Num ponto qualquer do planeta, um imigrante ilegal leva uma sova. Os agressores são compatriotas seus, e estão a sová-lo porque não receberam a percentagem do salário da vítima que tinham estipulado. Não querem saber de razões: o homem não paga o tributo exigido porque o patrão não lhe paga o ordenado. O patrão podia ter pago, mas não quis: montou o negócio precisamente para poder tirar partido da imigração ilegal, e não pagar faz parte da sua estratégia de empresa. É sub-empreiteiro dum sub-empreiteiro que por sua vez trabalha para uma empresa perfeitamente legal, com os impostos em ordem, a segurança social em dia, e sócios que são pilares da comunidade.
Noutro lugar, uma operária têxtil, ao fim de 14 horas de trabalho, tem a pouca sorte de bocejar – precisamente quando se encontra no edifício, numa das suas raras inspecções, um representante da multinacional para a qual a fábrica trabalha. O encarregado da secção impõe à operária uma multa equivalente a meio dia de salário por ter dado a entender que a firma a obriga a trabalhar demais.
A milhares de quilómetros de distância, o comandante dum navio que transporta mão-de-obra escrava é avisado pela rádio que as autoridades marítimas se preparam para enviar uma lancha da polícia ao seu encontro. Fecha os porões em que se encontra a mercadoria, abre as entradas de água para afundar o navio, mete-se num salva-vidas com a tripulação e umas semanas mais tarde divide com o armador a indemnização paga pelo seguro. Os afogados não têm sindicato.
Num gabinete com ar condicionado, um executivo lê numa revista a história dum adolescente africano que precisa duma prótese porque ficou mutilado por uma mina anti-pessoal. Comove-se. Envia um donativo. Com esse donativo e muitos outros, torna-se possível o rapaz deslocar-se à Europa, onde lhe é aplicado um dispositivo que é o último grito da técnica. Sem que este executivo o saiba, a mina foi produzida pela sua própria empresa. Entretanto, no país de onde o adolescente veio ficam milhares de outros, com mutilações iguais ou piores, que não tiveram a sorte de atrair as atenções da comunicação social.
Numa qualquer fronteira, uma mulher passa pelo balcão da alfândega com uma criança adormecida ao colo. Os guardas deixam-na passar: não querem acordar a criança. Mas a criança não está a dormir, está morta. Foi raptada por traficantes de droga, morta com uma injecção, as vísceras foram-lhe retiradas e o corpo recheado com sacos de cocaína. A operação foi preparada por um quadro intermédio duma enorme organização. No topo há gente que não sabe nem precisa de saber destes pormenores, gente que se isola do mundo com os seus jactos privados, aeroportos privados e exércitos privados, e só se dão com políticos e financeiros de primeiro plano.
No parque dum palacete, algures na Europa, um grupo de meninas e meninos são levados para um pavilhão discreto. As regras do jogo são-lhes explicadas: têm dez minutos para se despirem completamente e para se esconderem entre as árvores. A primeira criança a ser apanhada será morta, as outras serão apenas violadas.
Um pai e uma mãe procuram por toda a parte o filho desaparecido. Não sabem que já está morto, que o corpo foi bem escondido, que os rins, o fígado, as retinas, o coração, já estão congelados e a caminho das clínicas onde serão utilizados para transplantes, a peso de ouro.
Não, não vou dizer que é a direita quem comete estes horrores. As pessoas que os executam são demasiadamente profissionais, e as que lucram com eles demasiadamente pragmáticas, para terem posições políticas. E por outro lado, na sua enorme maioria, as pessoas de direita sentem perante eles a mesma revolta que qualquer outra pessoa sente. Mas as ideias têm consequências, as opções políticas têm consequências, as prioridades têm consequências.
É certo que uma coisa é cometer uma atrocidade, outra é criar as condições políticas para que outros as cometam. Mas as «causas» caras à direita – a defesa do segredo bancário, a preservação dos paraísos fiscais, os limites à migração legal, o proibicionismo em relação à droga, a desregulamentação das relações laborais, a liberalização dos movimentos de capitais, o desmantelamento do Estado – parecem constituir, no seu conjunto, um programa feito à medida do que mais interessa aos monstros. A tal ponto que poderia ter sido redigido por eles. (José Luiz Ferreira)
Brilhante. Com problemas de formatação, mas brilhante.
Afixado por: Jorge em dezembro 9, 2003 01:58 PMMinha nossa senhora*, Zé Mário!
Olha que o sub-empreiteiro, o empreiteiro, o representante da multinacional e o comandante do navio são bem capazes de votar PS nas próximas eleições. Não estou a ver o que os faz necessariamente "compagnons de route" da direita. Ou da esquerda, já que falamos nisso...
Abraço,
Leonardo
*com uma vénia a Jorge Perestrelo
Afixado por: Leonardo Ralha em dezembro 9, 2003 02:41 PMJorge:
Os "problemas de formatação" já foram resolvidos. Obrigado pelo alerta.
Leonardo:
O problema não está em saber se o sub-empreiteiro vai votar PS ou abster-se (como escreveu o José Luiz, as pessoas que lucram com estas situações são "demasiadamente pragmáticas para terem posições políticas"). A questão é saber em que medida as políticas de direita (no campo da imigração, dos direitos sociais, etc) vão permitindo que episódios como estes se repitam, todos os dias, pelo mundo fora. Permitem ou não permitem? A resposta parece-me óbvia.
Afixado por: José Mário Silva em dezembro 9, 2003 03:10 PMDeve ter sido mesmo graças às "políticas de direita" em Portugal que se chegou ao ponto em que máfias de Leste espancam conterrâneos...
Não, Zé Mário, foi a "política da porta aberta" que fez florescer este prodigioso negócio da recolha das percentagens do salário. Até porque as máfias de Leste foram as grandes beneficiadas do sonho de uma vida melhor justamente acalentado - há tanto tempo que não escrevia acalentado... - por imigrantes altamente qualificados que, na minha modesta opinião, têm lugar em Portugal. Mas, sobretudo para bem deles, é preciso controlar os fluxos migratórios. É isto de direita? Tudo bem. É, no entanto, sobretudo de "common sense".
Abraço deste opressor da sociedade,
Leonardo
Afixado por: Leonardo Ralha em dezembro 9, 2003 03:17 PMLeonardo:
Provavelmente, se a legalização dos imigrantes fosse menos restritiva e devidamente enquadrada, os trabalhadores do leste não seriam, como são, uma mão-de-obra com qualificações a mais e escandalosamente explorada por empresários portugueses sem escrúpulos. Não teriam que se esconder, aos magotes, em barracões dos subúrbios dos subúrbios. E não estariam entregues às redes mafiosas, que os controlam, chantageiam e tantas vezes matam.
Afixado por: José Mário Silva em dezembro 9, 2003 03:28 PMas voltas que se dão às coisas.
empresários sem escrúpulos exploram trabalhadores, violam as leis do trabalho ( que consignam direitos desde sempre defendidos pela direita )de todas as maneiras, provavelmente são coniventes com as mafias e a esquerda é que é culpada por deixar os trabalhadores virem meter-se num país onde essas leis, com a direita no poder, não são cumpridas. sejamos responsáveis, metamos esses gajos todos de camioneta de volta para o país deles e só vêm quando forem necessários. a xenofobia piedosa do ralha convive perigosamente com o racismo piedoso dos pais bragantinos. depois queixam-se das reportagens "difamatórias" nos media internacionais.
Caro Leonardo:
"Política de portas abertas" é precisamente o que nunca houve - no papel; e é precisamente o que sempre houve - na prática.
Esta contradição entre a lei e a prática é o que caracteriza a (cínica) política de direita em vigor em Portugal e em muitos outros países. Para quem pretende imigrar legalmente, as dificuldades são kafkianas: muitas vezes, por exemplo, não podem obter emprego sem autorização de residência e não podem obter autorização de residência se não estiverem empregados.
Mas para quem pretende imigrar ilegalmente, tudo são facilidades. Pudera: imigrante ilegal é imigrante sem direitos, e isto interessa objectivamente a quem os explora - independentemente de subjectivamente a sua opção de voto ser um partido da direita ou da esquerda.
Política de esquerda, para mim, seria a que tornasse viável a imigração legal, estabelecendo regras que os candidatos a imigrantes conhecessem à partida.
A política de imigração da direita é em tudo idêntica à sua política da droga e resume-se nisto: restringir na lei para rentabilizar na prática.
Com que então "xenofobia piedosa" do Ralha?
Deve ser mesmo porreiro ter tantas certezas sobre o que as outras pessoas pensam e acreditam, não é, estimado Tcherniglobyl? Assim fica um bocadito difícil dialogar, mas como diria uma afamada apresentadora de televisão, isso agora não interessa nada.
Quanto ao que o José Luiz Ferreira escreveu, deixo-lhe uma pergunta: essa "política de esquerda" que abrisse portas aos imigrantes desde que estivessem definidas determinadas regras não poderia muito facilmente descambar numa enxurrada que, no limite, só traria consequências negativas para os portugueses, os imigrantes que já residem em Portugal - muitos deles com uma ética de trabalho e de civilidade que em muito ultrapassa o português médio - ou os próprios imigrantes que viriam a caminho? É assim tão fascista colocar esta dúvida?...
Caro Leonardo Ralha:
Colocar dúvidas nunca é fascista, fascista é nunca as ter. Respondendo à sua: a "enxurrada" que você teme já aí está, e não será com leis propositadamente elaboradas para serem letra morta que a vamos deter.
De resto, e para colocarmos a coisa no plano dos princípios (ou das utopias, se quiser): porque carga de água é que um ser humano, nascido num planeta que é de todos, não há-de ter o direito de viver e trabalhar onde muito bem entenda?
Que atitude devemos tomar perante os esquerdistas irresponsáveis que neste momento defendem os portugueses que estão a emigrar para o estrangeiro quando estes sofrem o mesmo tipo de abusos? Informamos a polícia local de que só deve deixar passar emigrantes portugueses “qualificados” ou “altamente qualificados”?
Quanto ao fácil curto-circuito xenofobia piedosa/fascismo, ok, são evidentes as afinidades genéticas, mas não costuma ser a esquerda precisamente acusada de queimar com demasiada rapidez o caminho entre as duas acusações? Ao contrário do Ralha faço as minhas distinções, o que não quer dizer que tenha tolerância relativamente a qualquer delas. E quando o argumento é o da “enxurrada”, bem, quando o argumento é o da “enxurrada” as coisas clarificam-se um pouco mais e o resto dos detalhes acaba por ser pouco relevante.
Independentemente desta discussão não deixa de ser interessante do ponto de vista sociológico que sejamos um povo de emigrantes, da periferia da europa, e sejamos precisamente aquele povo da europa que mais aversão tem à imigração.
Caro José Luiz Ferreira,
De facto não partilho do princípio-utopia de que um ser humano tem o direito de viver e trabalhar onde muito bem entender. Acredito nas fronteiras, e num mínimo indispensável de planificação da economia.
Dito isto, acho excelente que o José Luiz Ferreira e muitos outros acreditem nesse princípio-utopia. A liberdade - mesmo que formal, para quem gosta de a ver assim... - de que gozamos permite-nos pensar de forma diferente sem que isso acarrete qualquer tipo de prejuízo para qualquer um de nós. Cabe a cada pessoa decidir se respeita a divergência de pontos de vista. No que me toca, respeito que acredite na bondade da "política de esquerda" que defende para a imigração. Pela minha parte parece-me que seria complicado se, de repente, mais umas centenas de milhares de pessoas resolvessem viver em Portugal.
De qualquer forma, acredite, caro José Luiz, que não demorará muito tempo para que, devido ao seu crescente peso na sociedade portuguesa mas também pelo seu valor, vejamos descendentes de ucranianos ou de cabo-verdianos no Parlamento, no Governo e noutros locais de igual importância e melhor frequência.
Será a História a seguir o seu curso. Como sempre.
Caro Leonardo Ralha:
1. Se acredita nas fronteiras para as pessoas, então presumo que acredite também nas fronteiras para o capital. Isto é, se diz que não temos o direito de trabalhar onde queremos, então também tem de dizer, para ser coerente, que não podemos investir onde nos apeteça.
2. Continua a responder às periferias do meu argumento mas cala-se perante o essencial. Passo a recordar-lho: em matéria de imigração, como em matéria de droga, o poder de direita é restritivo na lei para melhor rentabilizar uma prática sem restrições.
Afixado por: José Luiz Ferreira em dezembro 10, 2003 09:02 AMCaro José Mario,
Leio o vosso blog desde os primeiros tempos, e nunca li nada de tao falacioso como este italico. Pergunto-me como é possivel. Crimes, crimes, crimes, crimes. Com a excepçao das minas, tudo isto é crime, e nao é preciso conhecer o codigo penal para o saber.
O titulo do post é uma radicalizaçao inaceitavel do discurso da esquerda.
Diz, José Mario, se tu acreditas nisto.
Diz se tu acreditas mesmo que as prioridades da direita sao a raiz destes crimes.
Caro dave:
Que estes casos prefiguram situações de crime é evidente e só reforça o que se pretendeu dizer. As questões são outras. Por exemplo: acontecem ou não acontecem histórias destas todos os dias? E a maioria delas fica impune, ou não fica? Objectivamente, as políticas de direita para a imigração e a droga abrem caminho a este estado de coisas ou não? Aquilo a que chamas "radicalização inaceitável do discurso" não será antes a exposição incómoda de uma realidade ainda mais incómoda?
Afixado por: José Mário Silva em dezembro 10, 2003 09:51 AMCaro José Mario,
Para acabar.
Obrigado pela resposta.
Nao, penso que nao sao as politicas de direita que abrem caminho a este estado de coisas, assim como nao vejo como as politicas de esquerda poderiam acabar com ele.
Nao, nao penso que essas praticas sejam generalizadas. Num mundo com milhares de milhoes de pessoas a viverem na miseria, é estatisticamente impossivel nao ocorrerem situacoes extremas, justamente aquelas que vêm a sair nos jornais.
Tratando-se de crimes, a melhor maneira de lidar com eles é com mais policia (para isso é que serve a policia) e com mais controlo e combate à corrupçao e ao crime organizado, a curto prazo, e com prevençao, a longo.
O caso da operaria é à parte; casos assim resultam do desaparecimento progressivo dos sindicatos e do peso cada vez menor do operariado na sociedade, por oposiçao a uma classe média estabelecida, pouco instruida e egoista.
Saudaçoes.
Caro José Luiz Ferreira,
Ao contrário do que sucede com outros itálicos - em boa verdade, com outro itálico - é interessante trocar argumentos contigo. Mesmo que seja óbvio que, pelo menos neste assunto, não há forma de chegarmos a um meio-termo na discussão.
No que toca ao teu (válido) argumento das fronteiras para o capital, esclareço-te que não sou liberal ao ponto de não defender também um mínimo proteccionismo do tecido empresarial português.
Quanto à tua convicção de que a direita é restritiva na lei para melhor aproveitar a sua violação, parece-me que estamos perante uma discussão com termos ligeiramente kafkianos. Porque, convenhamos, se a direita abrisse as portas do país a todos os imigrantes que aqui pretendessem entrar, seria certamente acusada, neste mesmo Blog de Esquerda, de só o estar o fazer para criar uma pressão de excesso de mão-de-obra destinada a manter os salários baixos.
Levando a coisa para a brincadeira, é o preço a pagar por ser de direita. Qualquer medida que seja tomada é certamente destinada a oprimir os outros. Mas ainda assim é um preço menor do que o terrível cheiro a enxofre que as pessoas de direita sentem após a morte :-)
Saudações.
Leonardo
Afixado por: Leonardo Ralha em dezembro 10, 2003 02:08 PMCaro dave:
O problema está precisamente em que estas situações não são excepcionais, nem marginais, nem meros casos de polícia.
Há tempos houve um estudo segundo o qual o tráfico de droga já era a actividade económica que movimentava mais capitais a nível mundial. Mais tarde esse primeiro lugar veio a ser ocupado pelo tráfico de migrantes ilegais, estando o tráfico de mulheres, o de armas e o de órgãos para transplante provavelmente na mesma ordem de grandeza.
Não são actividades "marginais". São actividades instaladas no coração da economia e da política. Influenciam a banca, a construção civil, o futebol, a comunicação social, os parlamentos, os tribunais. Protegem o "establishment" e são protegidas por ele.
E não se trata apenas de leis que a direita faz para que a sua violação possa ser mais lucrativa, como as respeitantes à droga, à prostituição ou às migrações: trata-se também, e sobretudo, das leis relativas aos off-shores e ao segredo bancário.
Sem as facilidades oferecidas à circulação, à lavagem e ao anonimato do dinheiro, as grandes organizações criminosas não constituiriam, como constituem, uma das principais redes de poder a nível mundial. E a direita está tão implicada na manutenção desta estrutura financeira que nem para combater o terrorismo se dispõe a acabar com ela.
PS: Aqui na Suíça a direita está a pressionar no sentido de inserir na Constituição o segredo bancário. A esquerda está a resistir como pode. Se a direita vencer, será uma boa notícia para todos os barões da droga, traficantes de armas, esclavagistas, sonegadores de impostos, ditadores e políticos corruptos do mundo.
Afixado por: José Luiz Ferreira em dezembro 11, 2003 10:32 AMSem querer entrar em grandes debates, acho só que é engraçado notar que, na história de José Luiz Ferreira, todas as vítimas são-no, em primeiro lugar, porque vivem em países que são (ou foram) campos de experiências de teorias de esquerda.
O emigrante de leste tem de sair do seu país porque o socialismo o empobreceu de tal maneira que, passados 10, 15 anos, ainda está tudo na miséria.
Podia continuar a adendar a cada caso exposto, mas os meus argumentos seriam sempre uma falácia sobre outra falácia. Isso é giro durante algum tempo, mas depois cansa.
Saúdo apenas a imaginação de alguém que escreve: "No parque dum palacete, algures na Europa, um grupo de meninas e meninos são levados para um pavilhão discreto. As regras do jogo são-lhes explicadas: têm dez minutos para se despirem completamente e para se esconderem entre as árvores. A primeira criança a ser apanhada será morta, as outras serão apenas violadas" e que o liga à direita.
Ai a esquerda que é tão boazinha e a direita tão mazinha...
O seu artigo revela uma incapacidade de, por debate, impor a razão que está subjacente à sua ideologia. Só essa incapacidade pode fazê-lo optar pela mais pura demagogia. Típica do totalitarismo, de esquerda ou de direita. Eu diria que os seus argumentos são quase tipo "Paulo Portas". Olhe, Democráticos é que não me parecem ser. A relação entre o texto e a direita é hedionda, ofensiva, e de baixeza vil.
Não sei se é o caso, mas faço-lhe notar que as descrições dobre os feitos das esquerdas revolucionérias estão documentadas. Stalin, Pol Pot, Mao Zedong, América do Sul. Não atire poeira para os olhos das pessoas. Que não andamos a dormir.
Nãome parece que seja socialista democrático. em todo o caso, posso-lhe dizer o seguinte: o Marxsimo-Leninismo morreu. Morreu porque não era humano, nem se aplicou em caso algum à Humanidade e à forma como ela se organiza. Os modelos de desenvolvimento podem ser arguíveis, e a preocupação social nunca foi inferior em Inglaterra ou nos Países Nórdicos, por lá não haver Comunismo ou Esquerdas Revolucionárias.
O modelo de desenvolvimento aceite pelos socialistas no Poder em toda a Europa foi o da economia de mercado. Foi a de um abandono progressivo do estado Providência que nos deixou nas bordas de um cataclismo social. falo das grandes urbes europeias. O Estado como regulador das oportunidades desiguais que todos temos, sim. O estado como garante do interesse público, sim. O estado como pai, não obrigado.
Partidos não-democráticos dentro da democracia? Talvez, com a tolerância que deve ser dada aos bandidos. Quando pisam a linha, vão de cana.
Sr José Mario Silva, fico sem saber se escreve para um publico alvo entre os 6 e 10 anos, ou se considera mesmo que os seus leitores são imbecis.
Afixado por: Mano Nunes em dezembro 14, 2003 04:12 PM«A relação entre o texto e a direita é hedionda, ofensiva, e de baixeza vil.» O que para aí vai, caro TMM! Parece que toquei num nervo!
Farto de ser associado ao Pol Pot, ao Estaline, ao Mao Zedong e quejandos sempre que ouso interrogar-me sobre se a actual repartição da riqueza é justa ou se a diferença entre os ricos e os pobres se deve realmente aos méritos de cada um, resolvi ver o que acontecia se fizesse provar à direita um pouco do mesmo remédio.
E parece que a direita não gostou mesmo nada!
Contudo, há uma grande diferença entre os monstros com quem a direita procura associar a esquerda e aqueles com quem não se quer ver associada: é que os primeiros estão mortos, enquanto os segundos estão bem vivos e bem activos. Ah, a propósito: a "caça à criança" que descrevi não é mera imaginação.
Subjectivamente, as pessoas de direita podem ter as melhores intenções do mundo. Objectivamente, quase todas as suas bandeiras servem o interesse dos traficantes de drogas, de armas e de escravos. Enumero sem ser exaustivo: a penalização do consumo e do pequeno tráfico de droga; a quase impossibilitação da imigração legal; o segredo bancário; a liberalização dos movimentos de capital; os off-shores; a flexibilização laboral; a desregulação dos financiamentos partidários.
Poderá você dizer, como poderá o Zé Quintela ou o Leonardo Ralha, que não defende - subjectivamente - estas políticas: responder-lhe-ei que estou pouco interessado nos estados de alma da direita. Prefiro consultar as actas dos parlamentos e ver em que sentido é que as votações se têm, objectivamente, feito.
Afixado por: José Luiz Ferreira em dezembro 14, 2003 08:15 PMEste artigo esta mais perto do das emocoes
do "perdoa-me" ou da demagogia nazi do q
da sobriedade q se quer em politica. Meu caro,
os seus problemas psicologicos so se resolvem COM MUITO PODER. Siga o caminho do camarada Stalin e sera feliz.
Este artigo esta mais perto do das emocoes
do "perdoa-me" ou da demagogia nazi do q
da sobriedade q se quer em politica. Meu caro,
os seus problemas psicologicos so se resolvem COM MUITO PODER. Siga o caminho do camarada Stalin e sera feliz.
David, permita-me três pequenas observações.
1. O subjectivismo soma e segue. Será assim tão difícil dar uma resposta objectiva à questão que suscitei, e que é a de saber a quem servem as bandeiras da direita?
2. Não se preocupe com os meus estados de alma, que eu, como já disse, não me preocupo com os seus.
3. Será que o Estaline foi feliz? Eu cá, duvido. Como duvido que o seja o meu hipotético barão da droga, com o seu Lear-Jet, o seu latifúndio do tamanho da Bélgica, o seu aeroporto privado e o seu exército privativo.
A quem servem as bandeiras da direita?
Bom, se quiser responder primeiro ao comentário do ZDQ:
"A primeira criança a ser apanhada será morta, as outras serão apenas violadas" e que o liga à direita"?
Só para entendermos qual é a bandeira da direita que se enrola nesta estória.
DBH
O uso da abjecção rasteira e da retórica deram origem a um trabalho razoável, do ponto de vista da eficácia comunicacional.
Tanto assim é que muitos antes de mim já aqui vieram ler, para acreditar...
Pena que - como de costume nesta esquerda e nos seus "compagnons" - seja apenas isso: abjecção e retórica.
Perder tempo a contra-argumentar é corroborar o logro e entrar no jogo. Dos monstros.
O texto não merece tanto.
A História fala mais alto.
" [...]
empresários sem escrúpulos exploram trabalhadores, violam as leis do trabalho ( que consignam direitos desde sempre defendidos pela direita )de todas as maneiras, provavelmente são coniventes com as mafias e a esquerda é que é culpada por deixar os trabalhadores virem meter-se num país onde essas leis, com a direita no poder, não são cumpridas.
[...]
"
Que argumento ridículo! Desde que o Excelentíssimo (not) Mário Soares abriu as portas à imigração legal, que o país está uma vergonha. Foi com os imigrantes africanos, agora é com os de Leste. E ainda vêm dizer coisas, como a Direita não dá as mesmas hipóteses para todos os imigrantes. Graças à irresponsabilidade da esquerda (que os pôs cá), é que não meios de lhes arranjar oportunidades iguais.
O Estado paga tudo, é o belo do ideal comunista. Claro que se paga tudo, cobra mais impostos, ou pensam que o Estado vive do ar ? É a bela da contradição do comunismo.
Ah, 100 milhões de mortos. Diz-vos alguma coisa ? Tenham vergonha na cara.
A Direita permite a pedofilia ? Meus caros, de relembrar que todos os acusados de pedofilia (os que dão mais nas vistas) são filiados ou simpatizantes do PS... Tenham lá cuidadinho com o que escrevem.
Por favor, preciso que alguém me esclareça a diferença entre totalitarismo de esquerda e totalitarismo de direita.
Att
Glaucia