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março 25, 2004

PONTO FINAL

Com os quatro posts que o Filipe Moura assinou esta madrugada, desfizeram-se de vez . espero bem . todos os equívocos. O Filipe pode ser impulsivo, desajeitado na exposição de alguns argumentos, pouco diplomático e até (admitamos) preconceituoso em relação aos judeus. Mas isso não faz dele um anti-semita e muito menos, como é óbvio, um nazi. As pessoas que proferiram tais atoardas e insultos deveriam saber, mas pelos vistos não sabem, que estas são palavras demasiado negras para serem usadas sem fundamento.
Aliás, o problema das pessoas que atacaram o Filipe de todas as formas e feitios, com uma violência nunca vista por estes lados, reside no facto de não o conhecerem. Se o conhecessem, como eu felizmente conheço, perceberiam o ridículo das acusações graves que lhe fizeram. Tanto no blogue como fora dele, o Filipe sempre teve um comportamento notável, de uma correcção, honestidade, rigor e humanismo exemplares. Mais importante ainda: tenho muito orgulho de o ter como amigo.
O seu problema . e nem sequer estou certo que seja verdadeiramente um problema . está na tendência para dizer, talvez de forma pouco canónica, tudo o que pensa. E o que pensa nem sempre é interpretado como ele desejaria. Daí nascem todo o tipo de equívocos, indignações (umas vezes justas, outras nem tanto) e leituras que conduzem, com estrépito, à polémica.
No caso "judaico" que tantos bits fez correr nos últimos dias, o Filipe começou por defender uma ideia que nos pareceu infeliz. Na altura própria, dissemos o que pensávamos, abrindo o leque das opiniões deste blogue (como de resto também fizeram o tchernignobyl e o Luis Rainha). No BdE não há uma opinião colectiva unânime, há várias opiniões individuais que umas vezes coincidem e outras não. Sem ferir a solidariedade intrabloguística, não caímos na hipocrisia de esconder as nossas divergências.
Infelizmente, assistimos depois, abismados, à "pessoalização" da polémica nas caixas de comentários. Não interferimos nem censurámos nada, mas ficámos tristes com o nível muito baixo a que se chegou em certos momentos. Por muito que dele se possa discordar, o Filipe não merecia aquilo. Nem nós, BdE.
Agora, depois de todos os esclarecimentos que entretanto foram feitos e de todas as correcções que o Filipe teve a dignidade de assumir, não faz sentido continuar com esta polémica. O que se poderia dizer, já foi dito. A controvérsia, de tão gasta, tornou-se feia, biliosa e, sobretudo, inútil. É tempo de a concluir, para podermos falar de outras coisas.
Game over.
A programação segue dentro de momentos.

Publicado por José Mário Silva às março 25, 2004 10:27 AM

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