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novembro 29, 2004
MAS NÃO VOS DÁ MESMO VONTADE DE LHE DAR UNS ESTALOS?

Depois da estrepitosa deserção do ministro que passava por ser um dos seus grandes amigos, veio Santana Lopes comparar o governo a um "bebé numa incubadora". Um pobre desvalido a quem os marotos dos irmãos mais velhos dão "uns estalos e uns pontapés"; quando o que ele precisava mesmo era de carinho, coitado.
Desta forma singela, o calhau com gel confessa ser verdade aquilo que muitos já desconfiavam: o governo que nos aflige é um nado semi-morto, incapaz de sobreviver sem ajuda e, hoje em dia, aguarda apenas que mão misericordiosa desligue os dispositivos que prolongam a sua agonia. É que a anencefalia tem por norma ser fatal.
Diz ainda a criatura: "tem sido difícil para quem está na incubadora, ver passar a família e, em vez de acarinhar, haver membros da família que dão uns estalos no bebé." Acrescentaria eu: tem sido penoso, para quem está do lado de fora, lembrar-se do nome do clínico incompetente que resolveu levar a termo a gravidez que deu origem a este mostrengo inviável: Jorge Sampaio.
Aviso à atenção das almas mais sensíveis: nenhum bebé prematuro foi magoado durante a execução deste post; trata-se de um modelo do Science Museum...
Publicado por Luis Rainha às novembro 29, 2004 12:05 PM
Comentários
Olha, Luis, se não tivesse confirmado as afirmações de Santana, pensava que esta era mais uma das tuas brilhantes ficções sobre o calhau com gel. Mas pelos vistos o homem disse mesmo tudo o que reproduzes, da incubadora aos calduços dos irmãos mais velhos.
Se o disparate político e a falta de categoria governamental fossem devidamente taxados, o Bagão não teria que se preocupar com o défice.
Publicado por: José Mário Silva em novembro 29, 2004 12:30 PM
Por mim, também acho que se devem por as coisas no seu lugar e assacar responsabilidades a quem as tem! É que Santana não foi eleito, mas o Sampaio foi. Por isso, há que dizê-lo com todas as letras: a democracia está a ser traída, dando azo (e espaço) ao aparecimento de toda a espécie de oportunismos, mas a responbsabilidade é do Presidente!
Até me começa a parecer que Santana se está a transformar, apenas, em "bode expiatório" que serve de trampolim ao branqueamento doutras responsabilidades muito superiores à sua. Veja-se a enorme quantidade de "gente velha", com a consciência bem pesada, que começa a aparecer "preocupada" com a situação. Mas eu não tenho pena dele (santana), quem o manda ser parvo e presunçoso?
Publicado por: Biranta em novembro 29, 2004 12:45 PM
luis a minha duvida é a seguinte?
o que será melhor
perlongar a gravidez ou provocar já u
m aborto?
Publicado por: sergio em novembro 29, 2004 12:45 PM
Que maldade :). As parábolas de santana Lopes insistem em não ser compreendidas.
Publicado por: Bruno S. Martins em novembro 29, 2004 01:44 PM
A culpa não é do PR mas sim do PSD.
O PR tinha que analisar a situação abstraindo-se das pessoas em causa e concentrar-se nos factos.
De facto, existia uma maioria estável na AR.
De facto, essa maioria deu garantias de vontade de governar.
De facto, o PR não pode escolher as pessoas que os partidos da AR indicam.
De facto, que culpa tem o PR se o PSD e PP apresentam o PSL?
Publicado por: Carlos Neves em novembro 29, 2004 02:25 PM
Apoiado. Ribeiro à presidencia!
Publicado por: frente guevarista libertária em novembro 29, 2004 03:15 PM
Pelos vistos o país deve estar a ser bem governado, pois todas as criticas ao governo se centram em faite divers, que objectivamente não tem nada a ver com as medidas que o País necessita ver tomadas.
E com todo este ruido na comunicação social, ainda acham que existe limitações à liberdade de imprensa...
tenham juizo!
Publicado por: O Louco em novembro 29, 2004 03:41 PM
Podes ser louco, mas disseste coisa avisada: estes faits divers nada têm a ver com "as medidas que o País necessita ver tomadas". É mesmo esse o problema.
Publicado por: Luis Rainha em novembro 29, 2004 04:03 PM
O bebé da incubadora
Pode parecer mal que seja a própria família a dar estaladas ao bebé e chocar que sejam os mais próximos a arrancar os tubos da incubadora, mas, para a maioria dos portugueses, o caso em questão não é crime. É um caso de eutanásia.
Aliás, só à custa de muitos empenhos, este bebé ocupou a incubadora que fez falta para outro que fosse viável. São cada vez mais os que lamentam que não tivesse sido atirado fora com a água do primeiro banho.
Publicado por: Carlos Esperança em novembro 29, 2004 05:56 PM
Aquela da incubadora pareceu-me algo desesperado e grotesco. Honestamente não sei o que sentir em relação ao Dr. Santana Lopes. É mais pena do que outra coisa qualquer. Nem raiva nem desprezo. Pena dele (não dos seus detestáveis ministros) e pena de nós todos. A raiva guardo-a para aquele pateta que elegi como Presidente da República, Sua Exa. o Sr. Jorge Sampaio.
E é raiva, também, pelas oportunidades perdidas, não só de levar a esquerda ao poder com maioria absoluta - os tontinhos que meteram esta direita no poder já se devem arrepender amargamente - mas raiva por termos perdido Ferro Rodrigues, um homem de tamanha integridade e talento, com o qual todos beneficiaríamos. Por isso, se ver por aí sua alteza o dr Sampaio, ainda sou capaz de fazer como a velhota que insultou o Carlos Cruz na TV, ao chamá-lo de "Seu por*o!!!". Aliás, há algum tempo atrás tive um pesadelo em que encontrava o Sampaio num elevador e, quando a porta fechava, esbofeteava o homem selvaticamente!
Publicado por: Ana Miranda em novembro 29, 2004 06:10 PM
apoiado, ana. Pelo sonho é que vamos.
Publicado por: frente revolucionária popular em novembro 29, 2004 09:25 PM
Epá, não há por aí alguém que empreste o seu par de bolas ao Sampaio, para o homem fazer de uma vez por todas aquilo que já deveria ter feito logo de início?
Eleições, precisam-se.
Publicado por: Hélder Gois em novembro 29, 2004 11:26 PM
Quando a abstenção se apresenta em valores próximos dos 50 %, as eleições são apenas folclore para entreter alguns egos politicos.
Existe uma questão de fundo mais séria, que tem a ver com a natureza e organização dos actuais regimes democráticos.
Que legitimidade tem um governo (qualquer um) em que quase 50% da população não opina?
Como colocar os politicos competentes, no lugar dos incompetentes? Tenho duvidas sobre a capacidade do sitema politico actual o fazer com eficácia.
Publicado por: O Louco em novembro 30, 2004 01:04 PM