar a mensagem que «a matemática é do domínio do concreto, resolve problemas da realidade» e assim se aumenta o "facilitismo".
Ora, há uma década atrás, não havia exames nacionais no final de cada ano do secundário e nem havia sequer provas disciplinares de acesso à Universidade. Somente existia a PGA, que era um teste de cultura geral. Então como é que se pode dizer que o ensino da Matemática é agora "menos exigente"?
Adicionalmente, desde o tempo da outra senhora que se ensina Matemática às criancinhas pondo-as a substrair as maçãs do Manel às laranjas do Jaquim, e o Random queixa-se que agora o ensino está a tornar-se mais concreto???
Depois diz-se que a Português "não se dão certos textos por serem considerados de nível mais complexo do que é de esperar de um aluno de secundário", o que é um perfeito disparate. Alguns textos cairam dos programas, porque a filosofia agora é ensinar os alunos a trabalhar com tipos de textos com que se depararão na sua vida profissional e não com lindos sonetos barrocos que nunca irão ver num escritório de advogados.
A nível literário, por sua vez, o objectivo é dar aos alunos textos que eles gostem de ler e que os motivem a tornar-se leitores para o resto da vida, e não textos que empinem e vomitem no teste. Ora, eu estou perfeitamente disposto a aceitar que o Random tenha descoberto o prazer da leitura aos 6 anos quando devorou pela primeira vez as obras completas de D. Francisco Manuel de Melo, mas o facto é que a grande maioria dos leitores ao longo da vida começa com coisas mais básicas: o Sandokan, o Harry Potter, o tio Patinhas ou os livros do Álvaro Magalhães.
Parece, assim, en passant, que as soluções apontadas pelo Random para o "gravíssimo estado da educação portuguesa" são não ter "medo de reprovar os meninos" pois "não traumatiza e até faz muito bem!", o que nos leva a deduzir que os melhores alunos das nossas escolas não são os que têm explicações particulares mas antes os que acabam o 12.º ano aos 40 anos, como imagino tenha sido o caso do nosso itálico comentador.
O Random conclui, dizendo, e bem, que o "problema ataca-se de raiz". Mas será que a raiz são mesmo os alunos? Mais raiz ainda não será quem ensina os alunos: os professores? Raiz de tudo isto não será antes quem ensina os professores: os docentes universitários que se limitam a debitar a sua tese de doutoramento nas aulas, ocupados que estão a publicar sonetos e a fazer intrigas académicas, para se demorarem a pensar no que precisa de saber um futuro professor?
Publicado por Jorge Palinhos às agosto 11, 2005 06:01 PM
Comentários
Este teu texto, Palinhos, é bestial. Literalmente.
Publicado por: Valupi em agosto 11, 2005 07:07 PM
Só duas coisinhas:
1) Hoje menos dez anos é 1995. Em 1995 havia as provas específicas para acesso ao ensino superior e a prova de aferição que se bem me lembro era Matemática para a via de ensino Ciências.
2) Eu não concordo que se leia o regulamento do Big Brother em aulas de português. A escola é não só para ensinar, mas para mostrar, alargar os horizontes dos alunos. Big Brother e novelas e Harry Potter já eles sabem. Se não for a escola a mostrar outros mundos, caso os alunos não tenham pais que conheçam, estarão ignorantes do que é um bom texto de português, um poema, uma peça de Gil Vicente, não saberão de Aquilino Ribeiro, Miguel Torga, Vergílio Ferreira, Eça de Queiroz... Eu nunca me deparei com a Sophia de Mello Breyner Andersen na minha vida profissional, mas digo-lhe, estou satisfeita de a ter um dia encontrado. O primeiro encontro foi na escola. Foi fixe.
Publicado por: Gabriela em agosto 11, 2005 07:24 PM
Escrever sobre o tema do ensino e da educação se tornou inevitável depois de ler este post de Jorge Paulinhos do Blogue de Esquerda. Sem me referir a partes em concreto do post, do qual discordo em quase tudo não resisto a comentar uma série de coisas sobre o tema.
É dificíl para quem teve algum contacto com os alunos que entram nas nossas universidades nos últimos anos negar que o nível de conhecimentos, a capacidade de esforço e o desejo de aprender dos alunos decaiu de maneira grosseira em um espaço de muitos poucos anos. Do que observei e pude comprovar isto ocorre não só para os novos alunos que ingressam estudos universitários, mas também para aqueles que os terminam, o que é ainda mais grave.
Falando de Matemática, pude verificar explícitamente que alguns professores actuais desta matéria, recém licenciados, possuem deficiências de conhecimentos que já seriam graves em alunos acabados de entrar na Universidade ou mesmo em alunos secundários. Um professor que conheci não sabia e se negava a aceitar que a negação de maior é menor ou igual, e não menor... Outro não sabia fazer cálculos de matrizes. E outro não sabia que 0,999... (dízima periódica infinita) é 1. É preciso não esquecer que estes professores todos, foram alunos de Universidade, e antes disso do secundário...
A cultura recente da aprovação massiva dos alunos (que não é um mal somente português...) é em minha opinião a primeira responsável deste cancro. A segunda responsável, que em realidade é talvez apenas a outra face da moeda do mesmo problema, é o falso valor de acreditarmos em cursos universitários como bens de primeira necessidade para toda a população. O sistema de educação que disso tudo nasce é um sistema doente, onde os níveis de exigência se reduzem de forma exponencial a cada ano pelo ciclo vicioso que ele gera. Estamos creando cidadãos e "doutores" que não consideram a excelência um valor, e muito menos algo que se deva exigir de um mesmo ou dos demais. Professores que o são por facilitismo e que profundizam os defeitos que aprenderam nos seus alunos, e assim sucessivamente.
O pior de tudo é que tudo era bastante óbvio e previsível. Só quem não foi miúdo, ou pelo menos não foi normal nem conheceu quem o fosse, não sabe que a maior parte dos adolescentes sabendo que não é necessário estudar para "passar de ano" seguramente não vai estudar. E depois ainda queremos que estes adolescentes sejam universitários, e no caso daqueles piorzinhos, professores... A mim quando era monitor na Universidade, um professor me pediu para durante a correcção de exames finais considerar alguma pontuação para as respostas que contivessem pelo menos uma fórmula correctamente escrita, ainda que a resposta estivesse totalmente errada. Tudo para evitar o desagrado de reprovar uma maioria de alunos que em realidade deveriam ser reprovados. Par isso nos pagavam também. Estivemos muito próximos de aprovar em larga escala alunos incapazes de responder a uma pergunta correctamente, e se dessa vez não ocorreu, imagino que hoje já terá ocorrido. Estamos falando daquela que pelo menos então era considerada a melhor universidade de engenharia do país... Não considero que seja exagero chamar a isto trágico.
Se equivocam quem ache que a culpa é dos professores. Personalizam um problema que é do sistema. É a tragédia da pedagogia... Um sistema de educação suficientemente bom deve manter o seu grau de exigência independentemente do seu sucesso pedagógico. Falhar em tudo não é melhor que falhar em parte. Um bom aluno, e aquele que mais provavelmente se destacará no futuro é aquele que consegue aprender mesmo tendo um mal professor. Estes alunos deveriam ser os que o nosso sistema de educação deveria tentar formar. Para isto é necessário que a base do edificío seja a exigência e só em segundo lugar a pedagogia. Caso contrário estamos enganando nossos jovens, e por consequência o nosso país e seu futuro.
Só numa coisa estou de acordo com Jorge Paulinhos, se bem que considero secundário para a resolução do problema. Aos professores portugueses se lhes exige muito pouco. Tal como no caso dos alunos, e para completar um ciclo de virtude em oposição ao ciclo vicioso actual, o critério de exigência aqui deveria ser fundamental. A começar pelos critérios de admissão. Os critérios actuais não são suficientes e deveriam existir provas de admissão que avaliassem critérios minímos de conhecimentos técnicos em primeiro lugar, e em segundo lugar pedagógicos dos novos professores. E já agora que o processo fosse único e a nível nacional, pois o actual sistema é anti-democrático já que vai em contra do que foi votado pela maioria dos portugueses no referendo sobre a regionalização.
Publicado por: Caetera em agosto 11, 2005 07:40 PM
amigo Jorge, como estás enganado!
1) os programas leccionados (?) hoje até à entrada nas universidades são absurdamente ocos e inconsequentes. falo por exemplo da matemática e do português, que são os que conheço melhor. Nem sequer se trata de facilitismo... trata-se de despojar as matérias daquilo que as enforma. Basta pegar num qualquer manual de matemática de há 10 anos e perceber que, na altura, se apostava no exagero da abstracção e na construção de um corpo consistente de conhecimento (ainda que bruto e exigente), avesso a uma apropriação imediata e longe de qualquer aproximação evidente à realidade. Hoje, limitamo-nos a replicar modelos para resolução de exercícios, sempre que possível, mascarados de aplicação em situações "terrenas".
2. essencialmente, a aposta está no ensino de estratégias de resolução de problemas (na matemática, no português e no resto) e não na análise dos problemas e busca de soluções;
3. isto é visível no tipo de matérias ensinadas mas, sobretudo, na forma como são ensinadas. Curiosamente, as orientações pedagógicas no final dos programas enviadas pelo Ministério da Educação apelam a coisas como "no final deste capítulo, o aluno deverá ser capaz de analisar, interpretar e resolver..." quando, depois, toda a estratégia de avaliação, seriação e classificação de alunos, escolas e professores é baseada na capacidade de "responder como se quer" e nada mais;
4. este último ponto, que me irrita particularmente, conduz a esse dito "facilitismo" mas, sobretudo, à formação da massa acrítica que não lerá o soneto barroco que lhe não serve para nada. E não o fará porque não aprendeu a ser curioso e a ir um nadinha que fosse mais além do que o que lhe ensinaram a responder na escola.
5. evidentemente, esta é uma resposta incompleta a um articulado incompleto... todas as questões que se prendem com a educação implicam a análise de inúmeros vectores, todos a condicionar todos... e, na dicussão, há sempre o perigo de cair em erros grosseiros que inquinam a coisa desde início: por exemplo, a tentativa de comparar métodos, programas e população escolar de épocas distintas sem atender às circunstâncias que as envolvem é uma jogada arriscada; mas também é complicado falar de uma parte do sistema de ensino sem implicar as outras ou de procurar tecer considerações sérias sobre o todo sem atender às particularidades de cada secção, grupo profissional ou sector da comunidade educativa e por aí fora;
e a vastidão desta matéria transcende e dificulta qualquer discussão séria em espaço tão limitado mas podemos ir trocando umas impressões...
Publicado por: NC em agosto 11, 2005 08:36 PM
Caro Jorge Palinhos,
Tenho imenso respeito por si, contudo não posso deixar de dizer que só diz asneiras do princípio ao fim. Apetece perguntar se trabalha na área da Educação e se tem contacto com alunos do Secundário e Universitário regularmente, como eu tenho, pois se tem ou desligou-se do mundo e se não tem mais valia não falar do que não domina.
Vamos por pontos.
1)
Não entendeu que quando eu (e muitas outras pessoas da área da Educação) dizem que o objectivo é alcançar os resultados europeus é um misto de ironia com verdade, pois obviamente que seria um absurdo se tal proposição fosse oficial. Não o é, e se fosse todos saberiamos. No entanto, perante os resultados à vista é o que apetece concluir. Pois temos mais alunos a chegar ao 12º ano (o que não é difícil pois são levados às costas) e no entanto estão cada vez menos preparados para o Ensino Superior.
Quantos exemplos conhece de alunos que de 7 negativas do 2º período passam para 3 no 3º período? Isso não é um sinal de doença no Ensino? Eu conheço vários.
Como imagina, não precisa de ter as coisas escritas no papel para elas acontecerem.
2)
Relativamente ao Ensino da Matemática, área que melhor conheço a par de outras ciências exactas, vou então explicar-lhe como é que se conclui que um aluno está menos preparado do que há uns tempos atrás;
i) escolhe num aluno de agora
ii) escolhe um aluno de "antigamente"
e compara os A) conhecimentos de i) e ii) B) compara a capacidade de resolver problemas.
Quanto a A,
Fica sabendo, caso já não saiba, que o aluno ii) sabia fazer primitivas, tinha um cálculo analítico muito mais poderoso, etc. (Consulte um livro de Matemática de 12º ano antigo e ficará espantado com as matérias que aprendiam)
Quanto a B,
Os alunos i) chegam hoje em dia à faculdade a cursos de ciências exactas e mal sabem fazer contas de aritmética, por um lado, por outro aprenderam tanta geometria (porque os quadrados são coisas concretas, os círculos também, etc - uma cambada de disparates) com a ideia de que a matemática é sobre o real, blah, blah que já nem sabem pensar abstractamente - a qual é a ideia da matemática, já agora. Não sabia? Então não goze, pois todas as pessoas que sabem da matemática vão se rir de chocados com o que disse.
(Repare que os exames nacionais são agora mais fáceis do que o eram há uns anos, porquê? Porque é a pedagogia "das professoras a dançar e cantar a ensinar matemática" como disse uma vez um comentador do Klepsydra.)
3)
Realmente tem razão. É melhor não reprovar e ter um aluno que chega à faculdade e não sabe escrever decentemente. Peço desculpa; com um Ensino tão exigente como o nosso, que sentido faz reprovar? Lol.
Entretanto o aluno não ganhou hábitos de disciplina e trabalho e chega à faculdade e reprova lá dois anos por cada um que não reprovou no Secundário. Isso Jorge Palinhos é enganar as pessoas! Não seja demagogo portanto. Isso fica tão mal a quem se diz de esquerda.
4)
Quanto ao Ensino de Português, aconselho-o a falar com um professor da área ou a ler o comentário de Gabriela que já respondeu um pouco por mim.
5)
Para terminar o seu texto de quem pouco sabe da matéria, mas que muito quer fazer parecer que sabe, conclui brilhantemente que:
"Mas será que a raiz são mesmo os alunos? Mais raiz ainda não será quem ensina os alunos: os professores?"
Mas você sabe ler? Foi exactamente isso que eu escrevi. O problema são os professores no sentido que o programa que dão e o seu "treino" na faculdade não são os melhores!
"Professores a debitar teses?" Meu caro Palinhos, quem escreve teses dignas desse nome é responsável por cadeiras de ramo científico e não cadeiras do ramo educacional.
Repare o que eu escrevo:
"alterar, em diálogo com os professores universitários e os professores de secundário responsáveis pelos programas das disciplinas nucleares, as “didácticas” (disto e daquilo) irresponsáveis que estão a ser ensinadas no ensino superior"
e quem altera? são os alunos como quer fazer passar no seu texto que eu disse? Não! Pois quem sabe ler não tem dificuldades em perceber que são os responsáveis pelas didácticas, isto é, professores universitários do ramo educacional, chamemos-lhe assim, que são apontados no meu texto como responsáveis.
Conclusão:
Fico triste, pois gosto muito de algumas coisas que escreve. Quando não de domina uma matéria mais vale estar calado. É o que eu faço no meu blogue e é o que o bom senso manda.
Já viu quanta gente que não leu o meu post vai achar quando ler o seu? Vão achar que somos dois idiotas! Você porque não diz nada de jeito além de gozar e eu porque me compara ao professor Mithrá!
Em suma, ambos perdemos. Mas um post a explicar que se precipitou não lhe ficaria nada mal. Bem pelo contrário, a "esquerda" que tanto amor tem pela educação, agradecer-lhe-ia essa atitude.
No hard feelings though, Random.
P.S. Quanto à sua pergunta final. "que precisa de saber um futuro professor?"
Foi debatido intensamente no Klepsydra o ano passado por Rui Curado Silva (da universidade de Coimbra), por mim e muitos professores.
Publicado por: random em agosto 11, 2005 08:43 PM
Só agora reparei no comentário de NC. Diz muito do que digo também. Enfim, é da área vê-se logo :)
Publicado por: random em agosto 11, 2005 08:47 PM
Toda a gente discorda de si. Realmente não me enganei; sempre pensei que o BdE tem leitores dignos de uma esquerda bem pensante :)
Publicado por: random em agosto 11, 2005 08:49 PM
Caetera subscrevo o seu texto. E já agora dou-lhe também um exemplo de como o Ensino está "mesmo bom", o qual acho ainda mais grave do que o seu.
(Bem, aquela do menor ou igual...) ;)
No melhor departamento de física do País, alunos finalistas de Física Educacional, ao discutirem o vídeo que iam mostrar aos alunos do Secundário, para explicar a Lei da Gravitação Universal, tiveram a divina iluminação de comentar
"realmente agora com este vídeo dos astronautas na Lua vamos poder explicar aos míudos que a gravidade lá (na Lua) não é menor por a massa ser menor como eles pensam, mas porque a pressão atmosférica não se faze sentir tanto!"
É caso para não acreditar. Eu não queria acreditar. Alunos finalistas... É caso para dizer muito show-off (estilo artigo de Palinhos), mas pouco essência!
Publicado por: random em agosto 11, 2005 09:14 PM
Eu nunca gosto de meter o bedelho nestas coisas da chamada "educação", mas acho que o arrazoado do Jorge Palinhos está realmente "bestial" e não "literalmente", como diz o provocador do Valupi a meter o ferrão que fez escorrer o sangue que entusiasmoou o resto da matilha.
A parva do "Random" começa logo por dizer que tem muito respeito por uma pessoa que "só diz asneiras do principio ao fim". Fraco respeito ou gosto, porque assim, em princípio, já todos sabemos por que é que não se aprende nada neste pa]is. É este o diapasão que este senhor usa na escola para afinar a musicalidade das crianças condenadas ao falhanço?
Na minha opinião, o Palinhos condena e aflora um pouco a medo algo que não é fenómeno estritamente português. Por todo o lado, na Europa e nas Américas o sistema educacional depende das ideias políticas em vigor ditadas por grupos com a missão global de travar o acesso das classes pobres ao ensino superior e até mesmo a um capaz e eficiente ensino secundário. É preciso evitar a todo o custo que haja médicos, engenheiros e arquitectos a mais, que ninguem sabe onde ir empregar ou encontrar o modo de evitar de terem de enfrentar um lumpen proletariado de canudo com consequ~encias previsiveis. Nem o capitalismo politicamente decadente, nem os senhores da Nova Mundial que vieram substituí-lo têm uma solução para este problema que é ao mesmo tempo parte da solução que tanto temem. As elites universitárias sabem disso e colaboram o melhor que podem com os conselhos que lhes chegam doutras paragens mais perto do centro das decisões.
Publicado por: KOBRA em agosto 11, 2005 09:54 PM
KOBRA:
Você pode achar o que quiser, no entanto não saber ler é grave. Eu tenho sim respeito por toda a gente que aqui escreve, mas isso não me impede de dizer que alguém escreveu um disparate. Pensar o contrário é que é um valente disparate!
Se está tão preocupado com questões de estilo, volte a ler o texto que critico e perceberá que quem abusou da linguagem não fui eu. Evitar médicos a mais? Oh meu amigo, estamos em Portugal. Temos médicos a menos! Se não gosta de meter o "bendelho" na educação, não venha para aqui desviar atenções e defender J. Palinhos. Tenho a certeza que ele não precisa dessas ajudas.
Publicado por: random em agosto 11, 2005 10:15 PM
A Publicação é séria porque não se ri?
Publicado por: Rui Carmo em agosto 11, 2005 11:31 PM
O problema do costume quando se fala de Educação: não há qualquer consciência do que é de facto a vida escolar do aluno. As dissecações do estado da Educação são sempre feitas por gente muito bem formada, que julga que a Educação é uma ciência e que teorizam a aplicação de umas quantas fórmulas matemáticas para resolver o problema. A perspectiva do aluno nunca é tida em conta. Vemos apenas professores a debater o problema que é a Educação, mas que provavelmente já nem se lembram do que foi a sua vida na escola ou então foram alunos "raros", daqueles que tiram 18 a tudo. Nunca temos a perspectiva do aluno comum. Porém, todos sabemos que a Educação envolve um sem número de factores interligados. Mas os importantes, quanto a mim, não são aqueles que têm sido focados nesta caixa de comentário. Os mais importantes: ambiente familiar e motivação para a escola em casa. Tudo começa aqui, desde a mais tenra infância. E isto não é um problema que se resolva facilmente. Depois temos outros imensos factores também muito importantes, que normalmente não recebem a devida relevância, tais como colegas de turma (importantíssimo), internet e consolas em casa (que afectam imensamente os hábitos de trabalho dos alunos), aglomeração de alunos fracos nas mesmas turmas, etc. Qualquer aluno trabalhador consegue bons resultados, e por ter aprendido. Mas estes factores enunciados afectam sobremaneira se o aluno é trabalhador ou não. Agora, os programas lectivos ensinados, dentro de certos limites, não definem os bons e maus alunos. Outro problema enorme consiste na qualidade dos professores. Numa perspectiva mais adulta, fazendo uma retrospecção, chego à conclusão que tive 3 professores de matemática em 7 (do 5º ao 12º) que preenchiam os requisitos mínimos para serem professores. Não chega.
Os factores que aqui enunciei podem parecer apenas pormenores irrelevantes, mas são estes inúmeros pormenores que mais afectam a formação dos alunos. E apenas tendo uma visão de cada aluno (que não são bichinhos sem opiniões formadas) se pode melhorar o Ensino.
Publicado por: LRosa em agosto 12, 2005 01:16 AM
Senhor Random,
O problema é que os candidatos a reformadores de sistemas de educação como você são como a fruta da época: aparecem todos os anos, umas vezes com mais, outras com menos fartura. Este ano são uns como você a meter o dedo na ferida, para o próximo cabe a outros esse “trabalho” de denunciar o que está mal e deve ser urgentemente mudado ou expurgado, se quizermos assegurar o status de nação “exportadora” que denota “independência” economica e acaba com a nossa mania de parasitar no seio da CE. Ciclo vicioso ou blah, blah, como você diz e muito bem. Em vez de se armar em presidente da comissão organizadora da quermesse educacional deste ano, dê uma vistinha de olhos por este escrito em inglês que me educa muito mais que as suas notícias tristes de meninos e meninas que não sabem aritmética nem escrever quando entram na universidade. Talvez isto o ajude para a próxima quando tiver de reduzir o muito que escreve para não dizer nada de realmente “essencial”.
“In recent decades, public education has been subjected to a great deal of criticism. Because schools and curriculum have been interfered with by those who promote the NWO world management system, students were not learning what their parents, potential employers, and the students themselves, knew they ought to learn. Skill in reading, natural science, English, mathematics, foreign languages were dismally lacking in many high schools, and even college graduates. All kinds of excuses have been brought forward such as:
• The problem is with your parents because they do not take an interest in your schooling
• The problem is with you and other students because you do not work hard enough or take an interest in learning
• The schools are not using the right system of teaching. We need to experiment with new systems
• The problem is not enough money for education. If schools had more money they would produce better results
• The problem is segregation. We need to bus for integration
• Classrooms are overcrowded. We need more teachers
• Public schools should have tax-supported competition. We need charter schools and school vouchers
And so it has gone for decades.
Enemies of Learning
Few of the explainers have revealed the possibility that you are not being properly taught because the NWO world management system does not want you to know too much. In his book, Sociological Philosophy of Education, published in 1928 by the MacMillan Company, Ross L. Finney, Assistant Professor of Educational Sociology at the University of Minnesota, wrote the following about what should and should not be offered to students:
“...a larger place in the curriculum ought to be given to the new humanities and the fine arts, especially the former; and that correspondingly less time and energy ought to be allotted to mathematics, formal English, and the foreign languages...” [6]
“What we obviously need is a science of society. Since the time of [Auguste] Comte this has been the aspiration of modern scholarship. Instead of blundering and bungling along from one crisis to the next, science might render society really telic, and reduce social phenomena to CONTROL as it has done in the natural world....” (Emphasis mine) [7]
“If leadership by the intelligent is ever to be achieved, followership by the dull and ignorant must somehow be assured. Followership, quite as much as leadership, is, therefore, the crucial problem of the present crisis...” [8]
“The safety of democracy is not to be sought, therefore, in the intellectual independence of the duller masses, but in their Intellectual dependence. Not in what they think, but in what they think they think...” [9]
“The problem of democracy is which specialized sub-group is to function as cerebral cortex. That will depend upon who succeeds in drilling epigrams into the memories of the duller masses. If scientists and educators fail to do it, then selfish deceivers and exploiters will. But think for themselves the duller masses never can.” [10]
Those of us who do not agree with sociologists like Ross L. Finney are CLASSIFIED as selfish deceivers, exploiters, or members of the duller masses. NWO usurpers have nothing but contempt for us and our need to learn. Many parents, teachers, administrators, legislators and state governors, etc. have been taken in by the NWO agenda. There is little chance that your state and school are independent of NWO management system. Therefore, it is important that you begin to recognize enemies of learning even when they have college educations, advanced degrees, university, government and foundation support, and all the preplanned publicity they need to try to impress those of us whom they consider to be selfish deceivers, exploiters or the duller masses.”
Publicado por: KOBRA em agosto 12, 2005 10:38 AM
O programa para um novo Ensino em Portugal está no sítio da Juventude Nacionalista, aquela que alguém daqui escreveu que era a nova Mocidade Portuguesa, com botas Doc Martens e cabeça rapada...
www.juvenac.org
Publicado por: Viriato em agosto 12, 2005 11:10 AM
Caro Jorge Palinhos:
Discordo de quase tudo do seu texto. Não vou aqui explanar tudo o que acho sobre o ensino actualmente, já que concordo com a maiorias das críticas aqui feitas: Ambiente familiar que não incentiva ao estudo, demissão dos pais como educadorese como pais, não exigindo o que quer que seja aos filhos, total falta de interesse em aprender, etc. Estou um bocado farto que a culpa de tudo isto seja sempre dos professores. Como professor, deparo-me todos os dias com alunos que, simplesmente, não estão interessados em aprender, nem mesmo em passar de ano. Pura e simplesmente, estão-se borrifando. Pra que é que eles se devem esforçar? Ninguém lhes exige nada, e a culpa do que quer que aconteça é sempre do professor. Passa-se a mensagem que tudo tem que ser fácil de absorver, que estudar tem que ser tão divertido como jogar um jogo de computador. E a esquerda tem muita responsabilidade nisto, porque tem um discurso desresponsabilizante. A culpa é sempre de alguém, da sociedade, etc, nunca do aluno. RESPONSABILIZAÇÃO exige-se!
Publicado por: jpt em agosto 12, 2005 11:55 AM
Continuem a ensinar Harry Potters, horários de comboios e artigos da ordem dos Advogados às pobres criancinhas portugueas. Já agora, dêm-lhes a ler também folhetos de playsatations e do «perna de pau». Porque elas também se vão deparar com esse tipo de textos ao longo da vida. Tudo menos D. Francisco Manuel, ou Camões, ou Boaventura Sousa Santos, ou Karl Marx, ou as fministas. Isso é que as criancinhas não querem ler.
Publicado por: escrevinhador em agosto 12, 2005 12:08 PM
KOBRA:
"Time is too precious to comment on conspiracy theories" (Someone)
JPT:
A culpa não é do professor. A culpa é da formação que os professores têm, por um lado, que lhes faz passar a mensagem do facilitismo. Por outro é da política educacional, i.e. tudo o que define/estrutura/altera/etc um programa no Ensino Secundário e que está para lá do professor. Como diz e bem:
"Passa-se a mensagem que tudo tem que ser fácil de absorver, que estudar tem que ser tão divertido como jogar um jogo de computador."
É o que acontece de forma muito grave na matemática e física, por exemplo. A formação por sua vez tem rosto; as pessoas das didáticas no Ensino Superior e as outras pessoas responsavéis pelo diálogo entre as faculdades e o núcleo que decide acerca dos programa e, finalmente, os políticos.
A esquerda tem muita responsabilidade sim, pois sabemos que muitas das elites que têm um papel fundamental neste assunto, bem como noutros, são dessa área política...
Não queremos professores austeros, mas também não queremos professores de matemática que não sabem regras de lógica ou professores de física que não sabem a lei da gravitação universal. Não queremos programas também que façam passar mensagens erradas como "a matemática é do domínio do concreto". Quem acaba por perder com isto tudo são os alunos que mais tarde sofrem desilusões, ou porque foram mal preparados ou porque foram enganados. Solução: Reforma no Ensino que inverta isto tudo. Algumas ideias (isto é apenas um esboço muito rápido e tinha que ser pensado em diálogo com outras pessoas)
i) alterar o ambiente do facilitismo, no entanto sem produzir um ambiente nefasto e austero nas escolas. quer-se uma escola responsável e alegre. começando no ensino primário o qual é muito importante para incutir hábitos saudáveis nos alunos;
ii) apostar no ensino básico como ponte para o secundário onde métodos de estudo e responsabilidade vão ser exigidas aos alunos;
iii) ensino secundário alterado para que os alunos possam chegar ao 12º ano e a média não ser de 6.9 em matemática, pois como é que podem compreender o conceito de "derivada", se passaram anos a falar de geometria que é muito «concreta e bonita»?. Não passar a ideia em disciplinas como a Filosofia que basta "marrar" e despejar umas coisas nos teste, mas antes ensinar os alunos a pensar nas coisas com método, etc, etc;
[o ponto iii) não exige mudar os temas abordados em todas as disciplinas, antes a filosofia de ensino.]
Para conseguir isto é necessário, por sua vez, uma alteração da filosofia das didáticas no Superior. É um problema portanto com alguma extensão. Para mudar algo que está errado é necessário primeiro perceber o que é que está realmente errado, conhecer o problema para depois o atacar. Foi essa a intenção (clara) para quem fez uma leitura séria do texto publicado aqui no BdE.
Publicado por: random em agosto 12, 2005 12:51 PM
Random,
Time is too precious not to face reality (Me).
If you can't take it go back do comics (Sandokan will do, as suggested by Palinhos).
Publicado por: KOBRA em agosto 12, 2005 01:07 PM
I AM LOVIN' IT (MacDonald's ad).
Publicado por: Bombatomica em agosto 12, 2005 01:12 PM
Já viram o formulário que é dado, como "cábula", aos alunos no exame de química do 12º ano?? Para ver aqui em baixo e abrir a boca...
http://tascadaestacao.blogspot.com/2005/07/coisas-que-ficaram-por-dizer-nos.html
Publicado por: JPT em agosto 12, 2005 01:32 PM
Jpt:
Obrigado pelo link. Desconhecia essa cábula. Então já nem a massa volúmica os meninos precisam de saber? Lol. Isto é uma anedota, não é? :(
"Isto seria risível se não fosse sério: é que o que está no formulário é o básico dos básicos dos básicos dos básicos. Qualquer pessoa que estuda química sabe aquilo de trás para a frente desde o 8º ou 9º ano. Que mais falta fazer-lhes: escarrapachar-lhes a tabuada? Ou simplesmente dispensá-los de estudar e passá-los administrativamente?",
citando o autor do referido post. J. Palinhos, pelos vistos, acha que se deve passá-los administrativamente, além do resto. Não reprovar e, acima de tudo, não exigir aos meninos porque faz mal à saude - é traumatizante, coitadinhos... Lá fora, é engraçado, que não me pareceu que as pessoas fossem traumatizadas por terem tido um ensino com mais qualidade e até saberem fluentemente uma língua além da materna (Suécia, Áustria, etc). Deve ser do clima aqui. O clima do facilitismo e do deixa andar.
P.S. Continuo à espera de Palinhos que tão bem escreve (não estou a ser irónico) para esclarecer a sua posição e contribuir para a divulgação das ideias (algumas importantes) aqui apresentadas pelos leitores. BdE é um blogue importante e a responsabilidade de se escrever aqui é portanto acrescida. Palinhos pode ter-se enganado (como todos o fazem de vez quando), mas não é arrogante :)
Publicado por: random em agosto 12, 2005 01:52 PM
... o resultado final disto tudo é que seremos completamente ultrapassados pelos Checoslovacos, Indianos, chineses, etc, por toda a gente que ainda tenha um ensino onde se ensine. A maioria dos alunos destes países, e doutros como singapura, por exemplo, são "barras" a matemática.
Publicado por: jpt em agosto 12, 2005 01:58 PM
Estou a adorar estas discussões. Especialmente porque denotam pouca educação... democrática, não se aceitam opiniões porque são contrárias às nossas e parte-se para o ataque baixo e pessoal. Com isto, perde a discussão.
O que temos são meninos habituados a uma cultura de lazer, do instântaneo, do imediato e uma escola com métodos e práticas ancestrais em que o professor sem meios (onde estão os computadores, as salas e mobiliário comfortáveis e outras coisas que tais?) a imitar os seus antigos professores debitando matéria atrás de matéria porque a isso é obrigado pela extensão e obrigatoriedade do cumprimento dos mesmos. Os professores foram maquiavelicamente despojados do seu carácter de professor/educador, tornou-se funcionário público a quem se pedem objectivos, sendo que o maior deles é que obtenha o número revelador do sucesso do sistema: a passagem do aluno.
Deixo para outros as questões práticas da matemática ser ou não sobre o real, dos sonetos barrocos serem ou não necessários à realidade. Por mim, gosto da escrita barroca do Saramago. E nunca li Harry Potter. Caramba, se calhar está na hora de ir à escola do Palinhos. :-)
Publicado por: Iris em agosto 12, 2005 02:18 PM
Iris:
Não é uma questão práctica. Nem é questão sequer! A matemática é do domínio do abstracto, por definição. Referi esse aspecto pois é revelador do facilitismo instalado. Apenas por isso. Pede-se a passagem do aluno? Mas isso foi o que eu disse de forma irónica quando falei em alcançar médias europeias. Essa da «cultura do imediato» é do tipo de trivialidades com algum sustento sociológico que se vão dizendo, mas são válidas em muitos outros países com uma Educação melhor...
Mas que «meios» são necessários para disciplinas como a Matemática? (além das infra-estruturas claro). Discordo (democraticamente) de si; a discussão não poderia estar a ser mais democrática e abrangente; até 1conspirador temos entre nós ;)
Publicado por: random em agosto 12, 2005 02:48 PM
Permita-me que faça uma ligeira correção: em 1989, ano em que iniciei a minha odisseia universitária, fiz a PGA e um exame nacional de matemática que teve um peso de 50% na nota de acesso.
Suponho que nos outros anos de PGA o sistema foi idêntico.
Publicado por: caznocrat em agosto 12, 2005 03:26 PM
Oh Jorge, às vezes acho que tu deves ser o meu irmão gémeo sequestrado à nascença.
Estas polémicas a propósito do triste estado da educação das gerações jovens presentes e futuras não servem para outra coisa senão (desde há séculos) para as gerações adultas presentes e passadas se sentirem muito bem com a sua exigência, o seu rigor, a sua seriedade. Como devaneio narcísico, óptimo: vejam como estamos preocupados com o futuro, quão intolerantes somos com o laxismo, como abominamos o comodismo!
Como pensamento – político ou pragmático – sobre educação, tudo isto vale zero. Pior ainda, é parte essencial da preservação da nossa esquizofrenia social. Na blogosfera e nos artigos de opinião, não há coisa mais fácil do que ser mais honesto, rigoroso e exigente do que Pascal.
Publicado por: rui tavares em agosto 13, 2005 06:38 PM
Mais fácil ainda é ser-se demagogo e falar-se do que não se sabe. Mas não devia sê-lo num blogue tão importante como este. Mas como disse um dos maiores pensadores de sempre: "as coisas que um corpo pode".
De qualquer das formas, os leitores continuam à espera de uma resposta (responsável desta vez) de J. Palinhos.
Publicado por: random em agosto 14, 2005 12:13 AM
Rui, desculpa lá mas acho que tapas o sol com a peneira. Aqui não se trata mesmo de as gerações presentes e passadas sentirem-se bem consigo mesmas. O Random, então, é de uma geração posterior à nossa, acabada de se licenciar.
Tenciono ir escrevendo sobre educação, à medida que tenha tempo, coisa que vai escasseando. Se puderes gostaria de ter a tua opinião.
Publicado por: Filipe Moura em agosto 14, 2005 02:53 AM
O Random e o Pedro Gil, que eu tive o enorme prazer de conhecer por acaso, na biblioteca da Polytéchnique - pelo menos o Random já era leitor do BdE - são da mesma cidade do Jorge, e se calhar até estudaram na mesma universidade dele. Pela acutilância dos comentários de parte a parte, está de parabéns a Universidade do Porto, pelo espírito crítico que incute nos
seus alunos...
Random, na tua argumentação não estejas sempre a referir-te "ao BdE" enquanto entidade, ou ao que aqui se escreve em geral. E não exageres na importância do blogue!
Já agora deixo aqui um recado para o Zé Mário: no comentário que o Pedro Gil deixou no outro dia, ele estava a TENTAR ser simpático, acredita. Sei que chega a parecer cómico, pelo menos para quem o conhece, mas o rapaz é assim. Ele julga que fez um comentário muito simpático. Não é nada de pessoal contigo.
Publicado por: Filipe Moura em agosto 14, 2005 02:57 AM