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outubro 04, 2004
TOLERÂNCIA DE PONTE
Aviso: ao contrário de todas as repartições públicas a que me dirigi esta manhã, o BdE tem as portas abertas. Faça o favor de tirar a sua senha.
Publicado por José Mário Silva às outubro 4, 2004 12:36 PM
Comentários
Afinal não são só os franceses que não querem fazer nenhum...
Publicado por: Filipe Moura em outubro 4, 2004 01:04 PM
O problema não é querer não fazer nenhum, é querer dar cabo do país com tantas medidas de saque.
Cheguei à conclusão de que este nosso País está como está porque é assim que os eleitores portugueses querem e sentem-se felizes, somos Intrinsecamente de Direita, pelo menos a maioria, vejam pelo PS, ainda tive a esperança de estar enganada, mas é a realidade. Desculpem-me o desabafo, mas estou completamente farta destes gajos todos.
Publicado por: Sónia em outubro 4, 2004 01:26 PM
Ó Sónia, peço desculpa por discordar, mas o mal do povo português é cada vez pensar menos e estar mais apático, anestesiado e "pimba". A culpa é da comunicação social e do "centrão" que o fazem com intencionalidade para melhor tomarem conta do "rebanho".
Infelizmente o povo português, na sua maioria é de esquerda, contrariamente à sua opinião.
Se fosse de Direita a sério, nem sequer estariamos na m... de União Europeia.
Publicado por: jav em outubro 4, 2004 01:43 PM
Jav quando disse : "Se fosse de Direita a sério, nem sequer estariamos na m... de União Europeia."
Queria dizer direita, extrema-direita ou direita ignorante?
Publicado por: cachucho em outubro 4, 2004 03:08 PM
Meu caro Cachucho,
Permita-me um ponto de ordem: não há direita ignorante, assim como não há esquerda ignorante. Há, isso sim, pessoas ignorantes e também cultas em ambos os lados. Seria bom partirmos sempre desse princípio.
Esse tipo de rótulos como "direita ignorante" é uma forma de agressão gratuita que não defente nenhum argumento. Tenta apenas humilhar o adversário, mas põe a descoberto, talvez, uma certa falta de ideias...
Adiante.
Respondo:
Quando eu disse Direita a sério, com "D" grande, falo daquilo a que habitualmente se rotula por Extrema-Direita (não tenho problema nenhum em assumir-me, ao contrário dos da extrema-esquerda, que o têm, não sei porquê...). Mas a palavra mais indicada é Nacionalista.
Esclarecido?
Cumprimentos,
JAV
Publicado por: jav em outubro 4, 2004 03:31 PM
JMS, passa pelo Respirar, deixei lá um abraço ao Manel Dias, vai ser agraciado pelo PR, digo, grrrrrr, Sampaio.
Publicado por: jpn em outubro 4, 2004 03:32 PM
Portugal tem falta de: Educação, Saúde, Justiça,Profissionais, Empregos, Produção, Bons Gestores, Informação credível e imparcial, Formação, Ideias, Vias de Comunicação e Meios de Transporte entre tantas outras faltas.
Mas não lhe falta: Péssima Saúde e Educação, Injustiça, Produção quase nula, Péssimos Gestores, Informação parcial e tablóide, Marasmo, Auto-estradas e Pontes a pagar infinitamente, Meios de transporte a desoras e com escolha restrita, salvo raras excepções, claro está.
Este é o País que nos coube em sorte.
Já agora deixo aqui um excerto de um artigo publicado no D.N. de 27 de Março de 2000 do João César das Neves.
"O sucesso da asneira"
(ùltimos 4 paragráfos)
Segundo a FRZ (Fundação Richard Zwentzerg), o nosso país tem um dos processos de desenvolvimento mais bem-sucedidos no mundo actual. Mas, quando se olha para a estratégia económica portuguesa, tudo parece ser ao contrário do que deveria ser. Segundo a Fundação, Portugal, com as políticas e orientações que segui nas últimas décadas, deveria agora estar na miséria. O nosso país não pode ser desenvolvido. Quais os factores que, segundo os especialistas, criam um desenvolvimento equilibrado e saudável?
Um dos mais importantes e, sem dúvida, a educação. Ora, Portugal te, segundo o relatório, um sistema educativo horrível e que tem piorado com o tempo. O nível de formação dos portugueses é ridículo quando comparado com qualquer outro país sério. As crianças portuguesas revelam níveis de conhecimentos semelhantes às de países miseráveis. Há falta gritante de quadros qualificados. É evidente que, com educação como esta, Portugal não pode ter tido o desenvolvimento que teve. Um outro elemento muito referido nas análises é a liberdade económica e a estabilidade institucional. Portugal tem, tradicionalmente, um dos sectores públicos mais paternalista, interventor e instável do mundo, segundo a FRZ. Desde o "condicionalismo industrial" salazarista às negociações com grupos económicos actuais, as empresas portuguesas vivem num clima de intensa discricionariedade, manipulação, burocracia e clientelismo. O sistema fiscal é injusto, paralisante e está em crescimento explosivo. A regulamentação económica e arbitrária, omnipresente e bloqueante. É óbvio que, com autoridades económicas deste calibre, diz o relatório, o crescimento português tinha de estar irremediavelmente condenado desde o início.
O estudo da Fundação continua o rol de azelhices, deficiências e incapacidades da nossa economia. Da falta de sentido de mercado dos empresários e gestores à reduzida integração externa das empresas; da paralisia do sistema judicial à inoperância financeira; do sistema arcaico de distribuição à ausência de investigação em tecnologias. Em todos os casos, e em muitos outreos, a conclusão óbvia é sempre a mesma: Portugal não pode ser um país em forte desenvolvimento.
Os cientistas da Fundação não escondem a sua perplexidade. "Como conseguiu Portugal, no meio de tanta asneira, tolice e desperdício, um tal nível de desenvolvimento? A resposta, simples, é que ninguém sabe. Há anos que os intelectuais portugueses têm dito que o País está a ir por mau caminho. E estão carregados de razão. Só que, todos os anos, o País cresce mais um bocadinho." A única explicação adiantada pelo texto, mas que não é satisfatória, é a incrível capacidade de improvisação, engenho e "desenrascanço" do povo português. "No meio de condições que, para qualquer outra sociedade, criariam o desastre, os portugueses conseguem desembrulhar-se de forma incrível e inexplicável. O texto termina dizendo: "O que este povo não faria se tivesse uma estratégia certa?"
Publicado por: Sónia em outubro 4, 2004 07:00 PM