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janeiro 13, 2005
SERÁ ESTA A PESQUISA?
Na mesma entrevista, mais tarde, Edgar Pêra refere que o filme da sua vida é "As aventuras de Buckaroo Banzai através da oitava dimensão". Pêra não sabe bem o nome do realizador, "acha" que é W.D. Richter, mas tem a certeza de que é o seu filme favorito. A razão? "É um dos poucos filmes quânticos que fazem rir."
O que será um "filme quântico"? Será que é em oposição a um "filme clássico"? Eu leio a palavra "quântico" e facilmente a associo a pesquisa... em física. Se é este o significado da tal pesquisa eu faço aqui a mesma pergunta que faço sempre que ouço a palavra "quântico": onde está a constante de Planck (ou o seu equivalente)?
Publicado por Filipe Moura às janeiro 13, 2005 09:23 AM
Comentários
2005 é o Ano Mundial da Física. Pode ser que o cinema se associe também a esta iniciativa e realize, por exemplo, o Festival Internacional do Filme Quântico.
E porque não? Ainda ontem li que os americanos vão fazer, este ano, o Festival Internacional dos Filmes de Bicicletas (!!!).
Tem muito menos a ver...
Publicado por: JAM em janeiro 13, 2005 07:05 PM
já percebi a embirração :)
Publicado por: jpc em janeiro 13, 2005 07:13 PM
engraçado: a questão que levanta aqui, como no post anterior, tem a ver com a utilização de palavras em contextos diferentes. será que não se pode usar a palavra "quântico" fora do campo da física? não será que o seu uso se pode extrapolar para outros campos do saber?
Para mim pouco importa a variável de Planck, se o que me interessa é usar o sentido da palavra "quântico" como algo imprevisível e descontínuo. Estarei demasiado errado?
Publicado por: daniel em janeiro 13, 2005 11:20 PM
JAM, espero que incluam "O ladrão de bicicletas", um grande, grande filme, nesse festival que referes.
Daniel, aplica-se aqui o meu comentário anterior. Andas à volta, contornas o assunto, e não respondes à minha pergunta: o que é um filme quântico?
Quanto à utilização de termos científicos em sentido figurado, é uma discussão antiga neste blogue (tudo começou com "a entropia terrorista", um artigo ridículo de Paulo Cunha e Silva. É evidente que não sou contra, desde que o sentido das palavras não seja desvirtuado. Por exemplo, em português toda a gente fala em "espaço de tempo", algo que é errado e não se diz em mais nenhuma língua. O correcto é "intervalo de tempo".
Publicado por: Filipe Moura em janeiro 14, 2005 12:30 AM
Outra má utilização das palavras é chamares variável à constante de Planck. COnstante!!! Admito que tenha sido por lapso.
Publicado por: Filipe Moura em janeiro 14, 2005 12:32 AM
Mas o Filipe viu o filme? Se visse talvez percebesse ou não, mas pelo menos poderia ter alguma autoridade para discutir o conceito. Por de trás da Física Quântica está uma determinada visão do mundo. A Física Quântica mexe com muitos conceitos filosóficos. Acha assim tão estranho que um filme explore essas questões? Mas repito, veja o filme em questão e depois volte à carga. Eu seria o primeiro a querer ver o que uma pessoa que percebe de física teria a dizer sobre um filme que o realizador chama de quântico.
Publicado por: ZeroAesquerda em janeiro 14, 2005 01:07 AM
Desculpa, Zero, mas eu não tenho de ver o filme para poder perguntar, e pedir que me expliquem, o que é um "filme quântico". Pode ser que se eu o visse percebesse melhor, mas tem de haver uma explicação. Que eu ainda não vi. Enquanto não vir essa resposta, permitam-me suspeitar que o sr. Pera não sabe do que está a falar e está a armar ao pingarelho.
A atitude inerente à tua resposta, "vai ver o filme e não me chateies", revela um desprezo pelo questionar que muitas vezes é ensinado nas nossas universidades e que é responsável pelo nosso atraso, científico e não só.
Publicado por: Filipe Moura em janeiro 14, 2005 03:27 AM
Eu vou tentar fisicalizar a "constância" desta zaragata cinemática, ajudando o Zero sem querer ofender o FM: um filme quântico é um filme que não existe. Mas, como alguma gente começou a falar nele, existe.E quanto maior for a "quanti-dade" de pessoas a falar nele, mais existe.
Publicado por: Germano Filipe em janeiro 14, 2005 08:53 AM
Deixem-me tentar adivinhar o que será um "filme quântico": uma obra cujo enredo não avança de forma contínua, com um lento desenrolar da acção e dos conflitos, mas sim aos saltos, avançando de degrau em degrau, sem transições.
Não faço ideia se era isto que o Edgar queria dizer...
Publicado por: Luis Rainha em janeiro 14, 2005 11:42 AM
És capaz de ter razão, Luis.
Publicado por: Filipe Moura em janeiro 14, 2005 01:10 PM
Filipe,
Eu não estava a dizer que não me chateasses. Entendeste mal. Pelo contrário, eu compreendo a tua pergunta e estou a convidar-te a voltares a falar no assunto, depois de teres visto o filme. Eu acho que a pergunta faz sentido. O que não fará muito sentido, sobretudo vindo de um cientista, é pressupor uma resposta antes de averiguados os factos. Perguntar podes e deves. Não podes nem deves é pressupor uma resposta. O que é que te leva a pensar que o Pêra não faz nenhuma ideia do que está a falar? Se calhar, sabe. Ao menos aceita essa possibilidade.
Publicado por: ZeroAesquerda em janeiro 14, 2005 08:55 PM
"Who is the Master Who Makes the Grass Green?" (do Edgar Pêra) está cheio de pseudo-ciência. Não deixa de ser bastante interessante.
Publicado por: jpc em janeiro 16, 2005 12:16 AM
sinopse do IMDB
«Neurosurgeon/Rock Star/Superhero Buckaroo has perfected the oscillation overthruster, which allows him to travel through solid matter by using the eighth dimension. The Red Lectroids from Planet 10 are after this device for their own evil ends, and it's up to Buckaroo and his band and crime-fighting team The Hong Kong Cavaliers to stop them.»
:)
Publicado por: jpc em janeiro 16, 2005 12:21 AM