O João Pedro Henriques queixou-se de que a blogosfera está muito "doce" (será que também está muito "cosy"?)
Tem razão o João. A blogosfera, para mim, sempre foi assim. Mesmo quando havia mais blogues de direita. Porque eu escolhi que fosse. Pelos blogues que leio.
Tal não significa que eu goste de fugir às questões ou à polémica. De maneira nenhuma. Mas desde que haja civilidade. Ou seja, não me importo nada de a seguir ir tomar umas cervejas com quem antes estive a discutir. Dado que (talvez por ser um bloguista não muito relevante) até hoje fui eu que decidi ter as poucas polémicas que tive (e também decidi ter umas que ficaram por ter), posso afirmar sem dúvida: não tomaria a iniciativa de ter uma polémica com uma pessoa com quem não fosse de seguida tomar umas cervejas.
Será isto muito português, muito Miguel-Esteves-Cardoso no seu pior, muito nacional-porreirismo, muito "deixar-passar-à-frente-os-clientes-habituais-da-mercearia"? Talvez. Mas talvez as grandes guerras não devam ser travadas na blogosfera. Quem achar o contrário talvez se esteja a levar demasiado a sério.
Escrevi atrás um texto intitulado "parte da minha vida", poucos dias antes de finalmente conhecer pessoalmente o André Figueiredo, o Manuel Deniz e o André Belo. Da mesma maneira, e muito portuguesmente, afirmo aqui: gosto muito da "Glória Fácil". Mesmo quando é só conversa de chacha. Faz parte da minha vida porque a leio todos os dias.
Por acaso, achei "pouco simpático" (se assim se pode dizer, esperando não estar a ser "muito doce"...) esse "post", em que se diz:
"1. Só quem se leva demasiado a sério anuncia o fim do seu blog" (e, nos últimos dias, fizeram-no o Pedro Lomba e o Carlos Vaz Marques) e
"2. Só quem se leva demasiado a sério nos anuncia que isso não está para acontecer" (como o fez recentemente Pacheco Pereira).
Acho que há uma "responsabilidade" (diria "ética") perante os leitores, de lhes comunicar, nomeadamente essa intenção de acabar com o blog.
...Pelo que não concordo nada que isso seja "levar-se demasiado a sério".
Sobre o seu "post", concordo plenamente: as coisas devem ser discutidas "civilizadamente" e, de facto, haverá questões que não são para discutir na blogosfera (até porque "discutir" por escrito é algo limitativo - falta a "entoação de voz", as expressões faciais, os gestos...).
Pois é, Filipe, "as grandes guerras não devem ser travadas na blogosfera". Vai lá dizer isso ao Daniel Oliveira, por exemplo.
Afixado por: kriptico em fevereiro 27, 2004 12:13 PMTEORIAS ESCATOLÓGICAS DE VASCO GRAÇA MOURA
Vasco Graça Moura, intelectual cavaquista, barrosista, bushista, blairista, wolfowitzista-guantanamista, bremenista, rumsfeldista, e o raio que o parta, resolveu escrever um artigo para o DN-PSD, quando estava no banheiro em defecação, inspirando-se para uma crítica à esquerda portuguesa, artigo fácil de identificar pelo seu conteúdo.
Devido a problemas no aparelho digestivo causados por uma lagosta, teve ainda tempo, sem mudar de posição, de escrever um poema e de planear uma sacanagem ao actual Duque de Bragança D. Duarte, porque o Duque de Bragança da década de sessenta do século XIX. D. Luís, resolveu proibir mesmo a pena de morte em Portugal, proibição bárbara, conservadora e desumana, que ainda por cima ainda está em vigor, e por isso é responsável pelas dificuldades orçamentais de Manuela Ferreira Leite, pela falta de competitividade das nossas empresa, pela existência de arrumadores de automóveis e pelo último terramoto em Marrocos.
Este ilustre intelectual já classificado de «pistoleiro de dia e poeta à noite» (por António Pedro Vasconcelos em livro sobre a RTP), pirata de dia e poeta à noite (se fosse poeta de dia e pirata à noite era bem pior!), pensa meter na cadeia todos os monárquicos devido à atrás referida proibição do Duque de Bragança D. Luís, (com a colaboração dos ilustríssimos juízes Adelino Salvado e Rui Teixeira e procuradores João Guerra e Souto Moura), responsável pelo atraso do nosso país, pela política desastrosa do actual governo e pelo actual terceiro lugar do Benfica no Campeonato.
José da Silva