Uma história para se pensar um bocadinho: passou-se pelo Natal, mas serve para qualquer altura. As festas de aniversário, por exemplo.
"Então, Mariana, tiveste muitas prendas?" "Tive, até demais! Ainda nem tive tempo para brincar com todas."
Esta sensata Mariana tem 6 anos. Não queria ligar isto com o "post Anita", mas a tentação é grande, porque se trata de práticas educativas. Que modelo de sociedade queremos defender? Que valores? Que limites para as nossas crianças? Atenção, não pensem que venho com o discurso de "agora é mau, dantes era bom". Em todas as épocas há bom e mau. O que me preocupa é quando, por amor, estamos a retirar às nossas crianças o "direito a desejar". É bom saborear antecipadamente — quando as coisas nos caem do céu, esse gostinho é roubado. A mim não me parece bem, e a vocês? (Leonor Baeta Neves)
a palavra de ordem, dos papás aos meninos e dé volta aos papás é: sofreguidão.
terá a ver com o nosso atraso persistente? a nossa chegada tardia "à europa"?
o que é certo é somos um povinho sôfrego
Passei por aqui por acaso e chamou-me a atenção o título por andar a ler o Ph. Ariès. E sobre isto há muito a dizer, esta nota é uma gota de água. Como educar as crianças se afinal os valores dos pais são esses mesmos? É ter e deitar fora. O que acho é que também NÃO ME PARECE BEM, respondendo à pergunta. Mas o que fazer?O consumismo será uma doença com cura?
Afixado por: M.M. em janeiro 27, 2004 07:37 AMEssa história é esquisita; eu só vejo é putos aos guinchos porque querem MAIS coisas. Essa menina é inventada.
Afixado por: J. em janeiro 27, 2004 02:32 PMPor acaso a única coisa inventada foi o nome da menina. O caso foi exactamente assim. Quanto às birras das criancinhas, é claro que existem, e isso levava-nos por outro caminho que também tem a ver com educação e com limites.
Afixado por: Leonor em janeiro 27, 2004 03:47 PM