maio 26, 2004

NEM SEMPRE A BRINCAR, SR. RAINHA

A questão colocada pelo Luís (escrita num computador e colocada na rede, para todo o mundo ler, graças à “culpada” ciência) é também colocada por mim. Alguns leitores, e o próprio Zé Mário, perguntam por que razão não falo mais eu de ciência. Bem, ciência é o que eu faço no dia a dia, pelo que não é para falar de ciência que eu escrevo no blogue. Posso (e gosto) de falar de política científica e, sobretudo, da relação da ciência com a sociedade, mas quando paro de fazer ciência não gosto de falar do que faço. Isso não me divertiria nada (e nem creio que divertisse os leitores). Talvez pudesse escrever textos para leigos (é um desafio), mas acreditem que dar-me-ia um trabalho muito maior do que descrever o que faço em termos científicos. E eu, quando não trabalho, gosto de coisas que me divirtam: uns livros, uns discos, e vir aqui para o blogue chatear quem me apetecer.
Mesmo no que diz respeito à ciência em geral, há pessoas com certeza muito mais interessadas do que eu, muitas delas muito menos especializadas. Pacheco Pereira, aqui há uns meses, escreveu uns textos de divulgação científica muito bons.
A atitude que descrevo é comum nos físicos teóricos, mais, creio, do que noutros cientistas. Há razões para isso. Talvez volte a este assunto um dia.

Publicado por Filipe Moura em maio 26, 2004 02:36 AM | TrackBack
Comentários

E acho que todos agradeceriamos muito que voltasses. É um tema tão, tão importante, este.

Principalmente, interessou-me a frase "isso não me interessaria nada (e nem creio que divertisse os leitores); é exactamente isso: a ultima coisa que me apeteceria falar era da merda da geologia.

Era tão bom que discorresses na periferia destes assuntos.

Afixado por: maradona em maio 26, 2004 12:19 PM

Volta ao assunto, Filipe. A malta espera.

Afixado por: José Mário Silva em maio 26, 2004 05:59 PM
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