Na passada terça-feira, o parlamento espanhol discutiu uma proposta apresentada por todos os partidos da oposição. Pretendia-se, tão simplesmente, reclamar do Governo o repúdio pelo assassinato de José Couso — um operador de câmara da Telecinco, morto há seis meses, em Bagdad, durante o ataque norte-americano ao Hotel Palestina — e o arranque dos trâmites diplomáticos e políticos que conduzam a uma investigação «verdadeira, formal e com garantias suficientes de independência». Era só isto: averiguar, apurar responsabilidades penais e possíveis indemnizações, além de reconhecer o trabalho dos jornalistas mortos no Iraque. Mas a moção foi rejeitada. Rejeitada apenas com os votos contra do Partido Popular, de José María Aznar — precisamente o primeiro-ministro que vergou a Espanha à vontade de Bush, na triste aventura iraquiana.
Publicado por José Mário Silva em novembro 28, 2003 07:44 PM | TrackBackrealmente Espanha tem o Az(n)ar que merece e Portugal até nas tragédias fica em menoridade, com um mero tiro na perna.
Afixado por: Pedro Vieira em novembro 28, 2003 09:11 PMIsto revela bem o perigo que representam as maiorias parlamentares. Nós por cá também padecemos do mesmo mal. Só espero é que não consigam mexer na Constituição e moldá-la ao seu
gosto.