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maio 27, 2004
EM ESCUTA

«Canções Subterrâneas», do projecto A Naifa. Cá por mim, gosto muito. Mas sou um bocadinho suspeito (conferir faixa 6).
PS- OK, não vale a pena estar para aqui com segredos. A letra da tal canção n.º 6, «Perigo de Explosão», foi escrita por este vosso escriba (há muitos anos). É um poema em fragmentos, desigual, onde às tantas se diz qualquer coisa como isto:
O terrorista apaixonado
carregava, às escondidas,
uma bomba-relógio.
Era no peito.
Era o coração.
Se não tomo cuidado, um dia destes ainda me batem à porta (esfalfados por causa dos 108 degraus) uns senhores de gabardina cinzenta e crachá do FBI, a sugerir com voz melíflua que têm umas perguntinhas para me fazer...
Publicado por José Mário Silva às maio 27, 2004 05:56 PM
Comentários
A RPL tem andado a passar um tema ou dois que parecem bem engraçados.
No "Perigo de Explosão", eu, cá por mim, acho esta passagem deliciosa:
"Éramos
rebeldes por
sistema,a sonhar uma
revoluçao por dia.à
tardinha,na esplanada,
bebiamos um
cocktail molotov."
Publicado por: Luis Rainha em maio 27, 2004 06:05 PM
:)
Publicado por: José Mário Silva em maio 27, 2004 06:09 PM
Não vejo mal nenhum na auto promoção, não conheço o projecto deve ser mais uma desvantagem de viver na provincia.
Quanto ao FBI, não me parece e em relação as nossas secretas tomara elas quem as proteja.
Publicado por: provocador em maio 27, 2004 07:05 PM
provinciano é não querer ouvir (ou espetar) a naifa. belo som embrulhado em ilustração de muito bom gosto e formato digipack. a coisa faz-se. à naifada.
Publicado por: Pedro Vieira em maio 27, 2004 10:05 PM
eu acho que o pior que pode acontecer é tocar-te à porta o agente da Norah a convidar-te para escreveres as letras do próximo disco da jovem diva.
Publicado por: tchernignobyl em maio 27, 2004 11:56 PM
Essa é boa, tchern. Vira para lá essa boca.
:)
Publicado por: José Mário Silva em maio 28, 2004 12:27 AM
Ó provocador: isto não é auto-promoção. O mérito é todo do João Aguardela e do Luís Varatojo, que foram desencantar, nem sei bem como nem porquê, o meu poemazeco a uma «Bíblia» antiga.
Nisto tudo, não passei de um mero espectador. Feliz, mas espectador.
Publicado por: José Mário Silva em maio 28, 2004 12:30 AM
inspiraste-te nos Telephone (1979)?
"La bombe humaine,
tu la tiens dans ta main
Tu as l'détonateur
juste a cote du c.ur
La bombe humaine,
c'est toi elle t'appartient
Si tu laisses quelqu'un
prendre en main ton destin
C'est la fin"
Publicado por: Alexandre Monteiro em maio 28, 2004 12:28 PM
Que raio, se fosse qual era o mal???
Não conheço o projecto como felizmente não conheço muitas mais coisas, se se proporcionar procurarei conhecer
Publicado por: provocador em maio 28, 2004 06:22 PM