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janeiro 17, 2005
APANHAM-SE DOENÇAS NA INTERNET? (3)

No ano passado, autoridades sanitárias em ambos os lados do Atlântico declararam-se preocupadas com a multiplicação de festas de "barebacking" em que alguns homossexuais (os bug chasers) procuram infectar-se com o HIV, em orgias com seropositivos (os gift givers)... e sem preservativos, claro está. Uma ferramenta decisiva no planeamento destas festas de roleta russa é a Internet.
Nos dias que correm, os entusiastas de qualquer tendência, por mais extrema ou auto-destrutiva que seja, não têm dificuldade em conhecer gente com analogia de bossas, organizando-se colectivamente e estruturando a sua vida sexual com a ajuda de sites como este. Aqui, surge a questão: será que os tais "caçadores do bicho", sofram eles da síndroma de Munchausen ou de outra coisa qualquer, alguma vez resolveriam actuar de acordo com essa estranha compulsão, se não a vissem validada por hordas de terceiros ávidos de companhia? "Here is your chance to help create our growing community. Post details of bareback and bug hug parties near you"; eis um enternecedor apelo que se pode ler no citado "bareback.com".
Da mesma forma, a comunidade transgender tem crescido e prosperado muito graças aos bons ofícios da Net. O Distúrbio da Identidade de Género, ainda considerado doença pelo DSM – aliás, como o travestismo –, é apresentado, em sites como este ou em infindos quiosques de pornografia, como algo de perfeitamente "normal" e "saudável". Assim, indivíduos com as mesmas patologias podem agrupar-se e reforçar mutuamente as suas inclinações, que de outra forma talvez nunca assumissem grande importância.
E há outros tipos de Distúrbio Dismórfico Corporal, ainda mais perturbantes, que também usam a Internet como vector de disseminação. Aqui, o ceptro da bizarria vai para a Apotemnofilia (ou BIID, como talvez venha a figurar no DSM-V): o desejo infrene de passar à condição de amputado.
Há quatro anos, Carl Elliott publicou um fascinante artigo (que já não está online) onde descrevia o submundo de homens (os devotees) que elegem como objecto de desejo os amputados, ou que obtêm satisfação sexual do facto de andarem em público fingindo ser amputados (os pretenders) ou que têm como grande projecto de vida encontrar alguém que os prive de algum membro ou segmento (os wannabes). Escreveu Elliot, acerca dos mecanismos de validação desta gente: "segundo todos os testemunhos, a Internet foi uma revolução para os wannabes. E posso ver porquê. Gastei meses a encontrar uma mão-cheia de artigos científicos sobre o desejo de amputação. E precisei de dez segundos para encontrar dúzias de sites devotados a este tema. Todos os wannabes e devotees com que conversei acerca da Internet confirmam que mudou tudo para eles."
Ainda hoje, é fácil confirmar a pujança deste universo paralelo. Em páginas mais ou menos sérias ou em locais que pouco mais são do que fornecedores de pornografia especializada, é explicado ao cibernauta que nada tem de estranho querer ver-se livre de um braço ou de uma perna. Em casos extremos, até são ilustrados os passos necessários a sinistras cirurgias do-it-yourself. Dizer a alguém que já carrega, mesmo em forma latente, esta estranha doença que há muita gente com as mesmas inclinações, sendo assim o seu distúrbio mais "normal" e aceitável do que poderia à primeira vista parecer, não é dar-lhe apoio. É amplificar e reforçar a patologia. É confundir doença com desejo, auto-mutilação com plenitude. A maior parte destas pessoas, como notou Elliot, nunca consultou um especialista, nunca leu um ensaio científico sobre este problema, nunca sequer partilhou, cara a cara com outro ser humano, o seu sofrimento. No meio da solidão em que estes distúrbios os encerram, apenas dispõem da Internet como arena onde confrontar as suas sexualidades perturbadas com a realidade. E o resultado dificilmente será coisa boa.
Já no tempo dos "viajantes loucos" doenças havia que se propagavam apenas por mais gente saber da sua existência. Saber, por vezes, só dá poder às zonas menos salubres das nossas mentes. E como proteger hoje indivíduos mais susceptíveis quando a Internet é usada para os contagiar com patologias mortais ou incapacitantes? Talvez afixar avisos em todos os modems: "A Informação pode prejudicar gravemente a sua saúde"...
Publicado por Luis Rainha às janeiro 17, 2005 06:23 PM
Comentários
Luís a ignorância por si demonstrada neste post é assustadora. A mistura de desejos de amputações voluntárias de membros, com legítimas operações de mudança de sexo (de quem tem distúrbios de identidade de género e os quer resolver!!!!) e ainda com orgias de bareback (que by the way tb têm seguidores heterossexuais, aliás, a definição de barebacking é exactamente sexo sem preservativo!) enfim.. como classificar isto? É reles, péssimo e por aí fora..
Publicado por: Boss em janeiro 17, 2005 06:55 PM
Já não me lembrava de ler um texto tão absurdo desde as crónicas de José Cesar das Neves...
1. Bareback: os problemas e consequências do bareback são muito mais além (e diferentes) do que a sua análise simplista implica. Já agora: por alguma razão Portugal tem uma taxa de infecção de VIH/SIDA por sexo heterossexual elevadíssima, será culpa da Internet?
2. Transgéneros/Travestis: a "doença" que indica no seu link (Transtorno da Identidade de Gênero) é apenas para as pessoas que não estão felizes com a sua condição (ver Critério D). Por exemplo: se um homem é feliz usando roupa de mulher não há nenhuma classificação de doença possível. Aqui como vê é exactamente o contrário: a Internet ajuda a evitar estas situações.
3. Quanto aos amputados, não me pronuncio... não é a minha área, mas tendo em conta o 1. e 2. diria que todo o crédito do seu post está abaixo de zero.
Ainda não percebi o que é que algumas pessoas têm contra a felicidade/bem estar dos outros...
...
Era uma vez um macaco que ia a passar à beira de um rio. Viu um peixe fora de água desesperadamente a tentar voltar para o rio. O macaco na sua boa vontade decidiu ajudar o peixe. Pegou nele e colocou-o num ramo afastado da água dizendo: "prontos meu pequenito, agora já não corres perigo de te afogares".
...
[fábula de autor que desconheço]
Publicado por: João Paulo (PortugalGay.PT) em janeiro 17, 2005 08:24 PM
Nestes desvios comportamentais, tanto devia ser abatido o autor do "Artigo" como os Gays que provocam estes "Artigos".
Portanto, estou de acordo com o Sr.Dr. Bajolo.
-Mande-se abater, todos!
Publicado por: joão da quinta em janeiro 17, 2005 11:23 PM
Puxa, Luís, estou sem palavras com este teu post...
Publicado por: João Pedro da Costa em janeiro 17, 2005 11:24 PM
Pois eu tenho umas palavras simples a dizer. Luís, este teu texto mistura coisas que não têm nada a ver umas com as outras, e não se percebe bem qual o seu objectivo. Graças a essa misturada, não tem uma interpretação clara. E a experiência diz (a minha, então, já me fez aprender isso à minha custa por mais do que uma vez, uma delas de uma forma bem dura) que, nestes casos, o texto é sempre interpretado da pior maneira. Ou, pelo menos, há sempre quem o interprete da pior maneira, e fazendo muito barulho. Luís, explica-te bem e mantém a cabeça fria...
Publicado por: Filipe Moura em janeiro 17, 2005 11:52 PM
que pena ver um tema tão interessante tornar-se veículo para mensagens intolerantes, discriminatórias e acima de tudo ignorantes e confusas.
este blog merece melhor..será que me enganei e fui parar a outro lado, foi o meu primeiro pensamento.
Publicado por: bagdade em janeiro 17, 2005 11:59 PM
Filipe, discordo quando afirmas que o texto do Luis não tem uma interpretação clara.
"Da mesma forma, a comunidade transgender tem crescido e prosperado muito graças aos bons ofícios da Net. O Distúrbio da Identidade de Género, ainda considerado doença pelo DSM – aliás, como o travestismo –, é apresentado, em sites como este ou em infindos quiosques de pornografia, como algo de perfeitamente "normal" e "saudável". Assim, indivíduos com as mesmas patologias podem agrupar-se e reforçar mutuamente as suas inclinações, que de outra forma talvez nunca assumissem grande importância." Este parágrafo tem uma interpretação claríssima. Revela que o Luis pensa que os transformistas ou travestis são doentes e que não só não curam a sua patologia, como ainda andam por essa internet fora a agrupar-se para disfarçar a sua doença.
Eu, pelo respeito e admiração que fui ganhando pelos textos do Luis, pela cultura e sensatez habitual das suas palavras, admito estar ainda em choque com a leitura deste parágrafo. Custa muito encaixar esta versão Luis Diácono Remédios Rainha.
"...a comunidade transgender tem crescido e prosperado muito graças aos bons ofícios da Net..." "...as suas inclinações, que de outra forma talvez nunca assumissem grande importância...", tenho de ler novamente, não eu não acredito que este disparte tenha sido escrito pelo luis, vá confessa, era só para ver se a malta estava atenta e mandava umas boas gargalhadas...
Publicado por: Bruno Parente em janeiro 18, 2005 01:01 AM
Pelos vistos apanham-se mesmo doenças pela net! Homofobia e Transfobia!
Publicado por: hetero_doxo em janeiro 18, 2005 01:35 AM
Luis Rainha, faço minhas as palavras do Filipe Moura... Estou certa de que não quis ofender ninguém, mas como sua leitora incondicional, espero que não se tenha mesmo tornado um pouco homófobo e transfobo, como diz o Heterodoxo. Vá, clarifique-nos lá isso que a gente põe uma pedra sobre o assunto :)
Publicado por: Ana Miranda em janeiro 18, 2005 01:46 AM
Oh Luís, rebentaste com o esfincter da comunidade larila. Não sabes que essas coisas não se podem fazer, naughty boy!
Publicado por: Germano Filipe em janeiro 18, 2005 05:46 AM
Ah!Ah! Toda a gente pode fazer o que quer na net. Formar grupos de sexualidade desviante contendo tudo o que o perverso ID deseja. Sex and violence for all! Desde que todos sejamos felizes... Ainda há bacocos que procuram a felicidade constante?
Escrever uma posta acerca desses assuntos é que não! A menos que seja para fazer a vénia e aplaudir a babel sexual que é a nossa babilónia.Se tivessem sido outros a escrever sobre este assunto, poderiam estar preocupados.
Publicado por: Zangalamanga em janeiro 18, 2005 10:51 AM
Não sabia que a comunidade gay era tão grande aqui na blogosfera...
Publicado por: jj em janeiro 18, 2005 12:43 PM
Agora é que eu vou fazer-me matar.To be ,or not to be:That is the question.Whether is nobles in the minal to suffer the slings and arrows of outrageous fortune or to take arms against a sea of troubles.W Shakespear.(Othelo. Comunicaçâo apresentada nas xv Jornadas de Politica Social do Instituto Ciências Sociais e Politicas.
Despir a Sexsualidade-Lisboa 7 de Maio de 2002. Senhor Nuno Nodin.Estou cérto que a maior parte dos commentarios feitos neste bloge,sâo feitos por pessoas bastante eruditas.Como estou cérto que nâo querem compreender o Luis Rainha so para manterem uma controvérssa que é bonéfica..tanto que nâo passe os limites da aberraçâo! Os politicos Portugueses,sâo o melhor exemplo,justo para finir e creio que pode entrar no sugeito.Uma senhora de 66 anos vai enfantar o que é um nâo senso..é que depois da classe médical ,e familial éla teima en o fazêr,e é la que deviam de se renseignar sobre o que esta escrito no comêço. Os direitos de uns acabam, onde sâo supremidos os dos outros.PS Pedofilia é um exemplo,e infelismente a internet sendo um meio formidavel de saber, tem contribuido a servir a muitas taras sem escrupulos.
Publicado por: calhordus em janeiro 18, 2005 11:42 PM
Tenho andado ocupada por outras bandas e só agora cheguei a este post.
Também me parece que há alguma confusão, que houve alguma misturada, de que se retiraram as piores conclusões de um texto que não era muito claro. Quem conheça o que pensa o Luís Rainha, deveria dar-lhe o benefício de ter interpretado do modo mais positivo aquilo que escreveu, mesmo que pudesse ter 2 leituras.
Publicado por: Emiéle em janeiro 20, 2005 08:33 PM
o q eu vejo aqui meus caros srs. é o de sempre: o Luis a criar controvérsia para ser discutida abertamente. Levantar essa discussão entre os diversos blogs para se chegar a uma conclusão saudável é o q o L. tem sempre feito!
O DMS-IV nunca, nunca estabelecerá o q ele retrata como doença! Quem o conhece, como eu, sabe-o bem, e quem o não conhece, devia-o ler!
Publicado por: golfinho em janeiro 23, 2005 09:42 PM
Por muito esforço que uma pessoa faça para se manter séria é um pouco difícil não rir, quando se lê este post, tipo salada russa, em que se mistura bareback, transexualismo, transgenderismo e apotemnofilia.
Só porque naquele livro com nome de insecticida (DS não sei das quantas) se afirma que:
" o desejo de mudar de género" SÓ É considerado patologia/doença SE A PERTURBAÇÃO CAUSA SOFRIMENTO CLINICAMENTE SIGNIFICATIVO OU PREJUÍZO NO FUNCIONAMENTO SOCIAL OU OCUPACIONAL OU EM OUTRAS ÁREAS IMPORTANTES DA VIDA DO INDIVÍDUO"
é suficiente para que o autor deste polémico post afirme, sem apelo nem agravo, que esse tal livro considera a transsexualidade uma doença e ponto final. Por esta ordem de ideias o mesmo autor deve considerar o café um veneno mortal, cuja “venda livre” deve ser proibida porque os estudiosos afirmam que o “café mata SE for ingerido à taxa de mais de 100 chávenas num período de 24 horas”, pois pelos vistos (talvez por qualquer problema visual ou cerebral) só consegue ler até à parte que diz “o café mata” (e ponto final).
Parece-me que o importante aqui são o “SÓ É” e o “SE”, que nos levam a outra questão: os danos para o indivíduo e para a sociedade.
Está mais que demonstrado que um transexual ou um homossexual que são obrigados a reprimir-se vivem “infelizes” e o seu “funcionamento social ou ocupacional” fica claramente prejudicado (com os consequentes custos sociais relacionados com baixas médicas, tratamentos, etc.). Também está demonstrado que a criminalização da homossexualidade e da transsexualidade, assim como os “tratamentos” que visam corrigir essas “disfunções” apenas prejudicam o indivíduo e a sociedade (devido aos consequentes custos sociais relacionados com baixas médicas, tratamentos, etc.). Serviu para alguma coisa meter o Wilde na prisão a cumprir trabalhos forçados? Serviu para alguma coisa colocar o Alan Turing em residência vigiada e sujeitá-lo a tratamentos médicos para corrigir sua a homossexualidade? Seria possível a existência de uma Maud Marin se a transsexualidade fosse considerada uma doença (e ponto final)? Com muitos exemplos como estes, provavelmente em algumas sociedades chegou-se à conclusão que era “socialmente e economicamente mais viável” deixar os lgbt em paz, em vez de estar a arranjar pretextos para que uns quantos frustrados heteros pudessem exercer livremente a sua crueldade. No fim de contas não só os indivíduos (lgbt) como a própria sociedade em geral acabam por ter menos chatices assim.
Um adepto do bareback e um apotemnofilico (lembram-se de cada uma...) até podem estar no direito de fazer o que bem entendem. Mas será “socialmente e economicamente mais viável” deixá-los em paz? Será realmente melhor para eles e para a sociedade?
Parece-me igualmente abusivo (e revelador de crueldade/imbecilidade/mau gosto) comparar estes indivíduos com pessoas que padecem de SIDA ou cancro e que seriam capazes de dar tudo (se calhar até o cú e mais cinco tostões, como se costuma dizer) para não estarem nessa situação.
No fundo o post deste senhor Rainha mais não é que uma espécie de armadilha, pois se censurarmos o bareback e a apotemnofilia vão dizer que os lgbt passam a vida a queixar-se da discriminação e do preconceito mas que no fundo são tão preconceituosos como os homofóbicos. Se dissermos que não temos nada contra e que cada um faça o que lhe apetece, desde que não prejudique os outros, vão logo dizer que somos uns inconscientes e depravados que queremos destruir todos os pilares da sociedade.
Dantes costumava ficar muito envergonhado por não ter pachorra nem cabeça para ler livros de Eribon ou Derrida e ver filmes de Manuel de Oliveira (sem começar a dormir a sono solto...). Hoje em dia que descobri que apenas possuo senso comum e não sou uma pessoa inteligente, culta e sensata (como dizem que é este senhor Rainha) estou como a outra loira que descobriu que estava doente (de transsexualidade) e passou a tomar 3 aspirinas por dia: sinto-me muito melhor!!!!
Publicado por: KTVCI em janeiro 23, 2005 11:41 PM
"O Distúrbio da Identidade de Género, ainda considerado doença pelo DSM " - onde está escrito aqui que "a transsexualidade" é "uma doença e ponto final"??
Publicado por: uiii em janeiro 24, 2005 03:05 PM
Ainda considerado doença pela DSM "SE A PERTURBAÇÃO CAUSA SOFRIMENTO CLINICAMENTE SIGNIFICATIVO OU PREJUÍZO NO FUNCIONAMENTO SOCIAL OU OCUPACIONAL OU EM OUTRAS ÁREAS IMPORTANTES DA VIDA DO INDIVÍDUO".
E se o "disturbio" não causar sofrimento?
E se deixar de causar sofrimento depois de a pessoa ter feito uma operação para reassignação de identidade de género (acho que é assim que se diz)?
Qual a melhor solução deixar a pessoa sofrer ou tentar fazer algo para evitar/minorar o seu sofrimento?
Publicado por: KTVCI em janeiro 24, 2005 06:22 PM
Parece-me óbvio: se não causar sofrimento não será doença.
Se deixar de causar sofrimento depois da operação, é exactamente porque a cirurgia curou a doença e esta deixou de existir a partir do momento em que o sexo do doente coincide com a sua mente.
Não vejo o dilema: o doente sofre, é sujeito a uma intervenção e melhora. Tudo bem, não?
Publicado por: uiii em janeiro 24, 2005 06:33 PM
uiii: se uma pessoa acha que precisa de uma operação porque o seu corpo "não coincide" com a sua mente, o problema está na mente. Problema clínico. Não? (É que em cada núcleo de cada célula estará sempre o género real da pessoa, mesmo depois de uma operação.)
Publicado por: L em janeiro 26, 2005 03:11 PM
E se a única (ou a melhor forma) de tratar esse problema da "mente" e tornar a pessoa mentalmente ou psicologicamente mais sã, passar pelo recurso à operação? Porque não fazê-lo?
Actualmente este tipo de pessoas são seguidas por uma equipa de psicólogos que após avaliar a sua situação/sofrimento sugere a operação de mudança de sexo quando necessário(pois, por incrivel que pareça, estas coisas não se fazem assim do pé para a mão, como quem põe silicone nas mamas p. ex.).
Durante anos estes problemas da "mente" foram tratados à base de electrochoques e terapias revulsivas, psicanálises, estadias em prisões, etc. Chegando-se à conclusão que tudo isto era não só inútil como até prejudicial.
E isto na melhor das hipóteses, porque a maioria das vezes pessoas com esse tal disturbio de identidade de género eram pura e simplesmente marginalizadas e sujeitas a todo o tipo de crueldades e humilhações por parte de verdadeiros modelos de virtudes e de sanidade mental (só porque a sua mente coincidia com o corpo...).
E porque há-de estar o problema na mente e não no corpo?
Uma pessoa de rosto disforme sente um profundo "mal-estar" e é muito maltratada socialmente por isso, com prejuizo no funcionamento social e ocupacional, etc. Se calhar o seu problema até está na mente e não no corpo (é que em cada núcleo de cada célula estará sempre a "deformidade física" real da pessoa, mesmo depois de uma operação), por isso apesar desse seu problema poder ser resolvido com uma operação é preferivel considerá-la uma doente mental e deixá-la sofrer. Enfim...Lógicas...
Publicado por: KTVCI em janeiro 26, 2005 11:45 PM