No Porto, os problemas na Boavista são como as cebolas, vêm uns a seguir aos outros... O arquitecto Rem(brandt) Koolhas, habitualmente conhecido por lidar, actuar e em último caso propor cenários de catástrofes, encheu-se de brios e reclamou que lhe estavam a tapar as vistas, como qualquer normal cidadão que compra gato por lebre e lhe constroem um outro mamarracho à frente, tirando-lhe a vista para o mar.
O despautério foi tal que alguém chegou a propor que corressem com o arquitecto Ginestal Machado (que coitado, se limitou a projectar mais do habitual mesmo, um caixote com fachada envidraçada incluída, devolvendo ao Rem a fauce escancarada da casa da música) e CHAMASSEM O SIZA (ehehehehe).
Agora surge o corte inglés a querer fazer um edifício na mesma Rotunda da Boavista, com a mesma altura e o dobro da área de construção, o que segundo alguns vai "matar" o projecto de Koolhas.
Ainda se está no começo, e já a mania das excepções "de qualidade" mostra o caminho para o cenário que se prepara nas nossas cidades, às mãos de autarcas e promotores imobiliários irresponsáveis e oportunistas. No Porto, pelos vistos, ainda existe de momento a oposição de rui rio que, mal por mal, e por muito que se discorde da sua actuação noutras áreas, ainda consegue dar algumas no cravo. Mas o que se prepara para acontecer a Lisboa, às mãos do santana lopes?
Está na altura de se debater que cidade pretendemos para o Porto.
Lembrem-se que os grandes Shopping's estão fora da cidade, lembrem-se que a grande habitação está fora da Cidade, lembrem-se que o desemprego está definitivamente dentro da Cidade.
Será que não há meios termos? Ou seja, será que devíamos aceitar este projecto do Corte Inglés,(talvez mais pequeno), e aproveitar o investimento e os postos de trabalho que este transporta para o Porto?
"Rem(brandt)"
eheheheheehehehehehehehehheheheheehhe
Afixado por: maradona em dezembro 6, 2003 02:06 AMNão sou um defendor da cidade cristalizada no tempo, ou "num" tempo.
Aqui, limitei-me a assinalar a incongruência dos proponentes de "obras singulares" que gostam de "marcar" a cidade e ignorar o "contexto" quando confrontados com outras "marcas".
Os futuros habitantes das torres do siza, se estas se vierem a concretizar, vão também adorá-las e achá-las um "avanço" para a cidade, até ao dia em que lhes construirem outras torres à frente. Não se questiona o facto de um promotor investir num terreno e querer obter um retorno, o que se questiona é que tudo tenha de ser feito de uma forma tão selvagem.
o projecto do arq. Ginestel Machado já é mau demais para a Casa da Musica, enquanto elemento arquitectónico polarizador daquela zona. è um projecto de qualidade bem acima da média (em termos de função e de desenho físico- sim, considero Koolhas genial, assim como este projecto concreto!).
A população do Porto deveria, com urgencia, fazer algo!
Quanto ao "corte británico" nem comento. Seria mais um golpe terceiro mundista!
o projecto do arq. Ginestel Machado já é mau demais para a Casa da Musica, enquanto elemento arquitectónico polarizador daquela zona. è um projecto de qualidade bem acima da média (em termos de função e de desenho físico- sim, considero Koolhas genial, assim como este projecto concreto!).
A população do Porto deveria, com urgencia, fazer algo!
Quanto ao "corte británico" nem comento. Seria mais um golpe terceiro mundista!
Isto de se fazer projecto sem olhar para o PDM e para o "futuro" da cidade... cai nestas. Então o nosso Koolhas não sabia prever que aqueles espaços vazios em portugal é para os nossos honrados patos-bravos "um figo"??
Quê, julgou por acaso que iriam ali fazer um parque daqueles naturais feios e destrutivos da imagem belíssima das nossas cidades, constituída pelo nobríssimo betão português (viva a CIMPOR!)?? O que aconteceria à nossa tradição, se as nossas cidades virassem verdes? Morríamos de tanta bele... hum digo fealdade!
Isto é com cada anjinho que nos aparece aqui...
Afixado por: terçafeira em janeiro 27, 2004 01:39 PM