março 23, 2004

A MINHA DESORIENTAÇÃO

O dia, por razões que não vêm ao caso, começou-me mal. Quando cheguei ao escritório e liguei o computador, a coisa piorou bastante.
No BdE, contava com o lenitivo gentil de mais um belo post do Zé Mário sobre a Prima dele para me deixar o espírito um pouco menos nublado. Mas nem aqui tive sorte: comecei por ler o elogio ao "pensamento desorientado" do Tchern. Concordei mas alarmei-me logo: "deve ter havido coisa..." Depois, deparei com o título "The Jews that Control the Media" e decidi que tinha chegado o improvável dia em que me ia aborrecer com um colega de blogue.
E porquê? Simples: tudo somado, devo ser para aí uns 25% judeu. Isto sob o ponto de vista genético; culturalmente tais ancestralidades há muito se diluíram sob o cristianismo quase unânime na minha família. Mas entre esta e linhagens de judeus ilustres ainda correm fortes laços de sangue. Com muito orgulho meu.
Sabendo disto, cresci habituado a sentir um pequeno acréscimo de felicidade a cada filme do Sr. Allen Konisberg que via, a cada prémio Nobel entregue a um cientista de nome terminado em "stein", a cada livro que lia de Kafka, Levi, Proust, entre muitos outros. Não sei se a minha peculiar sensibilidade ao Holocausto também está relacionada com esta herança. Talvez.

Foi portanto com alguma apreensão que comecei a ler o post do Filipe. Não que esperasse uma actualização do infame "Protocolo dos Sábios do Sião" ou alucinações sinistras deste jaez. Mas o título causou-me alguns arrepios, confesso.

A velha "cabala" segundo a qual os judeus americanos dominam os media sempre me pareceu meio fictícia. Verdade é que, com efeito, alguns impérios informativos nos states pertencem a accionistas judaicos. Mas será que isto se traduz automaticamente numa perda de independência face a Israel? Não sei bem.
Por certo que a imprensa americana se coloca, sempre e em grande maioria, ao lado de Israel. Mas também defende posições estranhas, como a não adesão ao TPI, com argumentos que a nós, europeus, parecem completamente lunáticos. Isto para dizer que existem factores culturais importantes a pesar nesta questão: julgo que o americano médio tem bastante simpatia pelos judeus em geral e até vê o Estado de Israel como uma espécie de prolongamento dos EUA. Assim, o conflito da Palestina tende a ser visto como um caso de "nós contra eles". Os jornais limitam-se a acompanhar a tendência, a fazer a vontade ao leitor.

E se os media importantes estiverem mesmo nas mãos de judeus?
Mesmo eu, assumindo um conjunto de referências e orientações "de esquerda", claro que por ele sou "enviesado" ao criar uma opinião sobre o que quer que seja. Se um dos vectores centrais da minha vida fosse o Judaísmo, não conseguiria escapar à sua influência no meu dia-a-dia. Se fosse jornalista, ser-me-ia impossível uma imparcialidade total quanto a Israel. Nem sei se isto seria mesmo uma questão de "deturpação e enviesamento informativo", como referiu aqui um comentador; talvez seja apenas ser-se humano. Desta forma, a falta de isenção da imprensa americana não carece de sinistras cabalas para ser explicada.

Mas não nos iludamos. A influência da comunidade judaica nos EUA vai muito para além do poder dos seus votos.
Earl Hilliard e Cynthia McKinney desobriram isso da pior maneira, perdendo eleições contra adversários desconhecidos que foram financiados por organizações judaicas, furiosas pela falta de paciência com Israel demonstrada por estes dois políticos. Leiam: "McKinney and Hilliard are considered two of the most anti-Israel members of the House of Representatives. They were among the 21 representatives who voted against a May congressional resolution endorsing Israel’s right to defend itself against terror."
"Both races attracted national attention because of the heavy influx of out-of-state money, and because they pitted an outspoken black critic of Israel against the organized Jewish community. In the Alabama race, Davis raised $900,000 -- $300,000 more than Hilliard – most of it from out-of-state Jewish contributors. The victorious Majette raised only slightly more money that McKinney, but again much of it was from out-of-state Jewish contributors."

Atenção que não se trata de propaganda anti-semita. É um artigo presente no Jewish Media Center.
Mesmo no vizinho Canadá, um embaixador do Líbano que se atreveu a ventilar opinião semelhante quanto ao controlo judaico dos media foi logo apodado de "racista", acabando por ser retirado do país.

Uma das formas seguras de saber como se anda a portar o Estado de Israel é tomar nota da quantidade de acusações de "anti-semitismo" que andam pelo ar num dado momento. Quem tenha a veleidade de pensar que o governo de Sharon é uma entidade racista cujo principal objectivo parece ser a sonegação de terra e de direitos aos palestinianos é logo alvo certo: "anti-semita!", grita a turba ultrajada.
E olhem que se nos queixamos disto aqui, nos EUA este ambiente amordaçante é bem mais poderoso e muito mais antigo. Quem lá se atreva a escrever o que o Filipe escreveu ou faz parte da Aryan Nation ou tem vontade de descobrir a que sabem as sopas do Exército de Salvação...

Este texto está a ser escrito a correr e "a quente". Caso não tenha ficado claro, a minha posição face ao post do Filipe é a seguinte: não acredito na existência da tal "cabala" judaica que telecomanda os media americanos. Mas não duvido que os cidadãos e até os órgãos de soberania americanos são em muito condicionados pelas posições dessa comunidade organizada e poderosa. Não encontro no post sinais de anti-semitismo, dado que a acusação mais grave que dali se poderia tirar é que os judeus americanos defendem os interesses de Israel, coisa que me parece natural. Escusada seria aquela generalização de "os judeus americanos são (...) responsáveis"; fora isto, leio ali apenas uma análise com que não concordo mas com que consigo conviver.
Ah, é verdade: abomino o presente governo de Israel e as suas acções na Palestina. Tal basta para fazer de mim um anti-semita? Isso queriam "vocês"!

Publicado por Luis Rainha em março 23, 2004 12:47 PM | TrackBack
Comentários

Como diria um americano, não é este o ponto. O ponto é que é recorrente (daí deslizarmos num abrir e fechar de olhos para o mais fácil rótulo do anti-semitismo) essa espécie de diabolização dos judeus norte-americanos. Aliás, o Filipe que adora o Woody Allen sabe bem disso concerteza. É que se formos a ver bem as coisas também existe algum bom anti-judaísmo nos EUA. Mas uma coisa é certa, os judeus estão do lado dos EUA. A comunidade judaica norte-americana defende os interesses dos EUA a dente. Eles são mais americanófilos que os wasp. Também têm o seu interesse nisso, dir-me-ão, pois é claro. O certo é que esse 'patriotismo' os norte-americanos em geral(comunicação-social incluída) percebem e reconhecem. Agora, ver na política externa de Washington tentáculos do polvo judeu, e descortinar o mesmo nalgum parcialismo da comunicação social parece-me exagerado. Então o que dizer do seguidismo de Blair em relação a Washington? Andarão os trabalhistas ingleses também a soldo dos judeus norte-americanos? Porque é que Clinton esteve mais perto de conseguir estabilizar os ânimos no médio-oriente e Bush só dá sinais de querer entornar gasolina na lareira? Não se viu já em variadíssimos casos que a comunicação social norte-americana tem o defeito de dar quase sempre o benefício da dúvida á política externa do país(uma tradição curiosa)?Não será útil desconfiar que a posição pro-israelita de Washington dever-se-á mais ao facto do fundamentalismo árabe preferir olhar para a Grande Maçã como o Grande Satã? Como de costume, acredito que em cenários tão complexos como o do médio-oriente é de evitar simplismos.

Afixado por: thirdbacus em março 23, 2004 02:29 PM

o luis o problema é a generalização das acusações contra os judeus

o filipe que é anti-semita ,que diga
os negros americanos são responsáveis pela criminalidade.....
os mexicanos são traficantes de droga....

o facto de se ser portugues não implica que estejamos de acordo com o nosso governo
tal como o facto de seser judeu não implica estar de acordo com sharon, o que é visivél
por ultimo é nos sites de extrema direita que se ve essa argumentação dos judeus controlam os media

ps todos podemos errar ou ser infelizes mas devemos ter a humildade de pedir desculpa
e não de fazer post à defesa......


Afixado por: akenaton em março 23, 2004 02:39 PM

thirdbacus,
Creio que não se pode falar numa "comunidade judaica norte-americana", como se referiria a "comunidade chinesa". Os judeus dos EUA são, alguns até antes de tudo o mais, americanos. Por isso, claro que tendem a aplaudir a política externa do seu país...
Que o lóbi judaico influencia e muito a política americana, julgo que está patente nos casos, que citei, de Earl Hilliard e Cynthia McKinney.

Afixado por: Luis Rainha em março 23, 2004 03:10 PM

Luís Rainha,

Coloquemos a coisa de outra forma. Independentemente do lóbi judeu junto da Casa Branca. Antes de mais Israel é um aliado dos EUA. Alguém acredita que se não existisse essa tal poderosa comunidade* judaica norte-americana a política externa de Washington para o Médio-Oriente seria muito diferente? Eu não. Acho que seria praticamente a mesma coisa, variando de democratas para republicanos. Os judeus 'limitam-se' a pressionar uma matriz pré-existente.

Afixado por: thirdbacus em março 23, 2004 03:25 PM

Esquecia-me do (*):)

É que que Comunidade, hoje em dia e á luz do paradigma multiculturalista não é necessariamente uma questão de nacionalidade. As comunidades hispânica e chinesa nos EUA já são constituídas por uma larguíssima percentagem de Americanos(sem aspas como convém).

Afixado por: thirdbacus em março 23, 2004 03:41 PM

thirdbacus,

Eu poria as coisas num pé mais radical: se não fosse a forte comunidade judaica nos EUA, provavelmente Israel já não existiria, ou nunca teria existido de todo...
Mesmo durante 48, se o país não apoiava de caras Israel, os cidadãos judaicos faziam-no.
Aqui, por exemplo, há informação interessante sobre este período.

O estado israelita é aliado dos EUA por essa razão primeva e porque é 100% dependente da ajuda financeira e militar que sempre veio dos states.
Mais uma coisa: o lóbi judaico é mais do que isso: financiar campanhas contra políticos que desagradam a um país estrangeiro... é forte.

Também quero um *:
Julgo que o grau de integração dessas comunidades que mencionas não é comparável. Por exemplo, existirá alguém nos EUA que só saiba falar Yddish ou Hebreu, não falando Inglês?

Afixado por: Luis Rainha em março 23, 2004 03:41 PM

PS: mas acho que isto se discutia muito melhor com umas cervejinhas pelo meio...

Afixado por: Luis Rainha em março 23, 2004 03:58 PM

o FILIPE PERDEU A LINGUA?????????????????''

Afixado por: MARRANO em março 23, 2004 04:01 PM

cuidado com isso das cervejas...
de que nacionalidade?
e de que marca?
hum?
Olha que tudo tem uma conotação...
E com tremoços ou pica-pau?
Isso dos palitos espetados na carne tem que se lhe diga. E claro, não pode ser de porco. Mas, porém, não sendo...
Luís, fica-te pelo Minipreço. E por amor de Deus, sejam amigos (ai caramba, que coloquei um "D" maiúsculo, porém, não o fazendo...)
Cuidem-se e tenham juízo.

Afixado por: Afixe em março 23, 2004 04:03 PM

Luis,

Entre aliados sempre houve e continuará a haver dependências, cordelinhos e nós, basta olhar para o flirt entre Bush e Blair. Nos bastidores do poder idem(infelizmente). Ninguém duvida que nos EUA existe uma comunidade judaica com enorme poder de influência. O que eu critico é a ideia que se tenta passar muitas vezes de que a situação no médio-oriente deve-se ao poder dos judeus norte-americanos. A ciência do lobbying não é tão efectiva quanto isso, daí ter falado no comentário anterior numa matriz pre-definida. É que caso apeasse na Casa Branca um grupo de ultra-milionários árabes com todo o dinheiro do mundo para financiar a política externa norte-americana, nada consegueriam. O lobi não é apenas uma questão de dólares. That's the point.

nb. critico muito mais facilmente os eleitores israelitas que colocaram Sharon no poder.

Afixado por: thirdbacus em março 23, 2004 04:09 PM

Luis,

Epa, o teu link não funciona.

Afixado por: thirdbacus em março 23, 2004 04:10 PM

thirdbacus,
Sorry. Já consertei o link. Quanto ao cenário dos árabes, tens toda a razão; justamente pela total integração dos judeus nos EUA. E pelo facto que referi de o americano médio entender Israel quase como um estado suplementar dos US of A...
O tal "poder dos judeus norte-americanos" vai muito para lá dos dólares (que também entram na equação),

Afixado por: Luis Rainha em março 23, 2004 04:25 PM

Vinho, cervejas, tremoços, gelados...Mas eu pensava que os srs Luis Rainha e Afixe eram homens sérios. Afinal sucumbem a essas tentações "primevas".lol!

Afixado por: thirdbacus em março 23, 2004 04:26 PM

Se não tivesse um anãozinho malévolo a martelar-me o cerebelo desde que acordei, até achava graça a essa!
:-)

Afixado por: Luis Rainha em março 23, 2004 04:36 PM

O Filipe põe o dedo na ferida e como eu o compreendo. Sou 50 % judeu ou até mais, sei que tive antepassados marranos, convertidos forçadamente em cristãos-novos. E isto é pior que a peçonha. Acreditem! Logo que acordo, levanto-me com uma vontade incontrolável de dominar o mundo, de pensar sobre que assunto nesse dia irei fazer lobby. No trabalho, sou o gajo mais produtivo do meu departamento, constantemente a ser elogiado e premiado. Chego a pensar (apenas quando tenho um assomo de gentia humildade, isto é, quando me esqueço momentaneamente de que o meu destino é dominar o mundo!) se não estarei a ser beneficiado geneticamente na minha inteligência em relação aos gentios que me cercam. Se eu seria assim se não fosse judeu, se não existe uma discriminação genética que impede qualquer colega meu de ser tão competente como eu. Depois esqueço estas coisas e vou comprar um jornal com a frustração de só poder comprar aquele jornal, de não poder comprar a empresa que o edita e desta forma controlar a comunicação, como já a controlam os meus amigos judeus, esses perigosos sefarditas que dão pelo nome de Balsemão, Paes do Amaral e Horta e Costa (o da PT que controla a Lusomundo). Para não falar da administração da RTP, toda sionista, só lá está o Carlos Fino para disfarçar e por isso só lhe emprestam o canal dois. Mas isto é mais forte do que nós: temos uma tendência extraordinária para desenvolver uma cabala imperialista para o domínio global. Ainda hoje fiquei a saber que as fotografias da sonda que está a explorar a superfície de Marte estão a ser desodificadas por um cientista judeu. Se calhar é tudo um logro. Se calhar até há vida em Marte e as fotografias dos desertos marcianos são para enganar os gentios. Eles, (NÓS?!!) também querem dominar Marte que afinal até pode ser um planeta habitável. Chego a sofrer com isto. Não sei se existe algum serviço tipo "Judeus Anónimos do Lobby Global Inter-Planetário" onde possa obter alguma ajuda.

Afixado por: gibel em março 23, 2004 04:38 PM

Tinha eu aqui o meu cantinho de desabafo onde ia espairecendo a chamar uns nomes feios a esta tonta esquerda, quando me apercebi que havia meia dúzia de pessoas que, para além da carapaça, podiam ser bem interessantes. E parei com os nomes feios que, para além do mais, admito-o, tinham na altura um propósito específico de "abitolar" os receptores. E o pessoal ia-se divertindo nas pausas do trabalho, falando a sério aqui, brincando acolá. Eis se não quando, chego ao escritório e leio um post algo incorrecto ao seu melhor estilo de puro acinte (o que até me agrada) do Filipe Moura. E, como sempre que o Filipe escreve, tudo entra em convulsão. E vem malta de fora, que eu nunca por cá tinha visto (também cá ando há pouco tempo) meter a colherada. Dar o pontapé no judeu, no palestiniano, nazi, e em quem mais que se pusesse a jeito. E também no desgraçado do Filipe. Que há-de ter palavras e força suficiente para se defender sozinho.
Quanto à minha opinião: são os judeus que fazem o mundo rodar, em termos económicos e, por arrastamento, em todos os demais sentidos (ou que deixam o mundo continuar a rodar). Com tudo o que isso tem de bom e de mau. Mais de mau que de bom, por certo (para que conste devo ter para aí 50% de sangue judeu). Como já deixei comentado algures, é certo que os desgraçadinhos andam agora sempre agarrados à perna por causa do holocausto sendo certo que usam essa mesma perna para passar as rasteiras e depois pisar quem quer que se lhes ponha à frente (EUA, suspeito, incluídos). Nada justifica o holocausto. NADA! Mas também nada justifica os estado em que o mundo começa a estar em grande parte, mui grande parte, por causa das outrora vitimas. Para terminar não posso deixar de dizer que o estado de Israel não se resume à pretensa localização física de Israel (onde o vemos no mapa). Nem é preciso ler o Uris para perceber isso. Isto muda bastante a questão. Tentem pensar sem camisola, dispam-na por instantes.
As guerras de hoje não são convencionais, são contra entidades difusas, deslocalizadas.
Sem querer caricaturar até contra nós próprios, como indivíduos. São contra os maus instintos, contra os actos de ontem contra a paz, venham eles de onde vierem. Uma coisa vos garanto, aos de esquerda, aos de direita, aos do meio, e particularmente, aos bombistas suicidas de cadeira de rodas, aos judeus e aos rapazinhos da mãozita direita dormente (curioso aqui vão eles lado a lado, que parecidos que são agora), uma coisa vos garanto (quem quer que seja eu para garantir o que quer que seja a quem quer que seja): assim não vamos lá, não com a esterilidade destas discussões, onde toda a gente grita e ninguém se ouve. Nem a si próprio. Especialmente vocês já não ouvem, só gritam por trás da cartilha. E enquanto o outro grita, vocês antecipam a resposta a dar. Não gostam do vosso mundo? É o vosso mundo, são vocês que o fazem, dia a dia, palavra a palavra. Imaginem um puto a ler isto, o vosso filho. Tentem perceber se o vosso discurso mudaria. Desculpem o sermão e alguma falta de concatenação nas ideias. Os vómitos não saem ordeiramente. Já vomitei tudo, estejam descansados. Já estou mais bem disposto.

Afixado por: Afixe em março 23, 2004 04:41 PM

Gibel,
Li agora o teu comentário e decididamente vou confessá-lo: ADORO-TE, PÁ!
És o maior...

Afixado por: Afixe em março 23, 2004 04:44 PM

:-)
Gibel, o mais que te posso recomendar é este "Jewish self-help forum"...

Afixado por: Luis Rainha em março 23, 2004 04:48 PM

DECLARAÇÃO (para que conste e para os devidos efeitos):
Há pouco eu disse que tinha 50% de sangue judeu (e refiro-me a sangue que me corre nas veias), porém reparei que o gibel disse o mesmo. Não quero mais essa percentagem. Fui agora correr dar sangue e apanhei um enfermeiro judeu que apesar de toda a minha insistência (porque eu queria, por hoje, ser mais judeu que o gibel) insistiu em tirar-me só sangue de raça, sangue judeu, portanto (giro isto das raças, tão parecidos que eles são, até há quem diga que os verdadeiros arianos são os judeus, que despropósito). E aqui estou eu, quase convertido ao islamismo. Acabei agora de rebentar uma garrafinha de mau cheiro numa loja onde passei. Na botica não tinham bombinhas de carnaval (esgotaram!). Tive de me orientar.
E para que conste, agora que só tenho 47% de sangue judeu, não concordo com o que disse há pouco.

Afixado por: Afixe em março 23, 2004 04:56 PM

Bem, por este andar ainda compram o BDE Weblog. Coitado do Filipe.:)

Afixado por: thirdbacus em março 23, 2004 05:03 PM

Acho que os posts do Luis e do Tchern "limparam" a reputação aqui do BdE. Como eu tenho uma relutância visceral a tudo o que é generalização (sobretudo quando se fala de povos ) fiquei um bocado alarmada. Mas também seria generalizar dizer que o Filipe é SEMPRE...[ o que quer que seja] . Por outro lado até é bom ver que este blog é mesmo plural. O Filipe foi infeliz, mas até acho que ele subscreveria grande parte do que aqui foi dito. Este post foi mesmo muito bom. clap, clap, clap

Afixado por: L.G. em março 23, 2004 06:08 PM

Pelos comentários, parece que não estamos muito longe dos EEUU em matéria de HIPERSENSIBILIDADE judaica, perdão, sharonesca. É obvio que há um controlo total nos EEUU por parte da comunidade judaica dos media, dos lóbis e da finança (decisiva nos EEUU, porque quem ganha eleições é quem reúne mais dinheiro). Político que ouse insinuar, mesmo com todas as precauções, que os 10 biliões do contribuinte americano que foram dados (todos os anos há um bolo mínimo de 3 biliões...) a um Estado que tem cerca de 17.000 dólares per capita (Israel), é injustificado, TEM A CARREIRA POLÍTICA IMEDIATAMENTE DESTRUÍDA E SEM APELO NEM AGRAVO ! O que não acontece, nem de longe, em nenhum (outro ?)estado democrático ! Não basta isso para para dar toda a razão ao Filipe, sem idiotas reservas semânticas ? A hipocrisia do políticamente correcto atinge píncaros intoleráveis quando se chega à "sacrossanta" comunidade judaica americana ! Irra ! Já não se pode dizer "judeu" ? Deixem-se de bizantinices. Sem o poderoso lóbi judaico julgam que os EEUU financiariam com biliões um país que lhe desobedece (é o único a fazê-lo tal como à ONU) e que faz tudo para os atraír a uma guerra apocalíptica com 1.500 milhões de muçulmanos excedidos para lá de todos os limites do suportável pelas contínuas barbaridades dos judeo-nazis na Palestina ?

O meu conselho ao Filipe: faça como eu, utilize sempre quando se referir a judeus que apoiam a política expansionista dos ladrões de terras de Telavive a expressão "judeo-nazis" (mais abrangente do que a de sharonescos ou likudistas, mas que tem a vantagem de excluir aquela minoria notável de judeus que rejeitam sem qualquer ambiguidade o sionismo, hoje o maior perigo para a paz mundial e crime contra a humanidade por excelência.

Um estado fundamentalista cuja nacionalidade plena é reservada aos crentes de uma só religião (aos quais tal direito não é negado em países maioritariamente cristãos ou muçulmanos...), e que aplica o apartheid dos bantustões a todos os não judeus, que sujeita sem "one man, one vote" a
constantes pogroms, massacres, destruição de infraestruturas, proibição de trabalhar, de estudar, de comerciar, etc. é um estado judeo-nazi, apartheidesco e genocida que deve ser aniquilado e substituido por um só estado laico, democrático, multicultural para judeus, muçulmanos e cristãos de boa vontade... O terrorismo verbal de judeo-nazis não deve amedrontar nenhum democrata antisemita.

Porque anti-semita é o porco SSharon, o carniceiro dos semitas de Sabra, Chatila, Jenin e Gaza, e o Estado-Maior das SS Tsahal, tropas de ocupação.

Não toleremos que judeo-nazis fujam à discussão das verdadeiras questões (a dos crimes de guerra que cometem) com pseudo-questões semânticas,

Verdadeira questão semântica é o uso (mesmo por alguns anti-ssharonescos !!!) do termo "terrorista" para designar membros da heróica resistência palestiniana ! Estes limitam-se a exercer um direito de legítima defesa e retaliação armada sobre os ocupantes, QUE LHES É RECONHECIDO pelo direito internacional. Tal como o foi a De Gaulle, Amílcar Cabral ou Xanana !

E, aliás, se as SS Tsahal assassinaram 3000 civis palestinianos desde Setembro de 2.000, por que razão é que a resistência não havia de retaliar abatendo 850 israelitas (metade civis) ? Mas quando Coventry foi bombardeado pelos nazis não massacraram em retaliação os ingleses 30.000 civis em bombardeamentos selváticos sobre Hamburgo ? Quanta hipocrisia ! E Dresden (140 mil mortos)e Hiroxima (100 mil) foram o quê ?

Cada antisemita que insultasse de "terrorista" patriotas e mártires da heróica resistência palestiniana, como Hanni Jaradat, Yassin e milhares de outros deveria perder o emprego e a carreira, para lá de outros correctivos merecidos por tal infâmia... É isso que se devia discutir neste e noutros fora, não as ridículas bizantinices alheias ao martírio em curso do povo Palestiniano, a VERDADEIRA QUESTÂO !

Afixado por: euroliberal em março 24, 2004 12:08 AM

Se Israel se quer suicidar, que o faça só ! Comnosco, europeus, É QUE NÃO ! Foi isso que disse o Filipe, E COM TODA A RAZÃO !

É obvio que Israel, para consolidar definitivamente os seus roubos de terras árabes (o sonho judeo-nazi do Eretz Israel, ou Grande Israel, corresponde ao sonho hitleriano da Grosses Deutchland...), está a arrastar os EEUU (através da maior Máfia do mundo: o lóbi judaico americano, que tal como McCarty nos idos 50, põe na lista negra qualquer político que ouse criticar Israel) PARA UMA GUERRA MUNDIAL APOCALÍPTICA COM 1.500 MILHÕES DE MUÇULMANOS, que nunca tolerarão a ocupação da Palestina ! E os EEUU querem à viva força arrastar a Europa para esse conflito ! Devemos fazer-lhes um grande manguito, e dizer-lhes (TAL COMO O FILIPE FEZ): se os israelitas querem provocar todo o Islão ocupando Jerusalém e massacrando todas as noites no telejornal da Al Jazira os mártires palestinianos, caminhamdo PARA A SUA ANIQUILAÇÃO CERTA por um novo Saladino, ENTÃO QUE OS JUDEO-NAZIS se suicidem sós. ESSA NÃO É A GUERRA DA EUROPA ! Nós não martirizamos povos, não roubamos terras nem praticamos a bantustização apartheidesca dos que não têm a nossa religião !

Mais uma vez Filipe, Bravo, e cacetada sem dó nem piedade nessa escumalha judeo-nazi !

Quanto ao lamentável ponto de ordem dos "donos" do BdE: vocês, meus caros, "abaixam-se" demais às provocações da escória bussho-sharonesca que squata os comentários deste blogue (de esquerda ?)e caiem numa lamentável COBARDIA MORAL ao absterem-se de se solidarizarem com o Filipe, cujo post só peca por excessivamente tímido na denúncia da MAFIA MAIS MANIPULADORA, MAIS PODEROSA E MAIS PERIGOSA PARA A PAZ MUNDIAL: O LÓBI JUDAICO AMERICANO ! FACE AO TERRORISMO BUSSHO-SSHARONESCO NÃO DEVE HAVER CAPITULAÇÕES !

Afixado por: euroliberal em março 24, 2004 09:54 AM

Ainda o caso Filipe Moura

Eu, por mim, prefiro que fique o Filipe e que os outros (aqueles que neste momento sentem a cabeça pesada, e não é dos cornos que falo...) tirem uma merecidas férias. O mesmo para certos clientes da casa que recomendam férias a outros. Se isto às vezes já parece um blogue neo-parvo (neocon), sem o Filipe então...

O que se passou foi uma campanha de linchamento tipicamente judaica (digo judaica, como digo negro e não africano ou de cor, porque verdadeiramente quero que os politicamente correctos se f****) que desta vez abortou. Os judeo-nazis são mestres nestas linchagens. É assim em todo o lado, e não apenas nos EEUU, onde são mais que conhecidos e variados os exemplos.

Em França, por exemplo, estão a destruir a carreira profissional de um humorista negro, Dieudonné (cancelaram-lhe através de ameaças mafiosas dezenas de espectáculos em salas e teatros de França e Europa), só porque este fez um sketch de um rabi ultra-ortodoxo e nazi...

A Edgar Morin, que publicou no Le Monde um notável artigo traduzido em todo o mundo (Portugal incluido)sobre a distinção a fazer entre anti-semitismo, anti-judaísmo e anti-israelismo, puseram-lhe (os judeus franceses) um processo crime em tribunal por "anti-semitismo" e incitação ao ódio racial !!! Enfim, um "processo Filipe" em ponto maior...

Grotesco ! Julgam-se os donos do mundo e pretendem contornar acusações de crimes de guerra, apartheid e genocídio (dirigidas a SSharon e às SS Tsahal) com processos de intenção de "antisemitismo" (como se semitas não fossem os palestinianos que martirizam, e pró-semitas os que se solidarizam com as vítimas dos judeo-nazis !).

POR ISSO, A QUESTÃO NÃO PODE FICAR POR AQUI:

1) É PRECISO QUE SEJAM TIRADAS TODAS AS CONSEQUÊNCIAS DESTA GROTESCA TENTATIVA DE LINCHAGEM DO FILIPE MOURA PELA CANALHA JUDEO-NAZI QUE INFESTA ESTE E OUTROS BLOGUES, QUANTO MAIS NÃO SEJA PARA QUE PERCAM O HABITO DE MANIPULAR E INTIMIDAR AS CONSCIÊNCIAS

2) É PRECISO QUE AQUELES QUE OMITIRAM A SOLIDARIEDADE DEVIDA AO FILIPE, OU QUE COM ELE FORAM EXCESSIVOS E INJUSTOS, FAÇAM A RESPECTIVA AUTOCRÍTICA, DE FORMA A QUE TAIS JOGADAS (AS DOS TAIS PASSAROOCOS DA MAFIA PRÓ-JUDAICA) SEJAM IMPOSSÍVEIS NO FUTURO PELA VIGILÃNCIA ACRESCIDA DE TODOS.

Afixado por: euroliberal em março 24, 2004 08:38 PM

Antes eles que nós ? Obviamente !

Por que é que, nós europeus, deveriamos deixar-nos arrastar para um conflito generalizado (nuclear ?) provocado por alguns colonos fundamentalistas que querem roubar mais umas terras ou casas e matar mais uns árabes ? Para mais, trata-se de uma escumalha de que nem os israelitas laicos gostam, porque não trabalham, chulam o estado de inumeros subsidios e só aumentam a tensão com os palestinianos ...

Que obrigação moral temos nós de sacrificar milhões de homens (na IIG foram 30 Mi.) para salvar ladrões de terras assassinos ? Quando Israel passa a vida a desprezar e vexar os nossos diplomatas e não pede conselhos nem autorizações para nada a Bruxelas ? Se nem sequer somos aliados... Por alma de quem, respondam, iriamos a morrer aos milhões ?

Foi isso que disse o Filipe: se os israelitas enveredaram por uma política expansionista e militarista aventureira que humilha 1500 milhões de muçulmanos, o problema é deles e não nosso, que nunca aprovamos tal política. Se eles se querem suicidar a prazo, façam-no sozinhos (ou acompanhados dos ssharonescos aqui do forum...).

A Europa tem outra política: é multicultural e multilateral, defende o respeito dos povos e das suas culturas e não humilha ninguém (da última vez que o fez com a Tratado de Versalhes, provocou uma segunda guerra apocaliptica).

Repito: quem quer massacar, limpar etnicamente, roubar terras porque se julga "povo eleito", sofrerá muito provavelmente as consequências... e depois ?

A Europa não pertence a esse clube de ladrões carniceiros... pelo que: Antes eles que nós, certamente. A posição do Filipe é inatacavel etica e politicamente ! E a histeria manipulatória dos sharonescos é, por isso, grotesca, tal como as cedências que lhes foram feitas...

Afixado por: euroliberal em março 25, 2004 01:00 AM
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