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janeiro 13, 2005
ENTREVISTA A EDGAR PÊRA
Na entrevista ao cineasta português publicada na edição 397 do DNa, a 9 de Julho, a certa altura o entrevistado afirma que a sua "linha" cinematográfica é "sobretudo uma linha de pesquisa. Procurar novas formas de entender a linguagem do cinema e a linguagem da realidade."
Nunca consegui entender quando o cinema ou o teatro se afirmam "de pesquisa". Consigo entender o que são filmes ou peças experimentais, agora de pesquisa? (Ó gentes, se se querem descobrir façam psicanálise.) Confesso aqui a minha ignorância. Expliquem-me por favor.
Se Edgar Pêra faz assim tanta pesquisa com os seus filmes, será que poderia publicar um relatório dos seus resultados? Quiçá dar um seminário para os apresentar? É que eu não faço a menos ideia de que tipo de pesquisa é esta. Enquanto não a conhecer (e dá-me ideia que o cinema português é quase todo ele cheio de "pesquisas"), continuarei a preferir sempre o Woody Allen.
Publicado por Filipe Moura às janeiro 13, 2005 09:19 AM
Comentários
os relatórios serão os seus filmes.
Publicado por: jpc em janeiro 13, 2005 07:11 PM
Já conhecia muitos nomes para a incapacidade de criar, cinema quântico ainda... ah! está a aqui a criatividade, eureka!!! criaram este nome que assusta de tal maneira que ninguém tem coragem de perguntar o que é.
Publicado por: Cecília em janeiro 13, 2005 07:33 PM
este seu comentário é típico de quem está nas "ciências" (por oposição a "artes"). segundo o Houaiss pesquisa é "conjunto de atividades que têm por finalidade a descoberta de novos conhecimentos no domínio científico, literário, artístico etc." Edgar Pêra até é um bom exemplo de pesquisa, digamos, prática porque intervém na película e durante a montagem; i. é, experimenta coisas diferentes. Isso quer dizer (como na "ciência") que algumas experiências (pesquisas) podem dar certo e outras não.
Depois, como faz na sua mensagem, clamar por um relatório é já puro defeito profissional virado demagogia.
Publicado por: daniel em janeiro 13, 2005 07:52 PM
Ainda bem que alguém disse alguma coisa. Pesquisa não é só pesquisa em laboratórios. O Filipe deve ser daquelas pessoas que também não percebe o conceito "ciências humanas". Deve achar que "ciências" é abusivo, não?
Publicado por: ZeroAesquerda em janeiro 14, 2005 12:00 AM
Zero, eu sei que pesquisa não é só em laboratórios. Eu não faço pesquisa em laboratórios. Eu, de laboratórios, quero distância.
Daniel, se a pesquisa é um "conjunto de atividades que têm por finalidade a descoberta de novos conhecimentos", diz-me lá quais são os novos conhecimentos que resultam da "pesquisa" do Pêra. Eu começo por admitir esta minha ignorância e faço a pergunta; tu foges ao assunto, uma atitude infelizmente muitas vezes habitual nas ciências humanas. Diz-me: que conhecimentos resultam? O que se aprende? É só isso que eu perguntava!
Publicado por: Filipe Moura em janeiro 14, 2005 12:20 AM
Trata-se de uma pesquisa individual, dele com o seu trabalho. Ou seja, quando diz que o seu filme é de pesquisa, o Pêra admite que quer com este filme explorar uma maneira diferente de fazer ou de encarar o cinema. Este filme para ele pode servir de ponto de viragem, entende? As pesquisas também se fazem nas outras artes, como a pintura, a fotografia e etc. O saber é adquirido pelo criador. Não é partilhável com todos. Essa é uma diferença com as pesquisas científicas ou ditas científicas.
Publicado por: ZeroAesquerda em janeiro 14, 2005 12:45 AM
Ou melhor, retiro o que disse. Esse conhecimento é partilhável sim. Outra coisa não faria sentido. É partilhável entre especialistas, como costuma acontecer com conhecimentos específicos. Nem aí há diferença com as outras pesquisas.
Publicado por: ZeroAesquerda em janeiro 14, 2005 12:51 AM
O Woddy Allen de que chega a falar chegou àquela maneira única de fazer cinema por pesquisa, isto é, por tentativa, erro, nova formulação de problemas, nova tentativa, novos erros. Eventualmente encontrou também soluções.
Publicado por: ZeroAesquerda em janeiro 14, 2005 02:18 AM
Conhecimentos específicos só partilháveis entre especialistas? Numa obra de arte? Essa para mim é nova.
Os conhecimentos científicos não são pertença dos cientistas, mas de toda a humanidade. Estão disponíveis para toda a gente e acessíveis a quem os quiser (estudando) e puder apreender. De resto, há livros e conferências de divulgação científica (como a que referi num texto acima, sobre o Ano Internacional da Física) para explicar os conhecimentos da ciência a uma audiência geral. Se os cineastas retiram assim tantos conhecimentos de alguns dos seus filmes, que os publiquem, em vez de o manterem entre si. O conhecimento é para ser partilhado.
Quanto ao Woody Allen, fez filmes mais experimentais, como todos os realizadores. Falo disso no texto principal. Agora, pesquisa?
O meu conceito de pesquisa, já disse, refere-se a um conhecimento que tenha interesse geral, e não pessoal.
Publicado por: Filipe Moura em janeiro 14, 2005 03:38 AM
Volto a repetir que o conhecimento é partilhado, sim. Para acederes a esse conhecimento tens de aprender a falar a mesma linguagem (daí a minha referência um pouco atabalhuada a especialistas). O mesmo acontece com o encontro de física que tu publicitas. As pessoas que vão a esse encontro têm de falar todas a mesma linguagem e ter um conjunto de referências teoricamente igual. O encontro é para pessoas que percebem de física, não é para um leigo qualquer. Nem o discurso é feito para pessoas que estão a ouvir falar daquelas questões pela primeira vez. (Infelizmente, agora não posso continuar; volto de madrugada, para completar o meu comentário; tenciono falar mais um pouco do Woody Allen e, mais detalhadamente, do David Lynch)
Publicado por: ZeroAesquerda em janeiro 14, 2005 09:25 PM
["atabalhoada", desculpem o erro. Certamente foi da pressa].
Começo por retomar o conceito de pesquisa. Existem formas de pesquisas individuais, sim. Negar isto é tomar "pesquisa" num sentido demasiado estreito. Assim, quando uma pessoa procura descobrir zonas de si que desconhece, não faz outra coisa que não seja pesquisar. Porque nós mesmos somos a nossa maior descoberta, não concordas? Este género de pesquisa acontece naturalmente e a todos, parece-me. Há inclusivamente pessoas que se isolam para este tipo de pesquisa, ainda que a ausência de pessoas não seja obrigatória ou condição sine qua non (ainda assim há retiros e coisas desse género que têm essa função). Depois há a psicanálise que cria o silêncio propício para esse recolhimento e exploração. Mas voltando ao cinema. Reconheces que o cinema de Woody Allen é experimental. Pois é experimental precisamente nos momentos em que realiza pesquisa, em que explora novos caminhos para o cinema. É por experimentação e pesquisa que a obra fílmica de um realizador se vai formando. A filmografia do Woody Allen não sofreu, parece-me, mudanças radicais de rumo. O tipo de pesquisa que ele realizou ao longo do tempo consistiu numa busca de maior nitidez para uma fórmula que ele encontrou logo no início, nos primeiros filmes. As mudanças, o experimentalismo e a pesquisa, nele, consistiram em inflexões mais ou menos ligeiras. Sobretudo quando comparada com a de outros realizadores, como David Lynch. David Lynch começou por explorar a narrativa linear, clássica, com princípio meio e fim (por esta ordem), e sem grandes sobressaltos. Assim surgiu o Homem Elefante, que lida com o tema da monstruosidade e também dos sonhos, mas de uma maneira diferente da que os filmes dele depois nos habituaram - numa reconstituição histórica, numa narrativa linear, clássica. Mas tarde, surge o filme Dune, que do ponto de vista temático (trata uma guerra inter-planetária, um império universal, uma intriga pela sucessão imperial) corresponde a uma pesquisa até agora isolada (Lynch não voltou a este género de ficção científica). Do ponto de vista formal, no entanto, o realizador começou a experimentar a narrativa não linear, pertubada, mais exigente para quem assiste. Essa pesquisa de Lynch na narrativa não linear não mais terminou até hoje. Encontrada uma forma narrativa que lhe agradava e que podia trazer (e trouxe) muito para o cinema, Lynch procurou então aprofundar um tema. Com Blue Velvet, Lynch entra definitivamente no mundo dos sonhos, o que, juntamente com a narrativa não linear, se tornou a sua assinatura, como todos sabemos, em filmes como Lost Highway, a série televisiva e o filme sobre os últimos dias de Laura Palmer, ou o último, Mulholland Drive. Neste último, parece-me, Lynch levou a questão formal mais longe, uma vez que a narrativa não só é perturbada, como lhe faltam bocados (o filme apenas tem a segunda e a terceira parte; falta a primeira que pode ser reconstituída a partir da terceira). Como é evidente, um realizador pode retomar uma pesquisa que abandonou há muito tempo. É isso que acontece com Straight Story, em que Lynch retoma a narrativa linear (repare-se no título), que tinha abandonado há vinte anos. Este realizador já fez muitas pesquisas e experimentação nos seus filmes, como vês. Retomando o primeiro comentário ao teu post, não apresentou relatórios, porque os relatórios foram os seus filmes. Assim haja quem saiba reconhecer a sua pesquisa e a sua busca.
Publicado por: ZeroAesquerda em janeiro 15, 2005 04:04 AM
Voltei a ler o teu último comentário e fiquei com uma dúvida. Quando te espantas e dizes "Conhecimentos específicos só partilháveis entre especialistas? Numa obra de arte?" estás a pôr em dúvida que uma obra de arte possa ser uma busca de conhecimento ou de vários tipos de conhecimento? Se se trata disso, então discordamos profundamente e nem esta discussão tem razão de ser.
Publicado por: ZeroAesquerda em janeiro 15, 2005 04:12 AM
Com um post deste tamanho do ZeroAesquerda, temos que nos render à evidência . Agora só nos resta fazer um peditório entre os freguezes habituais do blog e mandá-lo a LA daqui a uns meses para receber o respectivo Óscar na especialidade "Pesquisa e a Obra de David Lynch". Eu não sei se ele estará tanto à esquerda quanto o zero que usa no pseudónimo, mas será que ele já se apercebeu de que o nosso "amigo" Lynch é um admirador confessado do ex-presidente R Reagan, e que um dia disse que não estava contente com uma situação política que permitia à escumalha passar-lhe por cima da relva sem lhe dar o direito de a abater a tiro e outras coisas mais pouco dignas? Se isso não interferir com o estado de frescura dos agriões cinematográficos, então faça de conta que não me leu e prossiga no seu debate àcerca do sexo dos anjos de celuloide. Para mim, tanto faz. Como arte, o cinema é um zero que permanece quase sempre à direita. Ou são explosões controladas para embascar parolos ou desenrolar de mensagens inexistentes causadoras directas de tinidos que dão com muitos cinéfilos em malucos.
Publicado por: Germano Filipe em janeiro 15, 2005 11:40 PM
Germano,
Não interfere "com o estado de frescura dos agriões cinematográficos", não. Procuro deixar estas questões de lado, antes de fazer alguma apreciação estética.
Publicado por: ZeroAesquerda em janeiro 16, 2005 03:18 AM
Beetle Bailey (é o nome original do Recruta Zero -não soa melhor que Zero?):
rapaz, muito obrigado pelos teus comentários.
Respondo já ao penúltimo: é claro que valeu a pena! Tudo vale a pena quando a alma não é pequena!
Sendo eu um firme defensor da democratização do conhecimento e da cultura, como deves saber, fiz aquele reparo sobre o "conhecimento só partilhável por especialistas", que me pareceu elitista. É claro que tecnicamente tal será verdade, mas tem sempre de haver maneira de exprimir esse conhecimento (as ideias principais) de maneira a um leigo interessado poder entendê-las. Cientistas e artistas devem ter essa preocupação.
O resto... segue noutro texto no blogue, mais tarde. Dá-me um tempinho.
Deixo-te com uma pergunta, reparando no teu apelido: ainda bem que o nosso (ainda) PM não se chama Ribeiro, não é?
Mais uma vez muito obrigado por tudo e um abraço.
Publicado por: Filipe Moura em janeiro 17, 2005 03:08 AM
Bom, minha gente, deixem-me voltar à pergunta inicial do Filipe: porque é que se fala em "pesquisa" nos filmes?
Eu entendo o conceito de pesquisa como um conjunto de observações, motivadas por experiências ou não, para compreender algo que já existe mas que ainda não foi descoberto.
Esta definição não se enquadra - na minha opinião - com o cinema. Com o cinema não se descobre nada pré-existente com uma experiência. Cria-se algo de novo. As experiências de Lynch, tão bem referidas pelo Zeroàesquerda (já agora, Lynch renegou o Dune, pelo que talvez não caiba aqui, mas adiante) serviram para se criar um novo tipo de cinema, não para se descobrir algo de previamente existente. Adaptando o conceito de pesquisa ao Mulholand Drive, por exemplo, seria o mesmo que dizer que aquela história se teria realmente passado, da mesma forma não linear e absolutamente circular, e que Lynch apenas a teria filmado.
Compreendo a pesquisa nas ciências sociais e humanas. Servem para compreender a natureza humana, social, histórica, cultural, etc. Mas são naturezas que já existem. Tanto quanto as compreendo, as ciências sociais e humanas, bem como qualquer outra, não mudam aquilo que estudam ao fazer pesquisa (deixemos o Heisenberg de lado por uns instantes). É por isso que acho que não existe realmente pesquisa em cinema.
Publicado por: João André em janeiro 17, 2005 09:29 AM
João André:
"Com o cinema não se descobre nada pré-existente com uma experiência." Porquê? A minha opinião é bastante diferente. O cinema, para lá de se poder questionar a si mesmo, levanta, ou pode levantar, questões sobre nós próprios, sobre a humanidade, a nossa organização em sociedade, etc. Quando questiona, o cinema experimenta e pesquisa. E é claro que descobre mundos novos, possíveis e impossíveis. E pode iniciar revoluções.
Publicado por: ZeroAesquerda em janeiro 17, 2005 07:37 PM
Mais outra coisa: o Lynch renegou o Dune, é verdade. Mas o que é que eu posso fazer com essa informação? Como lidar com uma obra renegada? Excluindo-a de qualquer autoria ou de qualquer percurso artístico? Aceitando que foi um acaso, que não foi motivado por um filme, nem motivou outros? Acredito no autor quando ele diz que foi um acidente de percurso e que deve ser esquecido? Eu não excluo, não aceito e não acredito. Quando delineio um percurso, interessa-me tudo, até os acidentes.
Publicado por: ZeroAesquerda em janeiro 17, 2005 09:10 PM
Ainda João André:
"Tanto quanto as compreendo, as ciências sociais e humanas, bem como qualquer outra, não mudam aquilo que estudam ao fazer pesquisa (deixemos o Heisenberg de lado por uns instantes)." Não é bem assim, acredita. Eu quando li isto que tu disseste lembrei-me imediatamente do que a Maria Velho da Costa disse numa entrevista. Dizia ela que quando escreveu o Missa in Albis que tinha lido com muito proveito o Benveniste e outros. Ou seja ela tinha construído o seu romance passando do eu para o tu, etc, de capítulo para capítulo, mas antes estudou e pesquisou a teoria das estruturas pronominais. E concluia a escritora "há sempre uma influência mútua [entre a críticos e criadores de literatura], se tudo correr bem." É preciso é que tudo corra bem.
Publicado por: ZeroAesquerda em janeiro 17, 2005 09:21 PM
Foi o "Casas Pardas", desculpem, desculpem.
Publicado por: ZeroAesquerda em janeiro 17, 2005 09:22 PM
ZeroAesquerda, sendo rápido e sucinto, começo pelo mais simples. O comentário sobre o Dune foi uma observação, uma curiosidade de cinéfilo, não é suposto depreenderes nada daí.
Falas em descobrir algo sobre a humanidade e sobre a sociedade. Nesse caso o cinema é um instrumento, não uma ciência. Usamos o cinema para descobrir algo sobre o mundo como eu uso um microscópio para descobrir algo sobre um determinado material.
Dás o exemplo da Maria Velho da Costa para explicares que a pesquisa da ciência social e humana pode mudar o objecto do estudo. Não conheço o caso em concreto, por isso não me pronuncio sobre ele em especificidade, mas o que eu quero dizer é que a pesquisa em si mesma não afecta o objecto do estudo. Com base na pesquisa podem-se realizar alterações, mas a pesquisa nada muda. Uma pesquisa sobre literacia não muda os números de literacia onde quer que seja, mas após estes serem vistos, pode-se decidir actuar sobre eles, pós-pesquisa.
Não contrario nada do que dizes, apenas acho que não percebeste imediatamente o que eu queria dizer (culpa minha, talvez).
Publicado por: João André em janeiro 18, 2005 09:20 PM
Eu não posso ficar aqui muito tempo, mais uma vez. Deixo, para já, uma pergunta: Não achas que o relato sobre a história afecta a História, assim mesmo entendida em abstracto?
Publicado por: ZeroAesquerda em janeiro 18, 2005 11:38 PM
Li-vos a todos e a ti Filipe Moura principalmente; fiz uma busca no google e tu surgiste assim do nada com uma pergunta aparentemente tonta e imatura que mais tarde e no mesmo blog elaboras-te por um móbil qualquer teu em algo de entre o crítico e o afirmativo; talvez fosse uma forma de não pareceres tão inexperiente no que toca a arte e cinema (afirmações tuas); é óbvio que estavas mesmo a espera de apanhar! Tu e os Outros Fazedores de criticas que pouco percebem de criatividade, das analogias da pintura e do cinema; da estética e também dos truques e das formulas hollywdeskas ou como fugir delas…um filme um documentário uma pintura uma musica um conto um romance : É o que provém nesse primeiro momento inicial de criação: advém duma tentativa egocêntrica e narcisista de nos expressarmos e mostrarmos aos outros QUEM somos. …. Ponto nº1 Segundo e talvez por último:::::lê:::::: O Momento de Criação é sempre mas sempre uma situação em que tudo está certo o timing e o espaço; e para se abordar esse momento de zen artístico tem que existir a cada minuto uma vontade de conhecimento (e de atingir essa erudição); e têm que se criar diariamente uma predisposição para se aprender; entender; ver; ouvir; sentir; o estado criativo e o produto que de aí provem (pintura, filme, livro, bla, bla..) É sempre uma tarefa de pesquisa persistente no Eu e no que vivo e me rodeia; cheia de interrogações ao longo da vida do artista. Só vos digo isto: com a vossa prosa não há dúvida que Portugal tem bons críticos de arte!!! Oh e já agora long live Manuel morais; ruy vieira nery, os gajos mais sacanas e menos imparciais da música erudita.. (vocês acreditam que um deles chega a enviar emails a chamar nomes (ex. filho da p***) a músicos de renome nacional e internacional): pois eu também não acreditava; pior é a censura a que obrigam: são uns fachos ranhosos!!! Pois então bem vindos ao clube dos que falam desmerecidamente e injustamente.. Para a semana há mais. Beijinhos ao Mr. Ego. Xklamation
Publicado por: xklamation em fevereiro 19, 2005 07:02 AM