Ainda há pouco, caí na esparrela de tomar por minhas as dores de uma famigerada "Nova Esquerda", supostamente acoitada algures neste blogue. Já depois da minha resposta estar na rua, pus-me a pensar melhor no tema "Nova Esquerda".
Pelo que me toca, e pela minha data de nascimento, não sei se tenho direito a pertencer a uma coisa "nova", seja lá o que for.
E quanto à parte da "Esquerda"? Confesso que tenho a impressão de ser mais ou menos "de esquerda" (um dia destes, talvez tente explicar porquê). Mas nem disto tenho a certeza; acontece que, face a um dado problema, não me ponho a calcular "o que é que um fulano de esquerda faria/diria/pensaria nesta situação?"; faço/digo/penso o que me parece melhor na altura. Só chegando ao fim do dia é que me sento para fazer as contas: "tudo isto somado, será que continuo a ser um fulano de esquerda?"
Quando a resposta começar a ser "não", saio daqui, começo a jogar golfe e passo a levar o Santana Lopes a sério.
Isto para dizer que falo só por mim, e nem sequer com uma voz muito doutrinária ou coerente. Não tomem, por favor, aquilo que eu aqui possa escrever como representando alguma "corrente", "grupo" ou organismos similares. E, acima de tudo, não impliquem com as restantes pobres almas deste blogue à pala das minhas insuficiências ideológicas. Obrigado.
Não te preocupes. Só implicamos com um de cada vez...
Afixado por: Miguel em fevereiro 19, 2004 07:06 PMa uma ideia nova é que não pertences decididamente.
Afixado por: egg em fevereiro 19, 2004 11:03 PMEles começaram a pensar...
Tremam, ó "neo-esquerdistas"!...