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setembro 08, 2004
TEMPOS DE HIPÉRBOLE II
Daniel Pipes, o mais exaltado estudioso do Médio Oriente, queixa-se do facto de os media não costumarem utilizar a palavra terroristas. O problema, explica ele no fim do artigo, não é que as designações utilizadas estejam incorrectas, mas antes por "insular o público do mal do terrorismo".
É, pois, a primeira vez que vejo alguém criticar os meios de comunicação por serem insuficientemente histéricos e alarmistas.
Publicado por Jorge Palinhos às setembro 8, 2004 01:47 PM
Comentários
mas será possível ler alguma coisa neste blogue sem ter de aturar a RIAPA?! :-(
e não se pode exterminá-los?!
e queixas ao "sapo" e demais entidades competentes?
... ainda por cima acham que têm piada...
bah! :-PPP
Publicado por: JotaVê em setembro 8, 2004 02:40 PM
Caro JotaVê,
Logo que detectamos estes focos de terrorismo blogosférico, agimos o mais rapidamente que conseguimos no sentido de apagar os seus sórdidos vestígios.
É o método Raid Casa e Plantas.
Quanto às queixas ao Sapo, já fizemos muitas (espaçadas no tempo, com exemplos concretos da má-fé dos energúmenos) mas pelos vistos ninguém pretende, por aqueles lados, pôr cobro à situação.
É por estas e por outras que às vezes nos atrasamos nas respostas, por e-mail, aos nossos leitores...
;)
Publicado por: José Mário Silva em setembro 8, 2004 02:48 PM
Também nao me parece correcto o termo rebeldes usado para identificar os tipos que fizeram reféns centenas de crianças na Rússia
Publicado por: cachucho em setembro 8, 2004 02:49 PM
agora a propósito:
não me parece que chamar-lhes apenas "rebeldes", "activistas" ou "combatentes" seja apropriado... à falta de melhor (se é que existe algum nome apropriado para quem faz o que foi feito na escola russa) que lhes chamem terroristas. E o facto dos "media" serem já, e desde há muito tempo, demasiado histéricos não significa que chamem sempre as coisas pelos seus verdadeiros nomes.
PS: "o casa e plantas" é muito suave. Tentem o "bom" velho DDT...
Publicado por: JotaVê em setembro 8, 2004 03:00 PM
Faz lembrar os broncos da famosa Fox News americana - a tal estação de TV noticiosa que dá opiniões de extrema-direita ao invés de notícias (onde aliás Pipes é convidado regular). Certa vez pensaram que chamarem de "suicide bombers" - bombista suicida - era demasiado soft e quase abonatório dos kamikase palestinianos, vai daí que começam a chamar-lhes de "homicide bombers", termo que apenas eles utilizam até hoje nos media americanos.
Não sei se a criatura será assim um grande estudioso do Médio Oriente. É um judeu americano particularmente anti-árabe (fala e escreve bem árabe, algo que lhe dá uma grande vantagem face a outros comentadores de direita radical), e pelo que se lê, é essa a função sa sua vida. Tentar por todos os meios denegrir os muçulmanos, árabes ou não árabes, colá-los ao terrorismo e exaltar Israel como uma nação ocidental plena de tolerância e grande aliada dos EUA. Este discurso colhe muito bem nos EUA, aliás. Apodou de terrorista um intelectual suíço de origem árabe, o Tariq Ramadan, num artigo que escreveu há semanas, e fez com que estes último fosse barrado pelas autoridades americanas de entrar no país com um visto de trabalho, para dar aulas numa universidade.
Publicado por: Ana Miranda em setembro 8, 2004 04:56 PM
Ana:
Eu não disse que ele era "um grande estudioso", disse que era "o mais exaltado estudioso".
É um bocadinho diferente. E ambíguo.
Para conhecer um pouco mais do que se passa no mundo árabe prefiro o Juan Cole (www.juancole.com), bastante mais racional.
Publicado por: Jorge P. em setembro 8, 2004 05:43 PM